quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Capítulo 10

    Cheguei à casa do Bruno. Exitei um pouco em tocar a campainha, porém, segui em frente. Toquei-a e fui surpreendida ao abrirem a porta.
    Micaela! Sim, Micaela acaba de  abrir a porta... como assim? Ele chegaria a esse ponto? Passou a noite comigo, brigou e já foi para os  braços de outra... não acredito, não consigo acreditar. Ela estava apenas de roupas íntimas. Eu estava completamente paralisada. Micaela sorria de canto de boca. Já eu não esboçava nenhuma reação. Por dentro, milhões de sentimentos e dúvidas se formavam, mas por fora estava petrificada. Olho por cima dos ombros e vejo o Bruno saindo do banheiro. Ele estava apenas de calção, como na minha casa, porém, era outro, e estava secando os seus cachinhos. Acho que ele me viu, pois parou imediatamente e arregalou os olhos, deixando-os mais grandes do que já são.
   Nos encaramos por longos segundos, aquele olhar era penetrante. Parecia que ele estava pensando em algo do tipo "Nossa agora ferrou!". Como ele foi tão cafajeste? Eu sei que não temos nada e ele não me deve satisfações, mas isso é ridículo.
  Cortei o seu seu olhar abaixando a cabeça, dando meia volta e saindo em passos largos. Micaela permaneceu muda, apenas se deliciando com meu "sofrimento".
    Ouvi passos fortes e rápidos em minha direção, e acelerei ainda mais. Não via a hora de cruzar a rua, e não ter mais perigo de olhar para a cara dele. NUNCA MAIS!
    Antes que pudesse sair no pátio de sua casa e chegar à calçada, sinto alguém segurar meu braço. Me viro e não me surpreendo nada de quem estava na minha frente.
   -Bella!- fala ele afobado- me escuta!
   -Escutar o que? Que você saiu como um louco da minha casa, me deixou sozinha sem entender nada e vem para casa para os braços dela? É assim que você quer se afastar?- eu já estava gritando, algumas pessoas olhavam para nós, mas eu não dava a mínima para isso.
   -Espera aí! Não foi bem assim...- diz ele também já alterado.
    Por um décimo de segundo olho por cima dos ombros dele e vi a Micaela ainda na porta sorrindo. Sorrindo disfarçadamente, claro... Mas logo parei de prestar a atenção nela, pois o Bruno continuou a falar:
   -Vai me dizer que você não sabe?
   -Vai começar de novo? Eu não sei sobre o que você está falando!- exalto-me.
   -John!- fala ele.
   -Quê?- pergunto.
   -Ela está esquecida Brunito!- pronunciou Micaela, falando pela primeira vez desde que cheguei- E o gato, moreno que bateu em sua porta esta manhã?
    Ela não me chamou de 'Blecah", ainda bem, vai que o Bruno lembrava.
   -Isso mesmo! O moreno...- fala Bruno fazendo uma pausa e logo continuando- espera aí Micaela! Como você sabe? Eu não falei nada para você...
    Não estou entendendo nada! Quem é John? O que ele não contou?
   -Como eu sei?- diz ela ficando pensativa- Sabendo! Você me contou esta manhã...
   -Não, eu não contei!- rebate ele- Micaela o que está acontecendo?
    O que está acontecendo mesmo! Não vou ficar no meio dessa palhaçada.
   -Não sou obrigada a ficar aqui- digo já saindo e interrompendo a discussão dos dois.
    Dessa vez eu fui mais rápida e consegui fugir de sua mão que outra vez tentara encontrar meu braço. Ele tentou correr atrás de mim, porém, o sinal do semáforo abriu e eu já tinha atravessado a rua. 
    Cheguei na minha casa tirei minha roupa, tomei um banho e enfiei o meu rosto no travesseiro.

BRUNO POV's

    E o pior de tudo foi que eu nem fiquei com a Micaela. Bella vai me odiar, como vou contar o que descobri? Aquela discussão foi crucial.

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ISABELLA POV's
    
    Essa semana eu não vi mais o Bruno, encontrei ele na rua, mas ignorei-o e acho que ele nem me notou! Enfim sexta-feira! Não aguentava mais gravar programas... Nesse final de semana quero dormir o dia inteiro.
    Como sempre, às sextas, fiquei até altas horas encaminhando os programas da próxima semana.
    Voltei para casa morrendo de cansaço. Percebi que a Alana não estava. Devia estar fazendo hora extra... de novo! Isso está meio suspeito.

