domingo, 29 de dezembro de 2013

Capítulo 17

   Começem a ouvir essa música e só parem qnd terminar o hot.. http://www.youtube.com/watch?v=TOHfjw6ipqk

   Ele se aproximou lentamente e seu corpo se inclinou sobre o meu, nossos lábios se encontraram em um beijo meio quebrado, pausado... como se fossem vários e curtos beijos, beijos sedentos, beijos curiosos, beijos apaixonados de duas pessoas que queriam algo em comum, algo fora do comum... Ele me levava e me levará ao paraíso... Sem mais! Seus lábios pararam por um instante e seus olhos se fixaram nos meus, parecia que ele conseguia ver minha alma, exatamente o que queria... Sua mão explorava meu corpo insanamente e incansavelmente, logo retirou minha camisola, seu corpo estava quente, QUENTE! Pela grande proximidade eu pude sentir. Meu corpo também estava em chamas, comecei a brincar com seus cachinhos enquanto ele dava leves mordidas em minha orelha, começou a dar delicados beijos, esses beijos foram tomando outro rumo. Foram até meu pescoço, desceram até a abertura de meu sutiã, seus dentes, perfeitos, aliás, cravaram nela fazendo-a abrir. O caminho para os meus seios estava livre, e ele poderia terminar o que começou esta tarde. Suas mãos acariciavam minhas coxas rapidamente e, agora, em vez delas me darem prazer, ele abocanhou meu peito e me fez viajar em um mundo perfeito... o prazer que ele me dava era inexplicável... ele brincava com eles incansavelmente e agora suas mãos o ajudavam. Eu estava imobilizada por um "coelho", e posso dizer "Ôo coelhinho gostoso!", de súbito ele se levanta e abre a janela, a luz do intenso luar se derramava pelo quarto, ofuscava o brilho das velas e deixavam tudo mais especial, ele fez uma expressão que misturava desejo e amor, safadeza e romantismo, sexo e paixão... Todas as noites que passo com ele são especiais e únicas, ele faz tudo ficar perfeito e mágico. 
    Ali estávamos, eu deitada na cama apenas de calcinha e ele me encarando do lado da janela, ele foi até o guarda roupa e retirou umas roupas de lá, a princípio não entendi, mas ele me explicou que fazia parte de uma brincadeira. Era uma roupa branca e vermelha, longa e leve... Primeiro um corpet branco, depois uns panos vermelhos e transparentes...  depois ele mandou eu vestir e se lançou na cama. Eu coloquei a fantasia na sua frente mesmo.. ele me olhava mordendo o lábio inferior e passando a mão por cima do volume que cada vez ficava maior e parecia que logo iria explodir em sua boxer branca. Quando terminei de vesti-la virei-me e dei uma piscada para ele que revirou os olhos. Peguei uma cadeira e sentei de forma que ficasse com o peito colado no encosto da cadeira. Mordi a ponta das luvas tirando-as das minhas mãos com os dentes, as joguei para ele que as pegou e cheirou. Comecei a rebolar na cadeira como se estivesse cavalgando e ele entrou em uma espécie de transe... estava hipnotizado, olhos fixos em mim. Levantei e comecei a dançar sensualmente... fiquei de pé sobre a cama, rebolei, tirei um dos lenços vermelhos que me cobriam, passei-o em volta de meu corpo, fiquei de joelhos, envolvi em seu pescoço e puxei seu rosto junto ao meu... mordi seu lábio, apenas, não iniciei nenhum beijo, e acho que ele entendeu, pois também não tomou nenhuma iniciativa... apenas estava olhando fixamente para mim sem dizer uma palavra, continuei mordendo seu lábio e dançando sentada em seu colo... sentia ele roçando em mim. Ele deu uma fisgada em minhas coxas com as mãos, mas eu me esquivei e continuei dançando. Fui retirando lentamente cada peça de roupa, lenço e jogava para ele... ao fim eu estava de corpet e calcinha. Sentei em seu colo, de costas para ele, para ele abrir... no momento em que ele se livrou dele apertou meu seios e fez eu me contorcer toda. Deitei por cima dele, de costas, enquanto ele mordia minha orelha. Levantei e fiz ele deitar de bruços, assim ele fez e eu arranquei o pom-pom com os dentes. Ele se virou e comecei a esfregar o pom-pom pelo meu corpo, morde-lo... Joguei-o para algum canto do quarto e parti pra cima do Bruno, fiz-o deitar, tirei sua cueca e comecei a acariciar o seu membro. Depois de um tempo ele se virou ficando por cima e começou a explorar minha intimidade com sua língua. Me pegou no colo e me levou até a janela... me recostei nela, com metade de meu corpo para fora senti o seu membro me penetrando. Falei:
   -Bruno, se alguém nos ver... estamos fazendo amor na janela...
   -Proibido é mais gostoso- sussurra ele mordendo minha orelha em seguida.
    Aquela sensação era incrível, a mistura do medo de alguém nos ver e o prazer faziam o momento mais inesquecível possível. Ele continuava com um ritmo médio, mas foi desacelerando deixando brecha para irmos para cama. Ele deitou e dessa vez eu fui por cima, rebolava insaciavelmente, seus olhos reviravam de prazer e eu gemia alto, estávamos chegando ao nosso clímax.. segurei firme em seus cachos e chegamos ao ápice juntos! Cai ao seu lado e nos encaramos por uns 5 segundos... logo depois ele veio para cima de mim com um beijo sedento e apaixonado, como era insaciável! Retribuí muito bem o beijo.. nossos corpos se entrelaçavam até que deitei em seu peito, ficamos em silêncio por alguns instantes até que ele sussurrou em meu ouvido:
   -Você me deixa louco, é de outro mundo!
   -De Marte!- respondo.
    Assim adormecemos, após uma noite agitada. Nus, apenas banhados e cobertos pela luz do luar.


  • HOT HOT HOT!  

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Capítulo 16

    Corri assustada para o quarto, como isso aconteceu? Que vergonha! Meu Deus que vergonha! O Phil entrou de surpresa e nos pegou no flagra... como isso aconteceu? Nossa! Me joguei na cama até ter coragem de levantar e me olhar no espelho, estava com vergonha da minha própria figura, nunca voltaria naquela sala, nunca mais olharia na cara dele.. meio impossível. Tinha deixado as roupas na sala, o que eu vestiria agora? Fui até o guarda-roupa do Bruno e peguei uma camiseta branca, a mesma que ele me emprestara na noite em que eu e Alana fizemos as pazes, meu short era curto, então ela parecia quase um vestido, um vestido curto... muito curto. Fui silenciosamente até o banheiro e lavei meu rosto. Digamos que fiquei um bom tempo lá. Estava quase na sala quando desisti e corri de volta para o quarto. Fechei a porta e me lancei na cama, fez um enorme barulho, mas nem dei importância. Minha vontade era de sumir e só voltar quando o Phil fosse embora. Fiquei olhando petrificada para o teto. Com o canto dos olhos olhei para o relógio no criado mudo e marcavam quase cinco horas da tarde. Eu não queria e não iria sair desse quarto tão cedo.

BRUNO POV's

    Confesso que inicialmente me senti constrangido e até senti pena da Bella, afinal ela estava quase despida. Mas isso logo foi embora, afinal Phil era meu melhor amigo. Ele quebrou o silêncio já fazendo piadinha:
   -Baixou o gorila em você então, não espera nem chegar em casa direito?
   -Phil! Já aprendeu a bater na porta?- peço.
   -Já, mas achava que após um pedido de namoro, quando era mais ou menos quatro horas da tarde, vocês estariam, no máximo, fazendo declarações um para o outro...- diz ele segurando o riso.
   -Aqui o negócio é quente meu irmão- digo gargalhando.
   -Percebi... você não perde tempo mesmo.
   -Claro que não... espera, cadê a Bella?- pergunto. Realmente, depois que ela foi correndo para o quarto não a vi mais, e faz um bom tempinho que ela havia corrido para lá.
   -Deve ter enfiado a cabeça em um buraco, eu também faria isso após ser pega... você sabe.- diz Phil.
   -Ela deve estar no meu quarto... vou chama-la, já volto.
   -Okay- diz ele sentando no sofá.
    Fui caminhando pelo corredor, e pensando no que diria para convencê-la a voltar para a sala. Abri a porta do meu quarto e a vi esticada em minha cama, o seu rosto se vira em minha direção.