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    Acordei na manhã de sábado, não na hora que havia desejado, mas sim às 8 horas da manhã.
 O interfone tocou. O porteiro avisou que havia uma mulher... ruiva (ufa) me esperando. Deveria ser a Jullie, acho que é a única ruiva que conheço. A Alana não havia vindo para casa. Autorizei a subida e avisei que estaria no banheiro, mas a porta estaria aberta.
    Assim fiz. Fui para o banheiro e fiz minha higiene e troquei de roupa lá mesmo.
    Logo fui até a sala receber a Jullie, ou pelo menos pensava que era ela. Quando saí do banheiro dei de cara com o Bruno, sentado no sofá.
    Quando eu ia mandá-lo para fora ele começou a falar:
   -Bella, você tem que acreditar em mim! Eu juro que tudo que eu falar será verdade.
   -Primeiro, o que você está fazendo aqui? Como você subiu?
   -Foi você que autorizou.
   -Louis! Totalmente subornável... já deveria ter imaginado...
   -Digamos que sim- afirma ele- afinal ele já me conhece... Saudade.
   -Você não acha que é muito atrevimento de fazer o que você fez, vir na minha casa e ainda querer que eu acredite em suas palavras?
   -Não! Sabe por que? Porque nenhum de nós tem culpa nessa história toda...
   -Você está me dizendo que não queria ficar com a Micaela, ela te obrigou... a culpa foi dela?- muita cara de pau.
   -Eu não falei isso, apesar de eu não ter ficado com ela...
   -Como assim? Eu vi! Não minta para mim...
   -Vamos por partes... quando dei de cara com esse tal de John na sua porta...
   -Que John?
   -Não me interrompa, então quando dei de cara com ele...- ele pausa e pede- senta aqui no sofá comigo- atendi o seu pedido e ele continuou- então, pela milésima vez, quando dei de cara com ele na sua porta não dei bola, porém, a medida que ele pedia de você a minha mente ia criando, só de ver aquele homem, e pensar que você poderia ter outros além de mim, não necessariamente ele, mas outros, me fez pirar...
  -Mas não é desculpa para você correr para os braços dela e, afinal eu não conheço nenhum John!- afirmo.
   -Eu sei disso! Pelo menos agora...depois que ela deixou escapar aquilo na discussão fiquei atento, até que consegui pegar o celular dela e encontrar provas... foi ela quem armou tudo, esse John nem existe, pelo menos não se chama assim! Eu não havia achado nenhum contato com esse nome, porém, achei uma série de mensagens trocadas com um tal de Gerald, eles estavam planejando algo, olhei todas as mensagens e descobri. Ele veio aqui a mando da Micaela! Fui atrás de Gerald para comprovar que ele era o John e eu estava certo, ele iria falar muito mais, mas segundo o que ele disse, não precisou, pois eu fiquei irritado só de ver ele em sua casa- fala ele ficando corado- Acredita em mim tenho provas...
   -Eu acredito em você!- não duvidava que a Micaela pudesse fazer isso e eu não aguentava mais ficar brigada com ele, porém- mas isso ainda não é desculpa para ficar com ela...
    -Mas eu não fiquei com ela, quer dizer, beijamo-nos, claro, mas não fizemos mais nada. Eu fui acordado no meio da tarde por ela tocando a campainha, como já devia saber da briga, partiu para cima. Mas quando estávamos prestes a... bem, eu lembrei da nossa noite, de você, e percebi que ela não deveria ser marcada por uma briga. Parei imediatamente e pedi para a Micaela se retirar, tanto que quando fui ao banheiro pensava que ela já havia ido...
   -Por que devo acreditar nisso?
   -Porque é verdade, eu quero me afastar dela e a única que pode me ajudar é você.
    Nesse momento meu coração derreteu e cedeu ao seus encantos...
   -Bruno...
   -Não fala mais nada, eu sei que você acredita em mim, eu preciso de você... você precisa de mim...
    Ele colocou uma mecha do meu cabelo que havia caído para trás da orelha, prolongou esse movimento colocando a sua mão na minha nuca, aproximou nossos rostos e colou as nossas testas, repetiu quase sussurrando:
   -Eu preciso de você!
    Colou os nossos lábios em um beijo com gostinho de saudade e alívio... as nossas línguas dançavam em perfeita sincronia... ele pegou em minha coxa e tentou me puxar para cima dele, mas eu resisti:
   -Calma, é de manhã! Calma!- digo.
   -Calma nada! Esperei uma semana para esse momento- diz ele logo me puxando para seu colo.
    Ali estávamos, no sofá da sala, eu sentada em seu colo, nos beijando loucamente.
    Porém, tivemos que ir mesmo com calma, porque quando o negócio começou a esquentar a Alana chega.
   -Oi... e estou atrapalhando né?- diz ela.
   -Não... imagina- digo me sentando ao lado do Bruno.
   -Aham... sei! Pombinhos, sabiam que existe quarto para essas coisas?- fala Alana.
   -Sabia que no sofá é mais gostoso?- fala Bruno corando com sua safadeza.
   -Bem que a Bella me falou que você não é tão santinho- diz ela rindo.
   -Ela nunca esteve tão certa!- diz ele.
   -Gente, vamos parar com esse papo?- digo já vermelha.
   -É Bruno, ela é inocente está envergonhada- diz Alana, fazendo-me corar ainda mais.
   -Ai pequena- diz ele me dando um selinho- assim está melhor?
   -Sim!- digo esticando os lábios para ganhar outro beijinho e ganhando-o.
    A Alana foi para o banheiro e eu e o Bruno ficamos fazendo planos para esse final de semana.
   -Essa noite não podemos sair!- diz ele.
   -Por quê?- pergunto.
   -Temos que terminar o que começamos- diz ele me dando um selinho e mordendo meu lábio.
   Decidimos que amanhã vamos sair para almoçar e ele disse que o que vamos fazer à tarde vai ser surpresa. 
     Já que era manhã ainda decidimos fazer um almoço no Bruno, coisa rápida, a Alana veio com nós.
   Chegamos à casa do Bruno e eu levei minha mochila- que havia preparado para não precisar usar novamente as roupas dele- para o quarto. Voltei para a sala.
   -Onde você foi?- pede Alana.
   -No quarto, por quê?
   -Hum, no quarto, já sabe o caminho decor?- fala ela.
   -Na verdade- interrompe o Bruno- foi quase nesse sofá onde você está sentada.
   -Nossa!- diz ela se levantando, fazendo uma careta e gargalhando..
   Foi um almoço na base das risadas. Depois, nos sentamos no sofá novamente até o horário do compromisso de Alana. Era algo sobre um projeto ou algo assim... esqueci de falar, ela é arquiteta e está, atualmente, trabalhando no projeto de um prédio de 25 andares!
     Nos despedimos dela e fomos até a sala.
    ENFIM A SÓS!

  • Gente é o seguinte, não coloquei gifs por que estou bem em cima da hr, se quisesse colocar eu poderia postar somente segunda e preferi não deixar vcs esperando...
  • E outra, fiquei meio chateada pq só uma comentou.. mas por isso fiz um mega capítulo p/ ver se mais pessoas comentam.
  • Bjo e obrigada a todos que estão lendo.

  





segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Capítulo 09

   O silêncio durou alguns segundos, mas pareceu uma eternidade. Resolvi olhar quem estava na porta, porém, não podia pelas minhas roupas, quer dizer, pela quase ausência delas. Fui até o meu quarto e escolhi o primeiro vestido que vi na frente. Era quase uma saída de praia de tão fina. Melhor do que ir como estava antes. Escuto a porta bater, devia ser engano.
    Cheguei na porta e o Bruno estava escorado na mesma. Ele me olhava com certo... não sei descrever, mas não era bom, por mais que ele tentasse disfarçar.
   -Quem estava na porta?- pegunto curiosa.
   -Você deveria saber...
   -Como assim?- pergunto já meio preocupada.
   -Acho que vou para casa.
   -Por que?
   -Você ainda pergunta Bella? Poderia ter me falado antes. Eu não teria passado por isso.
    Ele pega seu óculos em cima da mesa da cozinha e vai em direção da porta. Ele estava fechando a porta quando eu a segurei e peguei em seu braço.
   -Ei o que aconteceu? Eu fiz algo de errado?- pergunto.

   -Eu já disse! Você que deveria se explicar e não eu...
  -Mas se eu nem sei do que está falando, como vou me explicar?- grito com ele, mas ele não esboça nenhuma reação.

   -Tchau, conversamos outra hora...
   -Outra hora nada! Eu quero saber o que está acontecendo. AGORA!- pergunto já alterada.
   -Conversamos outra hora...- ele repete dando meia volta e saindo.
   -Ei! Volta aqui- falo mas ele finge que não ouve e entra no elevador.
    Entrei em casa fui até o sofá e vi o café da manhã que ele havia feito para mim, o que aconteceu? Não faço a mínima ideia. Ele estava de ótimo humor essa manhã, ÓTIMO, e agora faz esse showzinho? Será que ele é sempre assim?
    Ai que fome! Não quero comer o café que ele fez pra mim... de certa forma não conseguirei pensar em nada, além da cara que ele me fez. Resolvi então olhar a geladeira e por sorte havia cereais, leite, pão e biscoitos. BISCOITOS, depois que conheci ele saí totalmente da dieta, mas o que me surpreende mesmo é que não estou nem aí pra isso.

BRUNO POV's

   O clima foi interrompido pelo barulho da campainha. Primeiro o telefone, agora a campainha. Ela já estava a caminho da porta quando lembrei que ela estava praticamente sem roupa. Não sei o que deu em mim, mas só de pensar que alguém além de mim a via assim me deu agonia. Dei um pulo do sofá e me ofereci para atender a porta.
    Abri a porta e dei de cara com um homem, até que tinha boa pinta. Pensei até que era um modelo em início de carreira que entregava aqueles panfletos comerciais. Mas depois percebi que ele era muito velho para isso.
   -Olá, a Bella está?- pede ele e a ficha cai.
   -Não, não está!- respondi secamente. Não sei o que deu em mim.
   -Diz para ela que o John passou aqui?- pede ele.
  -Claro- respondo fechando a porta. Quando já fechei-a por completo e passou alguns segundos completo- que não!
    Como ela pode me enganar assim? Não consigo pensar em outra coisa a não ser que eu sou apenas mais um. Não consigo. Ela logo sai da cozinha, com um vestido bem fininho, quase transparente, ela deve ter lembrado quem viria aqui e por isso colocou um vestido tão provocante. Será que ela chegaria a esta ponto? Não sei se estou me precipitando, mas só pode ser isso.
    [...]
    Ela tentou se explicar, mas eu não deixei. O pior é que ela se fingiu de desentendida. Dei meia volta, ela gritou para voltar, porém, dessa vez fui eu que fingi que não estava escutando. Quando entrei no elevador me arrependi um pouco do que tinha feito, deveria ter deixado ela se explicar, mas vou uma ação movida a impulsos e... CIÚMES? Não, não eram ciúmes, apenas me senti traído. Mas já era tarde para voltar, ela devia estar morrendo de raiva de mim.
    Cheguei em casa, tomei um banho e fui direto para minha cama. Não coloquei despertador então não percebi que as horas passaram. Acordei morrendo de fome com o barulho da campainha e percebi que já era de tarde. Atendi a porta e, não acredito...