ISABELLA POV's

    Estava ainda deitada tomando coragem de voltar para lá, quando vejo o Bruno entrando no quarto. Ele veio em minha direção e sentou ao meu lado.
   -Vamos para a sala?- pede ele.
   -Nem morta Bruno! Que vergonha...- digo.
   -Como não? O Phil está esperando, fica tranquila ele é de confiança... Vamos?
   -Não!- birro.
   -Sim... por favor!- diz ele fazendo beicinho.
    Me levanto e espero ele na porta. Ele envolve minha cintura com seu braço e sussurra em meu ouvido:
   -Lembro dessa camiseta, maldita Alana!
   Sorrio como resposta e quando percebo estávamos na sala com o Phil olhando para nós. Eu ia sair correndo novamente, mas o Bruno segurou meu braço.
   -Oi Bella- diz Phil.
   -Oi- digo corada.
   -Desculpa chegar de surpresa, juro que não vi nada demais...- diz ele.
   -Sim, mas é que vergonha bateu...
   -Imagino- diz ele rindo.
    É pelo jeito ele era mesmo de confiança.
   -Vamos parar de falar disso?- interrompe Bruno.
   -Concordo- digo rindo.
   -Bom e como foi esse pedido?- pede Phil.
   -Foi lindo!- digo olhando para o Bruno.
     Ele me deu um breve beijo e logo falou:
   -Mas eu estou com uma fome...- diz ele esfregando a mão na barriga.
   -Eu também!- digo.
   -Vamos pedir algo?- dá a ideia Phil.
   -Hoje é domingo, nada de bom está aberto...- diz Bruno.
   -Então façam o jantar, tem bastante tempo...- diz Phil.
   -Nós? Fazermos o jantar? Nunca! Sou um desastre na cozinha, façam vocês...- digo.
   -Eu sou o convidado...- diz Phil.
   -Que no caso não foi convidado, nem um pouco...- interrompe Bruno.
   -Mas mesmo assim... sou convidado.- diz ele rindo.
   -Okay, okay! Vamos fazer o que?- pede o Bruno.
   -Hum acho que um macarrão... é fácilzinho!- opino.
   -É verdade, macarrão! Mas e a massa de macarrão? Eu não tenho...- diz o Bruno.
   -Terão que fazer!- diz Phil.
   -Complicou- digo- vamos fazer outra coisa?
   -Não! Agora eu quero comer macarrão- diz o Bruno.
   -Receita?- peço.
   -Eu pesquiso- diz o Bruno.
   -E desde quando você sabe pesquisar, ou ao menos ligar algum eletrônico Bruno?- diz Phil fazendo-me gargalhar.
   -Não sou tão atrasado assim!- defende-se.
  -É sim!- afirmo- Por incrível que pareça eu sei uma receita de massa, de tanto ver a Alana fazer já decorei... Tem ovos?
   -Sim, dois por quê?
   -Ai credo Bruno! Tem ovos? Falando sério...
   -Pior que não, mas farinha tenho...
   -Ei gente vou até a minha casa pegar alguns ovos, só quando eu voltar não quero flagrar mais ninguém...
   -Phil!- dizemos em coro.
    Ele foi até o carro e partiu. Bruno e eu decidimos pegar os outros ingredientes, eu peguei dois recipientes no qual ele colocou farinha e água, o Phil estava demorando, deveria estar com dificuldade de encontrar os benditos ovos. Eu fui ao banheiro, mas antes lembrei o Bruno de que faltava pegar o sal, quando voltei ele já estava em cima da mesa. Cheguei e parei ao seu lado.
   -Isso vai acabar em tragédia- diz ele rindo. Aquele sorriso me deixava sem ar.
   -Bruno, pensamento positivo né?- afirmo.
   -Sim, mas...- diz ele sujando a mão com um pouco de farinha e passando na ponta de meu nariz- acabou em tragédia!- diz ele gargalhando de meu nariz branco.
  -Bruno!- digo rindo e me vingando. Pintei sua testa com farinha, ele ficou me encarando, fez uma cara "brava" e me sujou novamente, agora na bochecha.
    Fui com a mão em direção  ao rosto, mas ele mesmo limpou, prolongou o movimento e colocou a mão em minha nuca, a outra foi parar em minha cintura. Seu rosto se aproximou e sua boca se encontrou com a minha, foi um beijo normal, com uma pitadinha de emoção, por agora estarmos namorando.
    Phil chega com os ovos e logo que vê o nosso beijo já faz piada:
   -O que eu disse pombinhos?
   -Phil!- diz Bruno jogando um pouco de farinha no Phil.
   -Isso já é demais!- diz Phil fingindo estar bravo, mas logo em seguida gargalha e joga farinha no Bruno.
   -Gente!- digo tentando parar a brincadeira, em vão, os dois se viram em minha direção e me jogam farinha até eu me sufocar- Bruno!- tosse- Pare!- tosse.
   -Está bem?- diz ele chegando por trás de mim.
   -Agora sim!- digo me virando rapidamente e deixando o seu rosto branco de tanta farinha que joguei, ouvi o Phil gargalhar logo atrás de mim e joguei mais um punhado de farinha nele.
   -Phil- Bruno diz e gargalha- você está- gargalha e não consegue terminar de falar.
   -Ah se é para brincar, brincaremos direito!- diz Phil pegando um ovo e quebrando na cabeça do Bruno, seus cachinhos ficaram cobertos pela gosma fedorenta.
   -Vamos acabar com os ingredientes!- digo acabando com a brincadeira- Banho?
   -Não Bella, vou lavar meu cabelo, peguem uma toalha e tirem a farinha... vai demorar demais se tomarmos banho e digamos que já está entardecendo...
   -Okay senhor Bruno, às suas ordens!- digo brincando e todos riem.
    Nos limpamos e tirei a farinha do chão, bancada... da cozinha inteira! Colocamos os ingredientes novamente em cima da bancada e o Bruno começou a misturá-los, primeiro os ovos, depois a farinha, água... está faltando algo... SAL!
   -Bruno o sal! Colocou?- peço.
   -Pior que não... Cadê o Phil?- responde ele.  
  -Foi ao banheiro, você estava tão concentrado na difícil missão de colocar a água na vasilha que nem percebeu- digo rindo da própria piada.
   -Haha cadê o sal?- pede ele.
   -Você deveria saber... procura aí que eu já volto, vou limpar a sala, voou farinha até lá!- digo.
    Fui para sala e o Bruno misturou o sal.

BRUNO POV's

    Estava tão concentrado na imagem da Bella que nem dei atenção ao que estava fazendo. Quando percebi já tinha colocado uma montanha de sal, tentei tirar um pouco, mas não deu muito certo. Peguei uma colher, mexi bem... acho que nem vão perceber... TOMARÁS!
  
ISABELLA POV's

    Depois de um tempo a massa estava pronta, já tínhamos cortado e o papo entre nós três estava rolando solta. Mas, digamos que esquecemos de uma parte bem importante... MOLHO! Ai meu Deus o que faremos agora?
   -Alguém sabe fazer o molho?- peço.
   -Não!- dizem em uníssono.
   -O que vamos fazer?- peço.
   -Já sei!- diz Bruno- Ketchup!
   -Eca, ketchup?- digo com cara de nojo- Que ideia foi essa?
   -É o jeito!- diz Phil.
   Mesmo enojada, foi isso que fizemos... no final não pareceu tão ruim, até estava com uma cara boa. Ajeitei a mesa e fomos experimentar o grande jantar.
    Servi-os e fomos dar a esperada primeira garfada... que emoção e ECA! Está horrível!
   -Que coisa horrível- diz Bruno- Está... está... DOCE!
   -Bruno, Bruno, Bruno, você colocou sal?- peço.
   -Sim! Acho que sim... nossa, o sal tinha acabado, acho que pus...
   -Açúcar!- completa Phil.
   -Meu Deus! Bruno! O que vamos comer agora?- peço e minha barriga "ronca".
    Por final, jogamos a massa fora, e fizemos uma "mistureba"... ficou melhor que o macarrão doce ao molho de extrato de tomate. Já eram passadas das onze horas da noite, Phil teve que ir para casa e eu e o Bruno limpamos as coisas. Fui correndo ao quarto, me joguei na cama, estava exausta. Bruno foi tomar banho, depois dele foi minha vez... fiquei dois anos em baixo do chuveiro, pensando no dia, no Bruno, no namoro, em tudo! Vesti minha langerie branca e coloquei uma camisola transparente por cima.
    Fui silenciosamente até o quarto e me surpreendo na hora, o quarto estava escuro, iluminado apenas pela luz de algumas velas, pétalas de rosas vermelhas estavam espalhadas pelo chão. Me deitei na cama, o Bruno não estava lá. Logo vejo ele entrando, estava vestido uma cueca boxer branca e estava segurando uma cesta com cenouras, quando ele se vira para fechar a porta e vejo o pompom peludinho pendurado na cueca não aguento e gargalho.
   -Coelhinho Bruno?- peço gargalhando- Coelhinho? Não tinha outra fantasia não?
   -HAHA ria a vontade, mas agora vou lhe mostrar o verdadeiro poder da carrot!- diz ele vindo em minha direção.
    Já vi no que isso vai terminar... ai como eu amo esse coelhinho hehehe. 

  • Mega Cap p/ vcs... hot fik p/ proximo, e nao.. nao tem gifs desta vez :( Bjss e comentem?