ISABELLA POV's

    Depois que terminei MEU café da manhã, recolhi o que ele tinha feito levei até a pia e nem guardei as coisas. Fui até a sala e coloquei em um filme, devia ser aquele que o Bruno estava querendo assistir, era bem legal, já estava na metade. Adormeci no final do filme. Acordei já era quase meia tarde, resolvi tirar satisfações com o Bruno, não o tirava da cabeça. Tomei um banho e coloquei um vestido estampado. Lembrava o endereço... e como esquecer... peguei um táxi e logo cheguei na casa dele. Exitei um pouco antes de tocar a campainha, mas logo apertei o bendito botão. O Bruno demora um pouco, mas logo me atende e... NNÃÃOO!


BRUNO POV's

    Eu não resisti, desculpa eu não resisti... usarei muito essas palavras....

  • SUSPENSE! Comentem, não deixei vcs esperando né? ;)

domingo, 24 de novembro de 2013

Capítulo 08


  • Desculpa a demora :)
  • Eu não coloquei gifs, me desculpem de novo :(
    BRUNO POV's

    Entrei no quarto dela, tentei ser silencioso, mas acho que ela estava alerta, pois logo virou-se em minha direção. Ela já estava completamente vestida o que me desanimou um pouco. Achei que ela ainda estaria sem roupa e seria tudo mais fácil. Nossa eu não estou me reconhecendo mais, eu estou muito tarado, mas isso só acontece quando eu estou ao seu lado. Bom tenho que arranjar uma desculpa, porque, já que ela está de roupa, tudo será mais difícil.
   -Me desculpa, eu pensei que aqui era o...a...o banheiro- gaguejo, nossa eu visitei essa casa inteira essa tarde e nessa hora nenhum comodo me vem na cabeça a não ser o banheiro.
   -Mas você me viu saindo antes do banheiro, aqui não poderia ser ele- droga, o que eu vou falar?
   -Tá eu admito, eu sabia que aqui não era o banheiro, mas eu não resisti- rendo-me.
   -Que bom que veio...- como assim?
    Vi ela se aproximando e logo percebi que ela queria a mesma coisa que eu. Ela colocou a sua mão em minha nuca e como resposta coloquei a minha em suas costas. Ela tem atitude, pensei, e nesse momento a pressiono contra meu corpo.
[...]
    Seus movimentos ficavam cada vez mais rápidos. Nesse momento a minha memória me traiu, me levando ao exato momento da minha primeira noite de amor com a Micaela. Por que ela ainda me povoava? Até quando ela irá me assombrar? Fui despertado de meus pensamentos pela Isabella, gemendo muito alto, aliás, em sinal de um orgasmo.
[...]
  ISABELLA POV'S

    Acordei esta manhã com muita dor de cabeça, dessa vez eu não estava atrasada, nem perto disso, faltavam mais de duas horas para o metrô sair. Olhei para o lado e o Bruno, obviamente, estava dormindo profundamente. Ele nem deve imaginar quem eu sou, quer dizer, quem eu já fui, tomarás que continue sem saber. Levantei lentamente para não acordá-lo, fui até a cozinha. Os medicamentos ficam nas portinhas acima da geladeira, porém, eu não vou conseguir pegá-los. Na verdade é a primeira vez que passo mal e a Alana não está por perto, ela é uns 15cm maior que eu. Na verdade não sei nem qual remédio pegar. Resolvi tentar "escalar" a minha pia. Coloquei o pé na portinha, o outro na gaveta. Subi no balcão e quando parecia que ia conseguir pegar os remédios eu derrubo com o braço, sem querer, a caixa com os medicamentos. O estrondo foi grande, por um momento pensei que o Bruno não tivesse ouvido, porém, isso era meio impossível.  
    Logo vejo o Bruno saindo da porta do quarto assustado. Ele me olha com os olhos arregalados, e logo dá uma risadinha:
   -Deu pra querer brincar de homem-aranha na madrugada?- Brinca ele.
   -Poderia parar de gracinha e vir me ajudar por favor?- peço.
  -Primeiro me explica o que você está fazendo em cima do balcão agarrada na geladeira?- pergunta ele segurando o riso.
   -Me tira daqui!- grito, mas logo lembro que horas são e abaixo o tom de voz- Por favor- sussurro.
    Ele se aproximou e me pegou no colo, achei que ele não iria aguentar, porém, quando percebi já estava no chão.
   -Agora você vai me explicar?- pergunta ele.
   -É que eu acordei com muita dor de cabeça, e vim atrás de alguns remédios, só que ele ficam em cima da geladeira e eu tive que subir no balcão para alcançar...- explico.
   -Ah entendi, está doendo muito?- pergunta ele me abraçando.
   -Na verdade sim, mas eu vou achar um remédio- digo me abaixando para recolhe-los- e...
   -Deixa disso- diz ele me levantando com o braço- senta no sofá e eu já levo o remédio pra você.
   -Tá bom- não poderia recusar mimos agora, estava muito mal.
    Ele recolhe os remédios do chão e vai em direção da pia para pegar o remédio certo. Ele escolhe um e pega um cop...

BRUNO POV'S

    Quando eu estava chegando no sofá vi ela adormecida profundamente. Levei o medicamento de volta para a cozinha e logo voltei para a sala. Fiquei pensando se deixava ela ali ou a levava para o quarto, mas decidi tirá-la do sofá, pois ela estava mal colocada. Peguei-a no colo, e um pensamento passou pela minha cabeça. Eu e ela casados entrando na nossa casa e eu com ela nos braços, mas tratei logo de afastá-los, era tudo muito recente, nem sei por que pensei isso. Levei-a até o seu quarto, coloquei-a deitada na cama e a cobri, olhei em volta e vi as nossas roupas jogadas e lembrei da noite passada, foi ótima. Ajuntei as roupas e as coloquei em um canto. Deitei ao seu lado e adormeci.

[...]
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ISABELLA POV'S

    Quando acordei pela segunda vez esta manhã, a dor de cabeça ainda dava o ar da graça, porém, bem mais fraca. O sol reinava no meu quarto, e... como estou no quarto? As janelas estavam quase escancaradas e o sol brilhava forte em um céu sem nuvens. Levantei meio tonta e vou até a cozinha. Lembrei do que aconteceu ontem e volto correndo para o quarto, as roupas haviam sido recolhidas. Voltei para a cozinha e vejo Alana saindo apressada.
   -Tchau- diz ela me dando um beijo e saindo.
   -Tchau- grito, mas acho que ela não ouviu.
   Ela deve estar indo trabalhar. TRABALHO. Meu deus eu devo estar atrasadíssima. Comecei a me arrumar rapidamente. Tirei meu "pijama" e quando estava pegando a minha blusa sinto uma mão envolvendo a minha cintura. Senti um arrepio, me virei e levei um susto.
   -Nossa sou tão feio assim?- pede o Bruno.
   -Você ainda está aqui?- pergunto abismada.
  -Sim, mas se você quiser que eu vá embora é só dizer ok?- diz ele levantando os braços em sinal de rendição.
   -Não seu bobo- digo, rindo e logo dando um selinho nele- Agora deixa eu me arrumar que já devo estar atrasada...
   -Atrasada? Você está mais que atrasada, já deveria estar lá há mais de uma hora!
   -O quê?- pergunto espantada- Por que não me acordaram- digo dando um tapa em seu braço.
  -Nossa, partiu pra agressão agora?- pergunta ele esfregando o braço- Esses tapas pareciam mais prazerosos ontem à noite- diz ele se aproximando, mas eu me esquivo.
   -Bruno! Preciso inventar uma desculpa no meu trabalho...
   -Que trabalho o que! A Alana chegou aqui bem cedo e também se espantou ao me ver, achamos melhor ligar para o seu chefe e avisar que você não ia hoje. Depois você vai ao médico e amanhã levamos o atestado.
   -Ufa! Ainda bem, não estava com vontade nenhuma de trabalhar hoje...
   -Agora vamos!- diz ele envolvendo, novamente, a minha cintura- Preparei um café da manhã, ele está no sofá e achei um filme "fera".
   -Espere, deixa eu me vestir...
   -Não precisa, prefiro assim- diz ele mordendo o lábio.
   Me aproximei e colei nossos lábios. Fomos nos beijando até a sala. Quase caímos umas três vezes. Quando chegamos no sofá, quis me jogar, mas ele rapidamente me segura.
   -Quer estragar o meu café da manhã?- ele pergunta e eu logo vejo em cima do sofá um suporte com um sanduíche, um suco, três morangos e um iogurte.
   -Você que fez?
   -Claro! Agora pode me agradecer- fala ele esticando os lábios na esperança de um beijo.
   -Obrigada querido- digo sentando no sofá.
    Ele abre os olhos e me vê comendo o sanduíche como uma louca.
   -Nossa, nem um beijinho?- fala ele com um beicinho.
  -Muitos!- digo terminando de comer o pedaço de sanduíche que estava minha boca e dando muitos selinhos nele.
    Um desses selinhos se esticou virando um beijo, e que beijo! Ele me puxou sobre si e colocou as mãos em minhas coxas. Me esquivei e disse:
   -Ei, estou com fome, quero tomar meu café da manhã!- digo fingindo estar brava.
  -Eu também estou com fome...- diz ele me olhando por enquanto que eu me afastava e sentava ao seu lado.
   -Quer um morango?- pergunto, inocente. Só que nunca.
   -Olha não era esse tipo de fome... mas eu aceito, só que você tem que me dar na boca...
    Estava com um morango na mão quando ele continuou:
   -Com a sua boca...
    Atendi o seu pedido com certo prazer. Levei um morango até a sua boca e, como previsto, nos beijamos com vontade. Agora eu que me inclinei sobre ele. O beijo foi ficando mais intenso, e eu me lembrei da noite passada. O clima foi quebrado com o barulho da campainha.
   -Pediu alguma coisa?- peço.
   -Não...
   -Espera, vou ver quem é!
    Já estava quase na porta quando sinto ele puxar meu braço.
   -Ei, esqueceu que está de roupas íntimas? Essa visão só eu mereço. Espera na cozinha.- ele diz.
    "Essa visão só eu mereço " nossa!
    Ele abriu a porta e ficou tudo em completo silêncio. Quem será? 