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Capítulo 15

    Eu estava encharcada, o Bruno também. Ainda tentava digerir tudo o que havia acontecido, ele parecia bem satisfeito com sua façanha. "Quer ser minha vida?" isso ecoava persistentemente em minha mente. Lembrei do sonho, que, aliás, não saia da minha cabeça. Porém, me aliviei, pois percebi que era apenas um SONHO... mesmo que não parecesse apenas isso. Um sonho, como... um que tive quando tinha seis anos, no qual eu viajei para a Terra dos Doces, onde tudo era de chocolate e gomas e eu era a rainha, mas o sonho com Elisabeth e Natalie foi um sonho ruim, só isso.. um sonho bem ruim.
    Bom, mas tudo foi perfeito... ele estava dirigindo atentamente, estava tocando uma música no rádio, mas nem prestei atenção nela.
   -Aquilo tudo foi verdade, quer dizer, não foi nenhuma pegadinha e quando a gente sair do carro não vai aparecer um homem com um terno e uma blusa engomada, com voz de locutor dizendo "sorria você está sendo filmada"?- pergunto.
   -Como você descobriu, ah droga!- responde ele fazendo uma careta. E WHAT?
    Acho que ele percebeu a minha confusão de pensamentos em minha expressão e logo soltou uma risada gostosa.
   -Claro que não, foi tudo verdadeiro, mais que verdadeiro...
   Um sorriso se abriu em meu rosto, e ele virou a cabeça novamente para a estrada, é o beijo ficava para depois.
    Chegamos na casa dele e nos jogamos no sofá, estávamos encharcados, mas isso não importava. Ele olhou nos meus olhos, segurou minha mão e disse:
   -Você é a melhor pessoa que conheci depois de terminar com a Micaela, você me entende, você me completa, acha mesmo que eu curtiria com a sua cara?
    -Claro que não... é que você estava quieto, então mil coisas passaram pela minha cabeça e acho que falei a mais imbecil delas!- digo rindo.
   -Também acho!
   -Bruno!- digo gargalhando e dando um tapa em seu braço.
   -Partiu para a agressão agora?- diz ele segurando em meu braço.
   -Sim!- digo e nós rimos.
   -Sabe por que eu estava quieto?- pergunta ele.
   -Por quê?
   -Porque eu estava pensando...- diz ele.
   -Oh meu Deus, você estava pensando? Como assim? Quer dizer que você pensa?
   -Nossa. Conheci seu lado obscuro agora- diz ele rindo.
   -Em que você estava pensando?- peço.
   -Nisso.
    Ele se aproximou e nossas bocas se encontraram em um beijo completo, perfeito, eu tinha a sensação de estar flutuando, seu lábio estava doce... será que ele passou batom? Não ele deve ter roubado um de meus bombons, tomarás. Como estou pensando nessas bobagens? Nossa me surpreendo comigo mesmo...
    Fui me inclinando sobre o corpo do Bruno e o beijo foi ficando mais intenso, sua mão deslizava pelo meu corpo. Parei de beijá-lo e encarei seu rosto, o desejo estava estampado em seu rosto. Comecei a dar leves mordidas em seu pescoço e o vi arrepiar. A sua mão ainda explorava curiosamente o meu corpo, por enquanto que eu me inclinava com certa pressão sobre ele... as luzes estavam apagadas, as janelas fechadas, um escuro total a não ser pela janela da cozinha que estava com a cortina presa. Tirou minha blusa sem dificuldades, agora ele tinha acesso livre aos meus seios, pois o sutiã ele tirou em seguida. Ele massageava meus peitos e continuou me beijando. Ouvi um barulho logo atrás de mim, lá fora na verdade, mas não dei bola... Logo a porta se abre e Phil entra e nos encara. Que vergonha, esquecemos de trancar a porta. Coloquei imediatamente a mão sobre meus peitos, de forma que el não pudesse vê-los. Pense se ele chegasse um pouco depois? Meu Deus...
   -Phil?- diz Bruno assustado.
   -Interrompi?- pede ele.
   -Acho que sim..- diz o Bruno meio irritado.
   -Calma Bruno!- digo.
   -Desculpa- diz Phil, começando a rir.
   -Está rindo do que palhaço?- pergunta Bruno.
   -Essa cena foi muito bizarra- diz rindo.
    Os dois riram e eu corei, afinal eu estava sem nada na parte de cima. Avisei eles e fui para o quarto, que vergonha!

  • Desculpa a demora e a falta de criatividade.. agora estou dividindo o pc com minha irmã aff

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Capítulo 14

    Fiquei olhando para aquele parque e nem me dei conta que o Bruno havia parado o carro. Eu fiquei petrificada...
   -Ei... Bella? Vamos? Acorde...
   -Ah desculpa! Eu estava pensando...
   -Pensando em que?- pergunta ele.
    Ele esperou uma resposta por um bom tempo, acho que ele quase desistiu, mas na verdade eu não estava pensando em um assunto definitivo. Até que respondi:
   -Em nós!
    O Bruno abriu um sorriso de orelha a orelha e logo nossos lábios se tocaram brevemente. Ele percorreu meu rosto com seus olhos inquietos e comecei a observá-lo também... ele parecia ainda mais perfeito, seus olhos, que pareciam duas gotas de chocolate, brilhavam ainda mais, a sua pele morena me hipnotizava, cada traço de seu rosto parecia milimetricamente planejado, seu sorriso estava mais brilhante do que o mais valioso diamante da Terra.
   -O que está olhando?- pedi cortando a concentração dele.
   -Você... o seu rosto, estava tentando achar algum defeito...
   -Encontrou?- peço.
   -Sim!- diz ele convicto.
   -Muito grave?- peço já curiosa.
   -Muito...
   -O quê- pergunto com um pouco de preocupação lançada em minha expressão.
    Acho que ele percebeu, pois logo respondeu:
  -Calma, é grave, mas nada que não possa ser resolvido...- dizendo isso ele se aproxima, previa um beijo, mas não aqueles beijos comuns, O BEIJO! Mas eu não estava em clima sendo que ele disse que havia um defeito em mim. Cortei o clima ficando totalmente parada e ele continuou- o seu defeito é reversível...
   -O quê Bruno?- perguntei já irritada.
   -Você ainda não é minha...- diz ele deixando o olhar fixo em meus olhos.
    Oh meu Deus! Ele existe? Como pode ser tão perfeito... clima? Agora sobrava... Encarei-o por breves segundos até perceber em seu olhar que ele queria o mesmo que eu. Parti para cima em um beijo apaixonado, aqueles que você sabe que logo vai findar, mas você adia esse momento até que puder.

 A pressão de nossas bocas foi diminuindo fazendo nós dois nos desvencilharmos... ficamos nos encarando, quase um costume logo após nossos beijos...
    -Vamos?
   -Sim...- não faço a menor ideia do que vai ser, mas depois do que ele falou no carro, coisa ruim não pode ser.
    Ele pegou em minha mão e a beijou, abriu a sua porta do carro, deu a volta e abriu a minha antes que eu mesma pudesse. Fiquei ao seu lado por enquanto que ele pegava algo no porta-malas... era uma cesta enfeitada com laços, não dava para ver o que tinha dentro. Ele abriu a cesta e tirou uma venda de lá... mas ele abriu tão pouco que apenas pude ver uma caixa vermelha.
   -Agora coloque isso...
   -Por quê? Você vai me sequestrar?- brinco.
   -Não é uma má ideia, afinal ficaríamos bem a sós... mas desta vez não é isso. Vamos coloque-a.
   -Ta espere...
    Virei-me de costas e ele amarrou a venda em meus olhos. Fiquei perdida, mas logo senti sua mão envolvendo a minha, me guiando. Teve uma hora que havia uma depressão no solo e Bruno e eu quase desabamos juntos... mas ele me segurou. Ouvi risadas e alguns suspiros. Eu ia dar mais um passo, algo normal, mas o Bruno segurou rapidamente a minha cintura.
   -Espere aqui...
   -Okay- estava com um pouco de medo do que estava por vir...
    Esperei por um cinco minutos até que o Bruno volta ao meu lado e com uma mão envolve minha cintura e com a outra segura minha mão.
   -Dê um passo alto...- fala ele.
   -Como assim?
   -Tente pisar no ar, como se estivesse subindo um degrau.
   -Por quê?
   -Faça...- diz ele.
    Eu fiz exatamente o que ele mandou. Senti o chão se mexer ao meu pisar... me desequilibrei e o Bruno novamente me salva.. onde eu estaria?
  -Cuidado!- diz ele segurando firmemente em meu braço- Sente-se aqui...- diz ele me norteando onde sentar.
    Era algo fofinho, como um banquinho estofado, algo assim... passei a mão ao lado do meu corpo e senti, hum, aparentemente, FLORES! Isso mesmo, flores! O que seria? Ai meu deus, meu coração está a mil, senti a respiração do Bruno perto do meu rosto e rápida, ele também está nervoso.
   -Pode retirar a venda- sussurra ele em meu ouvido.
    Retirei a venda lentamente, quando finalmente meus olhos puderam enxergar o que havia sido preparado para mim, não acreditei no que vi. Estávamos em um barquinho, simples, porém todo enfeitado com flores e papeizinhos em forma de coração. Ele estava sentado nas ponta do barco remando para algum destino que eu desconheço, olhei para a proa e vi um buquê de rosas vermelhas e brancas, pelo chão se misturavam papéis coloridos e fios dourados. A cesta misteriosa estava aberta e dentro pude visualizar uma caixa de bombons e uma bonequinha parecida... COMIGO! Eu estava encantada com tudo isso, mas o que me aguardava prometia ser melhor ainda. Paramos em frente a um chafariz com luzes coloridas, não estávamos muito longe da terra firme, podia visualizar facilmente um grupo de pessoas que se juntavam vestidas com roupas parecidas. Ele virou para mim e retirou a boneca de dentro da cesta veio em direção e disse me entregando ela:
   -Essa boneca vai significar muito pra você...
    Eu vi que a boneca segurava um coração, e esse coração abria.
   -Posso abrir?- peço.
   -Deve!
   Abri o coração. Dentro dele havia um lindo anel, era prata e cheio de brilhantes... meus olhos brilharam assim que eu o vi!

    Meu olhos viraram um mar, o que aquilo significava? O amor dentro de mim ferveu e entrou em erupção. Vi que ele fez um sinal para alguém e logo aquele grupo que eu havia avistado começou a cantarolar, em seguida ele começou a falar, ainda com as pessoas cantarolando... parecia um filme, com música de fundo e tudo.
    -Você entrou em minha vida de uma forma tão anormal e louca e logo reservou uma grande parte de meu coração. Procurei palavras o dia inteiro, mas nenhuma delas explica o que eu realmente sinto por você, é algo fora do comum. Nos conhecemos há pouco tempo, mas o que sinto por você cresceu de maneira desenfreada e tudo o que eu faço é a amar cada dia mais... temos pouca convivência... eu sei, mas tudo me indica que é você. É você que vai me fazer feliz, é você que vou amar sempre, é com você que quero compartilhar meus melhores sentimentos, é você que quero amparar em momentos difíceis e de dor, é ao seu lado que quero ficar. Por esse pouco tempo pensei que namoro fosse um estágio muito avançado e você talvez ficasse desconfortável, por isso é que vim propor que seja a pessoa amada que quero ao meu lado, a pessoa que compartilhe todo o carinho e amor que eu tenho, eu disse que era complicado, mas você aceita ser a MINHA VIDA?
    Não consegui conter as lágrimas, ele preparou tudo isso para mim e ainda fez essa declaração. Desabei em seu peito e ao fundo as pessoas ainda cantavam. Momento perfeito... como ele pode ser tão perfeito? O meu coração estava a mil, como poderia dizer não? Ele fazia tudo parecer melhor, até os mendigos da rua ficavam mais felizes ao meu olhar quando eu estava com ele. Em noites, quando estamos juntos, as estrelas dançam ao som de uma linda músicas, as flores se abrem, tudo se torna mais feliz! Sem mais, o destino está a nosso favor.

   -Sim!- eu respondi quase sem voz...- eu aceito ser a sua vida e não irei lhe decepcionar... EU TE AMO!
     Ele me abraçou e me beijou apaixonadamente. Ouvi vários "own"... não nos largávamos!
   -O anel!- diz ele nos afastando e colocando- Esse anel...
     Não deixei ele continuar, pois o beijei novamente, com tanta, mas tanta vontade que caímos do barco. Eu não sei nadar! Socorro! O Bruno se agarrou no barco pegou em meu braço e nos manteve firmes até que um homem com a lancha não vinha nos resgatar. Nos beijamos na água mesmo, era calor, perfeito! Estávamos muito beijáveis hoje... quando o homem chegou, subimos na lancha e fomos abraçados até a costa. O mesmo homem que nos resgatou foi buscar o nosso barco...
   -Estão vendo essa mulher é a minha vida!- o Bruno gritava para todos ouvirem...
   -Bruno...- digo envergonhada.
    Várias pessoas tiraram fotos deste momento tão especial. Eu estava olhando para os cantores e vi de relance Natalie e Elizabeth sorrindo... EU JURO! Oh meu Deus isso tem que me atormentar até aqui? Mas foi apenas um sonho, pois olha o que aconteceu hoje! Tomarás...
   -Vamos para minha casa tomar um banho?- pede ele.
   -Como? Estamos todos molhados...
   -Não importa- diz ele me dando um selinho.
    Ele pegou a cesta e me deu a caixa de bombons e disse:
   -De todos os bombons da terra você é o mais doce...
    Um sorriso bobo se abre em meu rosto e ele me entrega o buquê de rosas. Vamos andando de mão dadas até o carro.
    Partimos, que surpresa maravilhosa...


  • Owt... Bruno romântico!! Comentem? bjss

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Capítulo 13

   -Bom dia!- acordo com o Bruno dizendo e puxando minhas cobertas para baixo.
   -Bom dia nada... quero dormir!- digo resmungando e puxando a coberta de volta.
   -Ei dorminhoca... acorde! Vamos...- diz ele puxando a bendita coberta para baixo e me dando um beijo na minha bochecha.
   -Estou com sono Bruno!- digo meio irritada.
   -Eu sei princesa, mas esqueceu que vamos sair para almoçar com a Alana?- pede ele fazendo-me abrir os os olhos.
   -Nossa é mesmo! Nem lembrava...
   -Então vai levantar?- pede ele.
   -Tem que mesmo?
   -Claro! A Alana me ligou antes e disse que vai levar uma pessoa nesse almoço...
   -Okay, já estou indo...
    Bruno saiu do quarto e foi ao banheiro, ele estava secando o seu cabelo... devia ter tomado banho há pouco tempo, já que estava apenas de calção... Ui essa visão logo de manhã é a que faz eu levantar e começar a dançar! Mas hoje isso não estava me ajudando nada, pois levantei igual a um zumbi e me arrastei até o banheiro onde o Bruno ajeitava os seus cachinhos. Entrei e ele me deu espaço na pia, mas eu fiz sinal que iria tomar banho antes. A minha toalha estava estendida sobre o box, tirei minha roupa e entrei no banho. O Bruno ficou me encarando... me senti desconfortável.
   -Bruno!- chamo a sua atenção.
   -O que foi?- pergunta ele despertando do transe...
   -Nada não, mas você não teria que ir vestir-se?
   -Ah claro...
    Estiquei minha cabeça para fora da porta de vidro que separava a área do chuveiro do resto do banheiro e dei um selinho nele. Ele aproximou ainda mais a cabeça sussurrando em meu ouvido:
   -Estava lembrando da noite passada... não consigo ficar mais longe de você!
    Fiquei sem reação, acho que ele estava esperando uma resposta, mas eu simplesmente não reagi. Ele ficou me olhando por alguns segundos com um sorriso tímido, porém, logo abaixou o olhar e desfez o sorriso virando-se de costas para mim e saindo do banheiro.
   Durante o banho inteiro o sonho ficou martelando na minha cabeça... na realidade era totalmente ao contrário, o Bruno expõe claramente os seus sentimentos, claro que ele nunca disse que me ama, mas acho que é porque nunca teve uma resposta minha. Agora sou eu quem não expõe os meus sentimentos, mas eu simplesmente não consigo... acho que eu tenho medo de cair na tentação, de dizer que o amo, e voltar a ser a Isabella de antes... reviver o passado, isso eu não quero nunca, nunca... NUNCA! Ninguém jamais vai me entender...
    Nesse momento acho que estava fazendo gestos bizarros demonstrando o desgosto que estava sentindo em pensar no meu passado, pois o Bruno passou pela porta do banheiro, que estava aberta, e fez uma careta... percebi e parei. Mas quem eram as meninas? Quem era Natalie e Elizabeth... um arrepio subiu pelo meu corpo quando sussurrei esses nomes. Tenho que parar de pensar nessas bobagens e tomar rápido meu banho.
    Terminei de me banhar e fui me vestir, coloquei um short básico e uma blusinha soltinha, bem verão... coloquei uma rasteirinha e penteei meu cabelo, já que não tinha o lavado. Coloquei uma tiara com laço no cabelo, peguei meu óculos de sol e fui encontrar o Bruno na sala.
   -Uau! Como você está linda!- diz ele.
   -Obrigada...- digo corada- Você também está um gatinho...
   -Eu sei disso, e muito modesto também não é?
   -Claro, claro...- gargalhamos.
    Fomos até o carro. Ele ligou o rádio e estava tocando uma música eletrônica, bem maluca... ele trocou de estação até que achou uma música bem anos 80, parece que ele curtiu porque deixou nessa mesmo. Chegamos ao restaurante. Era interessante, ao ar livre, um paraíso nesse calor...
    Quando saímos do estacionamento achamos a Alana de cara e ela estava acompanhada. Era um homem alto, pele clara, olhos verdes, cabelo meio loiro e liso. Tinha boa pinta... eu sabia que essas horas extras seguidas não eram normais!
   -Olá Alana e olá...- faço uma pausa fazendo menção a não saber o nome do rapaz.
   -Jean!- responde Alana- Isabella esse é Jean e Jean essa é a Isabella...
   -A tão falada Isabella, prazer...
   -Prazer- respondo.
   -Com licença- diz o Bruno chegando, nem havia percebido a sua ausência, devo tê-lo deixado sozinho no estacionamento- Jean? Isso?
   -Sim! Prazer, você é o namorado da Isabella?
    Bruno e eu nos olhamos esperando a reação um do outro...
   -Ainda não...- diz ele, desapontou um pouco- Mas nada impede...
    Um sorriso bobo se abriu em meu rosto e ali, na frente de todos nos beijamos, a Alana lidou com isso como uma coisa normal... ainda bem.
    -E vocês? Já rolou um pedido de namoro?- pede o Bruno.
    -Calma ainda estamos nos conhecendo!- Alana sai na defensiva.
    Sentamo-nos em uma mesa e pedimos o almoço... conversamos muito e descobri que o Jean tem 24 anos e é engenheiro, ele mora em Los Angeles mesmo e conheceu a Alana há dois meses atrás em uma festa de um amigo em comum, eles trocaram telefones, mas nunca se falaram, até se cruzarem na rua uns dias atrás, marcaram um encontro e tiveram o primeiro beijo no mesmo dia que eu e o Bruno passamos a noite juntos pela primeira vez...
    Passou-se mais ou menos duas horas e o Jean e a Alana decidiram sair para passear, convidaram-nos mas o Bruno recusou, primeiro pensei que ele não queria atrapalhar o futuro casal, mas lembrei que ele queria me fazer uma surpresa...
    Embarcamos no carro e ele perguntou:
   -Preparada?
   -Não sei...- respondo.
    Ele sorri e arranca. Depois de um tempo avisto ao longe um parque, um camping, um bosque, não sei o que era, sei que tinha árvores e um laguinho artificial... era o que me parecia...
    O que está reservado para essa tarde? O Bruno continuava com o sorriso no rosto, e percebi que cada pouco ele me olhava de canto dos olhos...


  • Comentem! Desculpa a demora, esse final de semana não deu mesmo :s
  • Quem são essas meninas? O q o sonho tem haver com a vida real? O q tem no passado da Bella que ela tanto abomina? Será que ela só tem medo de voltar a ser aquela menina de antes?
  • E por fim! O que vai acontecer nessa tarde? Gifs apenas no próximo mas vou colocar mtos para compensar!