  • Ah compensei a demora com um capítulo beeem grande... comentários?


terça-feira, 19 de novembro de 2013

Capítulo 07


  • Oi gente! Esse capítulo foi feito por mim e pela minha amiga Fabrine...
  • Elisabete Mafra, já pode ler ao som de "Our First Time"!
    A Alana já havia saído para o trabalho, para minha sorte. Fui preparar o almoço, mas como da última vez, não tinha nada para comer. Dessa vez em vez de sairmos para almoçar, decidimos pedir um almoço do "The Pappa's", um restaurante que fica na esquina. Pedimos uma pizza. Depois ligamos para a padaria e pedimos rosquinhas e docinhos para comer durante a tarde. A pizza chegou um pouco atrasada então foi de graça, o dia começou bom, tomarás que termine assim também.
   -Nossa se tem uma coisa que eu amo é pizza!- digo acabando com o último pedaço.
   -Eu percebi! Você comeu quase tudo sozinha!- brinca ele.
   -Ai nossa que malvado! Eu estava com muita fome, não tomei café da manhã porque acordei muito tarde- explico.
   -Eu estou guardando minha fome para a noite- diz ele com um olhar bem... penetrante.
   -Ah claro! Para a janta né?- falo ironizando.
   -Sim! Claro, para a janta...- brinca ele.
    Meu celular toca, era a Alana. Me afastei e atendi:
   -Alô- falo.
   -Alô- responde ela apressadamente- só liguei para avisar que meu chefe me falou agora- ela deu ênfase na palavra agora- que vou fazer hora extra, então não vou ir pra sua casa essa noite. Já que a minha casa é mais perto do trabalho e eu vou estar morta de cansaço vou direto pra minha casa, okay?- pergunta ela- Vai ficar chateada?
    O que eu chateada? Isso é uma benção e não uma chateação.
   -Um pouco né?- Só que NUNCA- Não vou estar com você! Mas já que é a trabalho eu deixo...
   -Então tá, beijos... tchau- diz ela apressada.
   -Tchau.
    Durante a tarde ficamos pelo meu apartamento mesmo. Mostrei todos os cômodos, comemos os doces, conversamos... muito! Logo ele pegou seu violão e começou a tocar várias músicas, nos divertimos pra valer! A tarde passou rápido chegou a noite.. Fui tomar meu banho ele me esperou na sala. 

    Droga! Esqueci minha roupa, vou ser obrigada a ir enrolada na toalha mesmo... no exato momento que coloquei meus pés para fora do banheiro e o vi ali sentado no sofá me olhando quase que petrificado, corei imediatamente.
   -Desculpe... esqueci minhas roupas em cima da minha cama...- digo envergonhada.
   -Não precisa se desculpar... eu que preciso agradecer...- brinca ele.
    Me retirei da sala com um sorriso bobo no rosto, como ele pode ser tão, tão... safado, acho que já usei esta palavra algumas vezes! Mas é isso que o define nessas horas, não há outra palavra! Estava colocando a minha blusa quando escuto o barulho da porta se abrindo logo atrás de mim, sim era o Bruno. Por sorte a blusa era a última peça de roupa que faltava, então eu estava completamente vestida. 
   -Me desculpa, eu pensei que aqui era o... a... o... banheiro- gagueja ele.
   -Mas você me viu saindo antes do banheiro, aqui não poderia ser ele- repreendo-o.
   -Tá eu admito, eu sabia que aqui não era o banheiro, mas eu não resisti...
   -Que bom que veio...- digo me aproximando.
    Nossos corpos se aproximaram, minha mão foi parar em sua nuca, e a dele nas minhas costas. Ele me pressionou contra o seu corpo.  Logo o agarrei em um longo beijo. Procurava abrigo em sua boca, nossas línguas se entrelaçavam, brincando de dançar em nossas bocas. Estávamos totalmente entregues um ao outro. Ele agarrou com as duas mãos a minha cintura e me jogou na cama. Como certo cuidado colocou as mãos por baixo de minha blusa e logo com vontade ele agarrou, apertou e alisou meus peitos. Voltou a me beijar e levou a sua mão até a barra do meu calção. Estava com certa dificuldade para tirar ele, por isso o ajudei. Ele ainda brincava com meus peitos e eu gemia baixinho. Tirou minha blusa e desvencilhou nossos lábios, começou a dar leves beijos e mordidas em meu pescoço. Meu sutiã abria na frente então, com a boca, ele se livrou desse obstáculo, com a boca deixou tudo mais prazeroso. Ele ainda estava de roupa o que me desanimou um pouco. Então me virei, ficando por cima dele. Coloquei minha mão por baixo de sua camiseta, o arranhei levemente e logo tirei ela. A imagem dele sem camisa me instigava mais ainda... fiz um caminho com a língua que começava em seu pescoço e terminou na barra de sua calça. Retirei a sua calça sem dificuldade. Logo estávamos apenas de roupas íntimas. 
   -Tira a calcinha? Sensualiza...
   Droga, essa era a hora que fiquei insegura. Nunca me senti tão... não sensual antes, algo nele era diferente, a expectativa que era criada me deixava preocupada. Tirei-a e nem quis saber sua opinião.