   

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Capítulo 12

    Essa manhã acordei meio assustada... eram exatamente oito horas e meia da manhã quando o Bruno me acordou, eu estava cansada, a noite de ontem foi agitada e eu, na verdade, não tinha vontade nenhuma de levantar da cama quentinha tão cedo. Essa noite eu não dormi nada por conta de um sonho. Acordei de súbito durante a noite, fiquei um tempo sem entender o que estava acontecendo, o que havia acontecido. Aos poucos a minha memória lembranças que eu não queria que voltassem, sim, eu estava lembrando cada detalhe do meu sonho... Eu estava em uma casa de campo, em uma fazenda isolada e muito bonita, por sinal, duas meninas vieram em minha direção, uma tinha a pele mais escura que a outra, aquele bronzeado natural hipnotizante, olhos amendoados e cabelo crespo e preto, a outra possuía olhos verdes, como os meus, pele clara e cabelo negro, porém, liso. Ambas usavam um vestido branco com bolinhas vermelhas e um laço no cabelo, quase em uníssono disseram:
   -Mamãe onde o papai está indo? Ele está levando o vovô.
   -Como assim tesouros? Papai está indo embora e seu avô está doente... precisa ir ao hospital. Vocês já sabiam disto!
  -Mas mamãe!- diz a de olhos verdes- ele estava chorando- continua com os olhos marejados e um beicinho.
   -Calma tesouro, seu avô deve estar com muita dor... 
   -Mas mamãe!- diz a de olhos negros e pele morena- era o papai quem estava chorando...
    Não sei por que meu coração congelou esse minuto e eu fiquei incrédula... Para mim isto não poderia ser verdade.
   -Você só pode estar enganada tesouro, seu pai nunca chora esse foi um dos motivos que fizeram seu pai e eu nos separarmos...- no momento não entendi muito bem isto, mas refleti e cheguei a uma conclusão complicada, ele não expunha seus sentimentos, mas quem seria ele?
   -Eu tenho certeza! Ou não me chamo Natalie!- "Natalie" então era assim que se chamava a de olhos verdes.
   -Ou eu não me chamo Elisabeth!- repete a de olhos amendo... Elisabeth.
    Natalie possuía personalidade forte e uma liderança definida, mesmo sendo apenas uma criança. Elisabeth possuía uma personalidade mais frágil e delicada, seguia a irmã em todos os atos, mesmo sendo mais velha por alguma horas. Elas pegaram em minha mão e levaram-me por um longo caminho até chegar em um lugar onde havia somente uma infindável estrada. Olhei para o céu e vi o Bruno sentado em uma pequena nuvem, de cabeça baixa, chorando. Ele olhou para mim com uma interrogação em sua expressão.
   -Oh meu Deus! Oh meu Deus! Oh meu Deus!- repetia ele desesperado e aparentemente perturbado- Não poderia ter feito isso! Eu jamais teria feito isso, algo me possuiu, eu não queria fazer isso contigo!
    Uma raiva tomou conta do meu peito, mas eu não lembrava o que ele tinha feito, só sei que era algo não perdoável. 
   -Nunca vou lhe perdoar Bruno! Você nunca vai brincar comigo desse jeito novamente!- disse, as meninas, aparentemente minhas filhas choravam desesperadamente, até que a nuvem cessou e o Bruno caiu de cima dela.
  -Viu? Foi isso que aconteceu quando te perdi, meu chão desabou, meu pensamentos sumiram, minha cabeça ficou concentrada em sua imagem, mas eu sei que ela só poderá ser cultivada em retratos, pois os momentos sumiram como essa nuvem e ela nunca voltará igual...
   -Palavras bonitas não fazem a diferença, atitudes sim e essas fizeram falta. Não digo as grandes, mas sim as pequenas, as não pensadas, as involuntárias, que vem de dentro... Adeus Bruno!
   -Não mamãe!- disse Natalie- O papai não vai embora... Eu não vou deixar!
   -Nem eu!- completa Elisabeth.
  -Mas ele já foi...- digo olhando para o vazio na minha frente e me encontrando com as lágrimas que deslizavam pelo meu rosto sem cessar, o choro antes tímido, agora, exalava tristeza. Senti uma pontada em meu peito e gritei de dor... essa hora acordei, acho que com meu próprio grito. Olhei para o lado e não vi o Bruno, me assustei, mas logo vi a luz do banheiro ligada.
    Ele deve ter se assustado com o meu grito, pois abriu a porta de supetão e veio em minha direção.
   Sentou-se ao meu lado na cama e olhou para mim preocupado. Eu estava tremula, lembrando do meu sonho... Ele estava invisível para mim, minhas forças estavam concentradas no sonho...
   -Bella? Está tudo bem?- pergunta ele mais do que preocupado.
   -Não...- digo chorando e caindo em seu peito. E claro que isso não o tranquilizou.
   -O que aconteceu?
   -Sonho... pesadelo!- digo soluçando.
   -Oh meu tesouro...
    Lembrei do sonho, e chorei desesperadamente. Sentei novamente na cama e olhei profundamente em seus olhos amendoados como os de Elisabeth... o agarrei firmemente e deitei a cabeça em seu ombro... sussurrei em seu ouvido:
   -Promete que nunca vai me deixar?
   -Como assim?- pergunta ele curioso- Por que está falando isso?
   -Promete...- digo pausadamente, pois ainda estava chorando.
   -Tem algo a ver com seu sonho?
   -Tem! Mas agora prometa para mim- grito.
   -Nossa esse sonho foi forte... Prometo que nunca vou te deixar!
   -Jura?
   -Sim! 
   -Amanhã lhe conto, agora quero descansar. Ele deitou ao meu lado, e coloquei minha cabeça em seu peito e adormeci... até a manhã.

  • Capítulo postado, pequeno mas ta valendo!!



terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Capítulo 11

    Após a Alana sair, fomos para o sofá. Era meia- tarde e ficamos nos encarando por um tempo. Dessa vez fui eu que quebrei o infindável silêncio:
   -Demorou, mas ficamos a sós...- falo e ele me lança um olhar que conheço muito bem.
   -Ainda bem...- diz ele se aproximando.
     Ele estava bem perto de mim, eu chutava uns dois centímetros do meu rosto. As nossas respirações já se confundiam, os seus olhos percorriam o meu rosto até encontrar um ponto fixo... minha boca. Ele ficou, ali, parado, olhando fixamente para a minha boca por uns cinco segundos, até que eu quebrei o seu transe:
    -O que acon...- ele me interrompeu.
    Isso mesmo, ele me interrompeu, mas de uma forma muito agradável. Seus lábios se encontraram com os meus em um beijo insaciável, isso só não bastaria. Ele beijava, ao mesmo tempo, de forma carinhosa e sedenta. Ele exercia uma certa pressão sobre meus lábios, parecia que ele estava tão insaciável quanto eu...

    O empurrei para trás de forma que ficasse deitado no sofá, ele percorreu meu corpo com seus olhos e logo me puxou para cima de si. Algo parecia estranho, acho que estávamos travados, pois era de tarde, tudo ao luz do dia... algo não muito comum.
    Acho que ele percebeu e sentiu a mesma coisa que eu, logo parou e falou:
   -Você também travou?
   -Sim, é que é dia ainda... vamos esperar a noite?
   -Claro... Sabe o que eu estava  pensando em fazer?
   -O que?
   -Aqui perto tem um clube com umas quatro piscinas, nunca fui... vamos?- pede ele.
   -Hum, boa ideia, mas eu não trouxe meu biquíni... me leva até em casa para pegá-lo?- peço.
   -Claro, mas vamos logo, porque já está escurecendo...- ele dá uma risada safada.
   -É né...
    Fui em direção ao quarto do Bruno pegar a minha mochila. Entrei e quando fui fechar a porta algo impediu. O Bruno havia colocado o pé para eu não conseguir fecha-la. Eu fiquei parada apenas o observando, ele fechou a porta e veio em minha direção. De uma hora pra outra me agarrou e me jogou contra a parede. Me prendeu contra ela e continuou me beijando.
 
     Quebrei o beijo.
   -Mas a gente não ia esperar ficar mais tarde?
   -Não vou aguentar, quero você aqui e agora...
   -Bruno...
    Ele não deixou eu continuar, me beijou com tanta vontade que cheguei a ficar tonta. Começou a dar leves chupadas e mordidas em meu pescoço. Levou a sua mão até a barra do meu calção e desabotoou-o. Colocou a mão por dentro de minha calcinha e começou a me explorar com seus dedos curiosos. Eu gemia alto de prazer, poderia explodir em sua mão a qualquer hora. Levou a sua outra mão por baixo de minha blusa e logo tirou meu sutiã, agora, com as duas mãos massageava e brincava com meus peitos. Ele me pressionou fortemente contra a parede e logo girou e me levou para sua cama. Eu estava completamente dominada, ele estava no controle. Eu estava esparramada em sua cama e aproveitei para tirar o resto de minha roupa por enquanto que ele fazia o mesmo. Estávamos completamente nus e ele não demorou muito para ele "atacar". Ele brincava com a boca em meus seios, eu gemia baixinho... ele fez um caminho de beijos até a minha virilha e, desta vez, começou a me explorar com sua língua. Eu estava transbordando de prazer, mas queria senti-lo dentro de mim.
   -Bruno...- minha voz saiu falha- quero você... que-r-o você- falava meio pausadamente.
    Ele ficou me encarando por alguns segundos, subiu novamente na altura de meu rosto e logo o senti dentro de mim, como eu já disse, ele estava no comando, então eu não estava fazendo esforço nenhum... ele começou a ficar ofegante e eu decidi dominá-lo agora. Me virei ficando por cima dele. Sentei em seu colo e comecei com movimentos lentos e torturantes e fui acelerando. Seus olhos reviravam de prazer. O ritmo ficou descompassado e nossos corpos cansados, mas ainda não tínhamos chegado ao prazer extremo. Saí de seu colo e ficamos um ao lado do outro, ele estava no comando novamente e tudo estava muito prazeroso.
   -Esquecemos... droga- diz ele.
   -Esquecemos o que?- peço curiosa.
   -A proteção...
   -Pode ficar tranquilo eu tomo pílula...
    Parece que isso o libertou e logo chegamos ao ápice juntos. Uma explosão de prazer inexplicável. Cai ao seu lado.
   -Não quero ficar, nunca mais, longe de você- diz o Bruno.
    Meu coração acelerou... será que ele gosta de mim? Não, pare de inventar bobagens Bella, ele não quer perder a sua amizade!
   -Eu gosto realmente de você sua boba!- continua ele- Fica sempre pertinho de mim ok?
    Diz ele me puxando mais ao seu lado nos deixando juntinhos.
   -Não vou te deixar sozinho... nunca- respondo e ele dá um beijo na minha testa.
    Deitei em seu peito e acabamos adormecendo.

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    Tempo depois, despertei e não vi mais o Bruno ao meu lado. Estranhei, mas olhei a hora e já tinham se passado quase quatro horas, eu devia estar mesmo cansada... Levantei, coloquei uma roupa, já que estava como havia deitado, fui ao banheiro e lavei o rosto. Ele estava inchado. Saí do quarto em direção à cozinha já gritando para o Bruno:
   -Bem que nós poderíamos tomar um banho depois... nós dois, jun...- meu Deus que vergonha.
   Cheguei à cozinha e dei de cara com o Bruno e mais um homem, deve ser o tal do Philip que ele havia mencionado uma vez, ele me olhava curioso.
   -Bom- quebra o silêncio, Bruno- Phil essa é a Bella, Bella esse é o Phil...
   -Prazer- falo.
   -Então você é a tão falada Bella- diz Phil e o Bruno cora.
   -Phil!- fala Bruno em tom de advertência.
   Gargalhei e começamos a conversar como se nos conhecêssemos há anos. Ele acabou "jantando" com nós. Comemos a lasanha que havíamos pedido e ele foi para casa.
    Bruno e eu fomos logo nos banhar. Sim, dessa vez fomos juntos, mas estávamos muito cansados para fazer qualquer coisa. Antes eu estava me sentindo suja, pois tinha ido dormir bem suada. Ele lavou minhas costas e tentou massagear meus seios, mas o repreendi:
   -Bruno! Pare, está insaciável... estou muito cansada...- digo fingindo estar brava.
   -Nossa, está bravinha é? Deixa eu te acalmar...
    Ele me vira e toca os meus lábios com os seus... foi um beijo de filme, um beijo molhado em baixo do chuveiro... Romântico. Sua língua estava calma e não sedenta como ates. Ele envolveu delicadamente a minha cintura com seu braço e eu coloquei o meu em sua nuca. Esse beijo foi longo, loongo, looonngo, chutava vários minutos, uns sete.
Ele quebra o beijo dizendo:
   -Acho melhor pararmos por aqui antes que me empolgue...
   -Ai Bruno- digo rindo- Você já terminou de se banhar?
  -Sim, te espero no quarto...- diz ele e vendo a minha expressão de advertência continua- para dormirmos...
   -Acho bom!- digo rindo.
    Ele pega a toalha e vai para o quarto. Coloquei meu pijama, ele era broxante, eu sei que não faríamos mais nada, mas não queria aparecer daquela forma para o Bruno. Acabei optando pela lingirie preta e branca que havia comprado semana passada. Coloquei uma camisola super curtinha e transparente que combinava muito com minhas roupas de baixo. Voltei para o quarto e ele já estava deitado na cama. Quando me viu falou:
   -Tem certeza que estamos cansados e não podemos fazer mais nada?- brinca ele.
   -Sim, tenho certeza- digo me deitando ao seu lado.
   -Faz isso só pra me provocar...
   -É claro né?- gargalho e deitamos um de frente para o outro.
   -Boa noite- diz ele me dando um selinho.
   -Boa noite- respondo.
    Me virei para o lado, ele envolveu minha cintura com seu braço e acabamos adormecendo de conchinha.


  • Hot! Quero comentários... e estou sentindo falta da Lívia Mata... ;(

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Capítulo 10

    Cheguei à casa do Bruno. Exitei um pouco em tocar a campainha, porém, segui em frente. Toquei-a e fui surpreendida ao abrirem a porta.
    Micaela! Sim, Micaela acaba de  abrir a porta... como assim? Ele chegaria a esse ponto? Passou a noite comigo, brigou e já foi para os  braços de outra... não acredito, não consigo acreditar. Ela estava apenas de roupas íntimas. Eu estava completamente paralisada. Micaela sorria de canto de boca. Já eu não esboçava nenhuma reação. Por dentro, milhões de sentimentos e dúvidas se formavam, mas por fora estava petrificada. Olho por cima dos ombros e vejo o Bruno saindo do banheiro. Ele estava apenas de calção, como na minha casa, porém, era outro, e estava secando os seus cachinhos. Acho que ele me viu, pois parou imediatamente e arregalou os olhos, deixando-os mais grandes do que já são.
   Nos encaramos por longos segundos, aquele olhar era penetrante. Parecia que ele estava pensando em algo do tipo "Nossa agora ferrou!". Como ele foi tão cafajeste? Eu sei que não temos nada e ele não me deve satisfações, mas isso é ridículo.
  Cortei o seu seu olhar abaixando a cabeça, dando meia volta e saindo em passos largos. Micaela permaneceu muda, apenas se deliciando com meu "sofrimento".
    Ouvi passos fortes e rápidos em minha direção, e acelerei ainda mais. Não via a hora de cruzar a rua, e não ter mais perigo de olhar para a cara dele. NUNCA MAIS!
    Antes que pudesse sair no pátio de sua casa e chegar à calçada, sinto alguém segurar meu braço. Me viro e não me surpreendo nada de quem estava na minha frente.
   -Bella!- fala ele afobado- me escuta!
   -Escutar o que? Que você saiu como um louco da minha casa, me deixou sozinha sem entender nada e vem para casa para os braços dela? É assim que você quer se afastar?- eu já estava gritando, algumas pessoas olhavam para nós, mas eu não dava a mínima para isso.
   -Espera aí! Não foi bem assim...- diz ele também já alterado.
    Por um décimo de segundo olho por cima dos ombros dele e vi a Micaela ainda na porta sorrindo. Sorrindo disfarçadamente, claro... Mas logo parei de prestar a atenção nela, pois o Bruno continuou a falar:
   -Vai me dizer que você não sabe?
   -Vai começar de novo? Eu não sei sobre o que você está falando!- exalto-me.
   -John!- fala ele.
   -Quê?- pergunto.
   -Ela está esquecida Brunito!- pronunciou Micaela, falando pela primeira vez desde que cheguei- E o gato, moreno que bateu em sua porta esta manhã?
    Ela não me chamou de 'Blecah", ainda bem, vai que o Bruno lembrava.
   -Isso mesmo! O moreno...- fala Bruno fazendo uma pausa e logo continuando- espera aí Micaela! Como você sabe? Eu não falei nada para você...
    Não estou entendendo nada! Quem é John? O que ele não contou?
   -Como eu sei?- diz ela ficando pensativa- Sabendo! Você me contou esta manhã...
   -Não, eu não contei!- rebate ele- Micaela o que está acontecendo?
    O que está acontecendo mesmo! Não vou ficar no meio dessa palhaçada.
   -Não sou obrigada a ficar aqui- digo já saindo e interrompendo a discussão dos dois.
    Dessa vez eu fui mais rápida e consegui fugir de sua mão que outra vez tentara encontrar meu braço. Ele tentou correr atrás de mim, porém, o sinal do semáforo abriu e eu já tinha atravessado a rua. 
    Cheguei na minha casa tirei minha roupa, tomei um banho e enfiei o meu rosto no travesseiro.

BRUNO POV's

    E o pior de tudo foi que eu nem fiquei com a Micaela. Bella vai me odiar, como vou contar o que descobri? Aquela discussão foi crucial.

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ISABELLA POV's
    
    Essa semana eu não vi mais o Bruno, encontrei ele na rua, mas ignorei-o e acho que ele nem me notou! Enfim sexta-feira! Não aguentava mais gravar programas... Nesse final de semana quero dormir o dia inteiro.
    Como sempre, às sextas, fiquei até altas horas encaminhando os programas da próxima semana.
    Voltei para casa morrendo de cansaço. Percebi que a Alana não estava. Devia estar fazendo hora extra... de novo! Isso está meio suspeito.