   Tirei rapidamente sua cueca boxer e vi ele completamente nu... eu acho que, na minha adolescência, já imaginei várias vezes essa cena. Nenhuma chegou à perfeição desta, aquela pele moreninha me hipnotizava. Ele logo se movimentou ficando novamente por cima de mim. Deu pra ver em seus olhos o desejo que estava sentindo.
   -Você me deixa louco- sussurra ele no meu ouvido. Dessa vez ele acertou!
    Sentei em seu colo e logo senti cada centímetro seu dentro de mim. Arranhei fortemente as suas costas. 

    Rebolava devagar, gemendo baixinho, ele segurou em minha cintura me auxiliando em meus movimentos que ficaram cada vez mais rápidos. Percebi que ele ficou pensativo por alguns segundos, mas logo despertou do transe quando eu gemi alto, por conta de um forte orgasmo.     
    Não demorou muito para ficarmos ofegantes, os movimentos lentos. Logo vi o resultado daquela noite em minha barriga, foi meio nojento essa parte. 
    Nos deitamos lado a lado e falei que iria tomar um banho. Logo que eu terminei ele entrou no banho. Tomamos banho separados para não cair na tentação. Eu já estava na cama quando ele saiu do banho apenas com sua bermuda que antes havia sido lançada para o outro lado do quarto. Ele deitou ao meu lado e eu deitei em seu peito. Ele adormeceu primeiro, mas logo eu caí em um sono profundo...

  • Quero comentários!

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Capítulo 06


  • Oi... desculpa a demora, mas esse fim de semana foi super ocupado!
    Acordei esta manhã com o barulho de outra mensagem, esta dizia:
                                                    "Bom dia, princesa! Dormiu bem?"
    Ai meu Deus que homem perfeito, carinhoso, mas não gosto muito de melação então tomarás que essas mensagens sejam passageiras. Digamos que meu lado romântico tenha ficado no meu passado, um passado que eu não quero resgatar... nunca!
    Pensei em responder, mas em seguida olhei a hora e percebi que estava muito atrasada para o trabalho e como o Tom, meu patrão, disse na semana passada, vamos fazer uma coisa diferente hoje. Nossa esse final de semana foi tão corrido que eu nem pude contar para vocês direito onde trabalho. Bom, nada de muito interessante, porém, minha paixão. Eu sou jornalista na empresa "News & Views" , trabalhava apenas na edição e era escritora,  mas há pouco tempo estou trabalhando no canal próprio de televisão. Isso aconteceu devido ao fato de que Marianne, a antiga jornalista que atuava nesse cargo, ter engravidado e se afastado, então é temporário. A sua antiga assistente, Jullie, passou a me assistir.
    Coloquei uma roupa simples até... Peguei minha saia de cintura alta cor de pêssego, uma blusinha de meia manga branca, um saltinho preto, um pequeno cinto meio despojado na cor marrom e minha bolsa. Dei um beijo na Alana que ainda estava dormindo e saí. Peguei o metrô em cima da hora.
    Quando entrei vi uma mulher com um menino no colo, aparentemente seu filho. Ele estava pálido e ela chorando, baixinho, mas estava. Eu via a dor em seus olhos, me lembrei então de meus pais... faz um bom tempo que não visito eles Ohio.
    Quando percebi já havia chegado a minha estação. 
    Logo avistei o prédio da "News & Views". Entrei e fui logo lembrada do meu atraso pela recepcionista:
   -Bom dia, dona Isabella- diz ela- A senhorita Jullie está lhe esperando.
   -Bom dia- digo apressada, mas simpaticamente- avise à Jullie que estou subindo.
   -Claro.
    Subi até o 3º andar onde ficava o meu escritório. Quando nele entrei dei de cara com Jullie:
   -Onde você estava?- pergunta ela.
   -BOM DIA!- digo fazendo menção à ela não ter me cumprimentado, ela corou imediatamente- Eu me atrasei pois dormi muito, muitas emoções para um final de semana só!
   -Nossa, depois você me conta tudo!- é estranho, pois nos conhecemos há pouco tempo e já viramos boas amigas- Mas agora vamos que o Tom já está nervoso!
    Fui em direção a sala de gravação onde, geralmente, eram feitos os programas. Porém, ela me puxa pelo braço e me leva ao elevador.
   -Não tínhamos que ir gravar? O Tom já não está nervoso?- perguntei curiosa e nervosa ao mesmo tempo, se eu demorasse um pouco mais poderia perder o emprego.
   -Não lembra que hoje iria ser um programa diferente?- ah então era isso que Tom havia mencionado semana passada.