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    Acordei na manhã de sábado, não na hora que havia desejado, mas sim às 8 horas da manhã.
 O interfone tocou. O porteiro avisou que havia uma mulher... ruiva (ufa) me esperando. Deveria ser a Jullie, acho que é a única ruiva que conheço. A Alana não havia vindo para casa. Autorizei a subida e avisei que estaria no banheiro, mas a porta estaria aberta.
    Assim fiz. Fui para o banheiro e fiz minha higiene e troquei de roupa lá mesmo.
    Logo fui até a sala receber a Jullie, ou pelo menos pensava que era ela. Quando saí do banheiro dei de cara com o Bruno, sentado no sofá.
    Quando eu ia mandá-lo para fora ele começou a falar:
   -Bella, você tem que acreditar em mim! Eu juro que tudo que eu falar será verdade.
   -Primeiro, o que você está fazendo aqui? Como você subiu?
   -Foi você que autorizou.
   -Louis! Totalmente subornável... já deveria ter imaginado...
   -Digamos que sim- afirma ele- afinal ele já me conhece... Saudade.
   -Você não acha que é muito atrevimento de fazer o que você fez, vir na minha casa e ainda querer que eu acredite em suas palavras?
   -Não! Sabe por que? Porque nenhum de nós tem culpa nessa história toda...
   -Você está me dizendo que não queria ficar com a Micaela, ela te obrigou... a culpa foi dela?- muita cara de pau.
   -Eu não falei isso, apesar de eu não ter ficado com ela...
   -Como assim? Eu vi! Não minta para mim...
   -Vamos por partes... quando dei de cara com esse tal de John na sua porta...
   -Que John?
   -Não me interrompa, então quando dei de cara com ele...- ele pausa e pede- senta aqui no sofá comigo- atendi o seu pedido e ele continuou- então, pela milésima vez, quando dei de cara com ele na sua porta não dei bola, porém, a medida que ele pedia de você a minha mente ia criando, só de ver aquele homem, e pensar que você poderia ter outros além de mim, não necessariamente ele, mas outros, me fez pirar...
  -Mas não é desculpa para você correr para os braços dela e, afinal eu não conheço nenhum John!- afirmo.
   -Eu sei disso! Pelo menos agora...depois que ela deixou escapar aquilo na discussão fiquei atento, até que consegui pegar o celular dela e encontrar provas... foi ela quem armou tudo, esse John nem existe, pelo menos não se chama assim! Eu não havia achado nenhum contato com esse nome, porém, achei uma série de mensagens trocadas com um tal de Gerald, eles estavam planejando algo, olhei todas as mensagens e descobri. Ele veio aqui a mando da Micaela! Fui atrás de Gerald para comprovar que ele era o John e eu estava certo, ele iria falar muito mais, mas segundo o que ele disse, não precisou, pois eu fiquei irritado só de ver ele em sua casa- fala ele ficando corado- Acredita em mim tenho provas...
   -Eu acredito em você!- não duvidava que a Micaela pudesse fazer isso e eu não aguentava mais ficar brigada com ele, porém- mas isso ainda não é desculpa para ficar com ela...
    -Mas eu não fiquei com ela, quer dizer, beijamo-nos, claro, mas não fizemos mais nada. Eu fui acordado no meio da tarde por ela tocando a campainha, como já devia saber da briga, partiu para cima. Mas quando estávamos prestes a... bem, eu lembrei da nossa noite, de você, e percebi que ela não deveria ser marcada por uma briga. Parei imediatamente e pedi para a Micaela se retirar, tanto que quando fui ao banheiro pensava que ela já havia ido...
   -Por que devo acreditar nisso?
   -Porque é verdade, eu quero me afastar dela e a única que pode me ajudar é você.
    Nesse momento meu coração derreteu e cedeu ao seus encantos...
   -Bruno...
   -Não fala mais nada, eu sei que você acredita em mim, eu preciso de você... você precisa de mim...
    Ele colocou uma mecha do meu cabelo que havia caído para trás da orelha, prolongou esse movimento colocando a sua mão na minha nuca, aproximou nossos rostos e colou as nossas testas, repetiu quase sussurrando:
   -Eu preciso de você!
    Colou os nossos lábios em um beijo com gostinho de saudade e alívio... as nossas línguas dançavam em perfeita sincronia... ele pegou em minha coxa e tentou me puxar para cima dele, mas eu resisti:
   -Calma, é de manhã! Calma!- digo.
   -Calma nada! Esperei uma semana para esse momento- diz ele logo me puxando para seu colo.
    Ali estávamos, no sofá da sala, eu sentada em seu colo, nos beijando loucamente.
    Porém, tivemos que ir mesmo com calma, porque quando o negócio começou a esquentar a Alana chega.
   -Oi... e estou atrapalhando né?- diz ela.
   -Não... imagina- digo me sentando ao lado do Bruno.
   -Aham... sei! Pombinhos, sabiam que existe quarto para essas coisas?- fala Alana.
   -Sabia que no sofá é mais gostoso?- fala Bruno corando com sua safadeza.
   -Bem que a Bella me falou que você não é tão santinho- diz ela rindo.
   -Ela nunca esteve tão certa!- diz ele.
   -Gente, vamos parar com esse papo?- digo já vermelha.
   -É Bruno, ela é inocente está envergonhada- diz Alana, fazendo-me corar ainda mais.
   -Ai pequena- diz ele me dando um selinho- assim está melhor?
   -Sim!- digo esticando os lábios para ganhar outro beijinho e ganhando-o.
    A Alana foi para o banheiro e eu e o Bruno ficamos fazendo planos para esse final de semana.
   -Essa noite não podemos sair!- diz ele.
   -Por quê?- pergunto.
   -Temos que terminar o que começamos- diz ele me dando um selinho e mordendo meu lábio.
   Decidimos que amanhã vamos sair para almoçar e ele disse que o que vamos fazer à tarde vai ser surpresa. 
     Já que era manhã ainda decidimos fazer um almoço no Bruno, coisa rápida, a Alana veio com nós.
   Chegamos à casa do Bruno e eu levei minha mochila- que havia preparado para não precisar usar novamente as roupas dele- para o quarto. Voltei para a sala.
   -Onde você foi?- pede Alana.
   -No quarto, por quê?
   -Hum, no quarto, já sabe o caminho decor?- fala ela.
   -Na verdade- interrompe o Bruno- foi quase nesse sofá onde você está sentada.
   -Nossa!- diz ela se levantando, fazendo uma careta e gargalhando..
   Foi um almoço na base das risadas. Depois, nos sentamos no sofá novamente até o horário do compromisso de Alana. Era algo sobre um projeto ou algo assim... esqueci de falar, ela é arquiteta e está, atualmente, trabalhando no projeto de um prédio de 25 andares!
     Nos despedimos dela e fomos até a sala.
    ENFIM A SÓS!

  • Gente é o seguinte, não coloquei gifs por que estou bem em cima da hr, se quisesse colocar eu poderia postar somente segunda e preferi não deixar vcs esperando...
  • E outra, fiquei meio chateada pq só uma comentou.. mas por isso fiz um mega capítulo p/ ver se mais pessoas comentam.
  • Bjo e obrigada a todos que estão lendo.

  





segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Capítulo 09

   O silêncio durou alguns segundos, mas pareceu uma eternidade. Resolvi olhar quem estava na porta, porém, não podia pelas minhas roupas, quer dizer, pela quase ausência delas. Fui até o meu quarto e escolhi o primeiro vestido que vi na frente. Era quase uma saída de praia de tão fina. Melhor do que ir como estava antes. Escuto a porta bater, devia ser engano.
    Cheguei na porta e o Bruno estava escorado na mesma. Ele me olhava com certo... não sei descrever, mas não era bom, por mais que ele tentasse disfarçar.
   -Quem estava na porta?- pegunto curiosa.
   -Você deveria saber...
   -Como assim?- pergunto já meio preocupada.
   -Acho que vou para casa.
   -Por que?
   -Você ainda pergunta Bella? Poderia ter me falado antes. Eu não teria passado por isso.
    Ele pega seu óculos em cima da mesa da cozinha e vai em direção da porta. Ele estava fechando a porta quando eu a segurei e peguei em seu braço.
   -Ei o que aconteceu? Eu fiz algo de errado?- pergunto.

   -Eu já disse! Você que deveria se explicar e não eu...
  -Mas se eu nem sei do que está falando, como vou me explicar?- grito com ele, mas ele não esboça nenhuma reação.

   -Tchau, conversamos outra hora...
   -Outra hora nada! Eu quero saber o que está acontecendo. AGORA!- pergunto já alterada.
   -Conversamos outra hora...- ele repete dando meia volta e saindo.
   -Ei! Volta aqui- falo mas ele finge que não ouve e entra no elevador.
    Entrei em casa fui até o sofá e vi o café da manhã que ele havia feito para mim, o que aconteceu? Não faço a mínima ideia. Ele estava de ótimo humor essa manhã, ÓTIMO, e agora faz esse showzinho? Será que ele é sempre assim?
    Ai que fome! Não quero comer o café que ele fez pra mim... de certa forma não conseguirei pensar em nada, além da cara que ele me fez. Resolvi então olhar a geladeira e por sorte havia cereais, leite, pão e biscoitos. BISCOITOS, depois que conheci ele saí totalmente da dieta, mas o que me surpreende mesmo é que não estou nem aí pra isso.

BRUNO POV's

   O clima foi interrompido pelo barulho da campainha. Primeiro o telefone, agora a campainha. Ela já estava a caminho da porta quando lembrei que ela estava praticamente sem roupa. Não sei o que deu em mim, mas só de pensar que alguém além de mim a via assim me deu agonia. Dei um pulo do sofá e me ofereci para atender a porta.
    Abri a porta e dei de cara com um homem, até que tinha boa pinta. Pensei até que era um modelo em início de carreira que entregava aqueles panfletos comerciais. Mas depois percebi que ele era muito velho para isso.
   -Olá, a Bella está?- pede ele e a ficha cai.
   -Não, não está!- respondi secamente. Não sei o que deu em mim.
   -Diz para ela que o John passou aqui?- pede ele.
  -Claro- respondo fechando a porta. Quando já fechei-a por completo e passou alguns segundos completo- que não!
    Como ela pode me enganar assim? Não consigo pensar em outra coisa a não ser que eu sou apenas mais um. Não consigo. Ela logo sai da cozinha, com um vestido bem fininho, quase transparente, ela deve ter lembrado quem viria aqui e por isso colocou um vestido tão provocante. Será que ela chegaria a esta ponto? Não sei se estou me precipitando, mas só pode ser isso.
    [...]
    Ela tentou se explicar, mas eu não deixei. O pior é que ela se fingiu de desentendida. Dei meia volta, ela gritou para voltar, porém, dessa vez fui eu que fingi que não estava escutando. Quando entrei no elevador me arrependi um pouco do que tinha feito, deveria ter deixado ela se explicar, mas vou uma ação movida a impulsos e... CIÚMES? Não, não eram ciúmes, apenas me senti traído. Mas já era tarde para voltar, ela devia estar morrendo de raiva de mim.
    Cheguei em casa, tomei um banho e fui direto para minha cama. Não coloquei despertador então não percebi que as horas passaram. Acordei morrendo de fome com o barulho da campainha e percebi que já era de tarde. Atendi a porta e, não acredito...

ISABELLA POV's

    Depois que terminei MEU café da manhã, recolhi o que ele tinha feito levei até a pia e nem guardei as coisas. Fui até a sala e coloquei em um filme, devia ser aquele que o Bruno estava querendo assistir, era bem legal, já estava na metade. Adormeci no final do filme. Acordei já era quase meia tarde, resolvi tirar satisfações com o Bruno, não o tirava da cabeça. Tomei um banho e coloquei um vestido estampado. Lembrava o endereço... e como esquecer... peguei um táxi e logo cheguei na casa dele. Exitei um pouco antes de tocar a campainha, mas logo apertei o bendito botão. O Bruno demora um pouco, mas logo me atende e... NNÃÃOO!


BRUNO POV's

    Eu não resisti, desculpa eu não resisti... usarei muito essas palavras....

  • SUSPENSE! Comentem, não deixei vcs esperando né? ;)

domingo, 24 de novembro de 2013

Capítulo 08


  • Desculpa a demora :)
  • Eu não coloquei gifs, me desculpem de novo :(
    BRUNO POV's

    Entrei no quarto dela, tentei ser silencioso, mas acho que ela estava alerta, pois logo virou-se em minha direção. Ela já estava completamente vestida o que me desanimou um pouco. Achei que ela ainda estaria sem roupa e seria tudo mais fácil. Nossa eu não estou me reconhecendo mais, eu estou muito tarado, mas isso só acontece quando eu estou ao seu lado. Bom tenho que arranjar uma desculpa, porque, já que ela está de roupa, tudo será mais difícil.
   -Me desculpa, eu pensei que aqui era o...a...o banheiro- gaguejo, nossa eu visitei essa casa inteira essa tarde e nessa hora nenhum comodo me vem na cabeça a não ser o banheiro.
   -Mas você me viu saindo antes do banheiro, aqui não poderia ser ele- droga, o que eu vou falar?
   -Tá eu admito, eu sabia que aqui não era o banheiro, mas eu não resisti- rendo-me.
   -Que bom que veio...- como assim?
    Vi ela se aproximando e logo percebi que ela queria a mesma coisa que eu. Ela colocou a sua mão em minha nuca e como resposta coloquei a minha em suas costas. Ela tem atitude, pensei, e nesse momento a pressiono contra meu corpo.
[...]
    Seus movimentos ficavam cada vez mais rápidos. Nesse momento a minha memória me traiu, me levando ao exato momento da minha primeira noite de amor com a Micaela. Por que ela ainda me povoava? Até quando ela irá me assombrar? Fui despertado de meus pensamentos pela Isabella, gemendo muito alto, aliás, em sinal de um orgasmo.
[...]
  ISABELLA POV'S

    Acordei esta manhã com muita dor de cabeça, dessa vez eu não estava atrasada, nem perto disso, faltavam mais de duas horas para o metrô sair. Olhei para o lado e o Bruno, obviamente, estava dormindo profundamente. Ele nem deve imaginar quem eu sou, quer dizer, quem eu já fui, tomarás que continue sem saber. Levantei lentamente para não acordá-lo, fui até a cozinha. Os medicamentos ficam nas portinhas acima da geladeira, porém, eu não vou conseguir pegá-los. Na verdade é a primeira vez que passo mal e a Alana não está por perto, ela é uns 15cm maior que eu. Na verdade não sei nem qual remédio pegar. Resolvi tentar "escalar" a minha pia. Coloquei o pé na portinha, o outro na gaveta. Subi no balcão e quando parecia que ia conseguir pegar os remédios eu derrubo com o braço, sem querer, a caixa com os medicamentos. O estrondo foi grande, por um momento pensei que o Bruno não tivesse ouvido, porém, isso era meio impossível.  
    Logo vejo o Bruno saindo da porta do quarto assustado. Ele me olha com os olhos arregalados, e logo dá uma risadinha:
   -Deu pra querer brincar de homem-aranha na madrugada?- Brinca ele.
   -Poderia parar de gracinha e vir me ajudar por favor?- peço.
  -Primeiro me explica o que você está fazendo em cima do balcão agarrada na geladeira?- pergunta ele segurando o riso.
   -Me tira daqui!- grito, mas logo lembro que horas são e abaixo o tom de voz- Por favor- sussurro.
    Ele se aproximou e me pegou no colo, achei que ele não iria aguentar, porém, quando percebi já estava no chão.
   -Agora você vai me explicar?- pergunta ele.
   -É que eu acordei com muita dor de cabeça, e vim atrás de alguns remédios, só que ele ficam em cima da geladeira e eu tive que subir no balcão para alcançar...- explico.
   -Ah entendi, está doendo muito?- pergunta ele me abraçando.
   -Na verdade sim, mas eu vou achar um remédio- digo me abaixando para recolhe-los- e...
   -Deixa disso- diz ele me levantando com o braço- senta no sofá e eu já levo o remédio pra você.
   -Tá bom- não poderia recusar mimos agora, estava muito mal.
    Ele recolhe os remédios do chão e vai em direção da pia para pegar o remédio certo. Ele escolhe um e pega um cop...

BRUNO POV'S

    Quando eu estava chegando no sofá vi ela adormecida profundamente. Levei o medicamento de volta para a cozinha e logo voltei para a sala. Fiquei pensando se deixava ela ali ou a levava para o quarto, mas decidi tirá-la do sofá, pois ela estava mal colocada. Peguei-a no colo, e um pensamento passou pela minha cabeça. Eu e ela casados entrando na nossa casa e eu com ela nos braços, mas tratei logo de afastá-los, era tudo muito recente, nem sei por que pensei isso. Levei-a até o seu quarto, coloquei-a deitada na cama e a cobri, olhei em volta e vi as nossas roupas jogadas e lembrei da noite passada, foi ótima. Ajuntei as roupas e as coloquei em um canto. Deitei ao seu lado e adormeci.

[...]
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ISABELLA POV'S

    Quando acordei pela segunda vez esta manhã, a dor de cabeça ainda dava o ar da graça, porém, bem mais fraca. O sol reinava no meu quarto, e... como estou no quarto? As janelas estavam quase escancaradas e o sol brilhava forte em um céu sem nuvens. Levantei meio tonta e vou até a cozinha. Lembrei do que aconteceu ontem e volto correndo para o quarto, as roupas haviam sido recolhidas. Voltei para a cozinha e vejo Alana saindo apressada.
   -Tchau- diz ela me dando um beijo e saindo.
   -Tchau- grito, mas acho que ela não ouviu.
   Ela deve estar indo trabalhar. TRABALHO. Meu deus eu devo estar atrasadíssima. Comecei a me arrumar rapidamente. Tirei meu "pijama" e quando estava pegando a minha blusa sinto uma mão envolvendo a minha cintura. Senti um arrepio, me virei e levei um susto.
   -Nossa sou tão feio assim?- pede o Bruno.
   -Você ainda está aqui?- pergunto abismada.
  -Sim, mas se você quiser que eu vá embora é só dizer ok?- diz ele levantando os braços em sinal de rendição.
   -Não seu bobo- digo, rindo e logo dando um selinho nele- Agora deixa eu me arrumar que já devo estar atrasada...
   -Atrasada? Você está mais que atrasada, já deveria estar lá há mais de uma hora!
   -O quê?- pergunto espantada- Por que não me acordaram- digo dando um tapa em seu braço.
  -Nossa, partiu pra agressão agora?- pergunta ele esfregando o braço- Esses tapas pareciam mais prazerosos ontem à noite- diz ele se aproximando, mas eu me esquivo.
   -Bruno! Preciso inventar uma desculpa no meu trabalho...
   -Que trabalho o que! A Alana chegou aqui bem cedo e também se espantou ao me ver, achamos melhor ligar para o seu chefe e avisar que você não ia hoje. Depois você vai ao médico e amanhã levamos o atestado.
   -Ufa! Ainda bem, não estava com vontade nenhuma de trabalhar hoje...
   -Agora vamos!- diz ele envolvendo, novamente, a minha cintura- Preparei um café da manhã, ele está no sofá e achei um filme "fera".
   -Espere, deixa eu me vestir...
   -Não precisa, prefiro assim- diz ele mordendo o lábio.
   Me aproximei e colei nossos lábios. Fomos nos beijando até a sala. Quase caímos umas três vezes. Quando chegamos no sofá, quis me jogar, mas ele rapidamente me segura.
   -Quer estragar o meu café da manhã?- ele pergunta e eu logo vejo em cima do sofá um suporte com um sanduíche, um suco, três morangos e um iogurte.
   -Você que fez?
   -Claro! Agora pode me agradecer- fala ele esticando os lábios na esperança de um beijo.
   -Obrigada querido- digo sentando no sofá.
    Ele abre os olhos e me vê comendo o sanduíche como uma louca.
   -Nossa, nem um beijinho?- fala ele com um beicinho.
  -Muitos!- digo terminando de comer o pedaço de sanduíche que estava minha boca e dando muitos selinhos nele.
    Um desses selinhos se esticou virando um beijo, e que beijo! Ele me puxou sobre si e colocou as mãos em minhas coxas. Me esquivei e disse:
   -Ei, estou com fome, quero tomar meu café da manhã!- digo fingindo estar brava.
  -Eu também estou com fome...- diz ele me olhando por enquanto que eu me afastava e sentava ao seu lado.
   -Quer um morango?- pergunto, inocente. Só que nunca.
   -Olha não era esse tipo de fome... mas eu aceito, só que você tem que me dar na boca...
    Estava com um morango na mão quando ele continuou:
   -Com a sua boca...
    Atendi o seu pedido com certo prazer. Levei um morango até a sua boca e, como previsto, nos beijamos com vontade. Agora eu que me inclinei sobre ele. O beijo foi ficando mais intenso, e eu me lembrei da noite passada. O clima foi quebrado com o barulho da campainha.
   -Pediu alguma coisa?- peço.
   -Não...
   -Espera, vou ver quem é!
    Já estava quase na porta quando sinto ele puxar meu braço.
   -Ei, esqueceu que está de roupas íntimas? Essa visão só eu mereço. Espera na cozinha.- ele diz.
    "Essa visão só eu mereço " nossa!
    Ele abriu a porta e ficou tudo em completo silêncio. Quem será? 

  • Ah compensei a demora com um capítulo beeem grande... comentários?