   -Ah claro vamos!- digo- Mas para onde vamos mesmo?
   -Vamos cobrir o serviço de uns voluntários que ajudam, através da música, pacientes crianças do Hospital Sant' Anne.
    Vai ser muito emocionante, acredito.Mas lá vamos nós!
    Cheguei e logo reconheci uma mulher sentada na sala de espera, era a mesma do metrô. Ela estava mais desesperada agora, seu filho estava mais pálido e desacordado. Nossa! Isso vai ser difícil mesmo.
    Entrei na sala desejada e lá estavam várias crianças, a maioria estavam pálidas. Algumas estavam com nariz de palhaço, outras com perucas e tinha um contador de história. Percebi um menino isolado, no canto da sala, com a cabeça baixa. Resolvi não ir incomodá-lo, mas aquilo ficou na minha mente.
   -Ei! Isabella- ouvi Jullie me chamando.
   -O que aconteceu?- pergunto.
   -Temos problemas... justamente o voluntário que cantava para as crianças passou mal e teve que ser internado aqui no hospital mesmo, agora eles não tem quem saiba tocar violão ou qualquer instrumento!- diz ela preocupada- Você indicaria alguém de emergência?
    Bruno! Por que não? Ele sabe tocar vários instrumentos pelo o que ele me falou ontem e afinal aparecer na TV poderia ser bom para a sua carreira.
   -Já informo vocês- digo já me afastando e pegando o meu celular.
    Disquei o seu número, porém, ninguém atendeu. Resolvi deixar uma mensagem:
"Bom dia, desculpa não ter te respondido esta manhã, mas acordei muito tarde, assim que puder me liga! É URGENTE!"
    Acho que ele devia estar perto do celular agora, pois não deu dois minutos e ele me ligou:
   -Alô- diz ele.
   -Alô, Bruno- respondo.
   -O que aconteceu?
   -Ocorreu uma emergência aqui na gravação do programa de hoje...
   -Está tudo bem com você?- me interrompe preocupado.
   -Sim, está tudo bem, estou no hospital...
   -Como no hospital? O que aconteceu?- me interrompe ele novamente.
   -Calma, vai deixar eu falar?- pergunto logo continuando- Estamos no hospital para gravar sobre um grupo de voluntários ajudam no tratamento de crianças com música, mas o músico passou mal, você poderia cobrir ele?
   -Claro! Estou indo para aí, beijos!
  -Beijos!
    Voltei para onde estava a Jullie e o Tom e os avisei que já havia resolvido os problemas e eles suspiraram aliviados.
    Logo o Bruno chegou e trouxe seu violão, ainda bem que ele lembrou que poderia precisar, porque eu não consegui lembrar de avisá-lo.
   -Bom dia!- diz Bruno logo que entra na sala.
   -Bom dia!- respondem todos em coro.
    Logo ele começa a tocar, gravamos o programas e no final, como sempre, há uma pausa para os técnicos guardarem os equipamentos. Aproveitei essa pausa para comentar com o Bruno sobre o menino que não havia saído daquele canto desde que nós havíamos chegado.
   -Oi- digo.
   -Oi- ele responde animado, parece que a alegria das crianças é contagiosa.
   -Muito obrigada por me ajudar!- aqueles olhos amendoados me hipnotizaram.
   -Não foi nada, quando precisar é só chamar!- responde ele.
   -Hey! Você percebeu...
  -O menino sentado no canto da sala?- ele leu meus pensamentos- Sim eu vi, e isso mexeu bastante comigo.
   -Tenho medo de ir falar com ele, vai que ele não gosta...
   -Vamos lá, toda criança gosta de pessoas... eu acho!
    Fomos até o menino e ele se vira tranquilamente para nós... com um sorriso no rosto.
   -Olá!- diz ele.
   -Oi- respondemos eu e Bruno uníssonos.
   -Como é seu nome?- pergunto.
   -Pedro- responde ele-, vocês são namorados?- pergunta.
    Isso nos deixou encabulados, mas antes que pudéssemos responder a enfermeira chega e pede para nos retirarmos da sala. Já fora da sala a enfermeira nos encontrou e nos informou que aquele menino tinha uma doença terminal, ele cismava em formais casais, pois assim ele lembrava de seus pais que quando descobriram a doença largaram ele no hospital e nunca mais deram notícia. Disse também que não gosta de conviver com outras crianças, apenas com "casais", ele fica realmente muito alegre quando está junto a eles. Isso explica o sorriso dele quando nos viu. Ela contou-nos ainda que ele já formou muitos casais por isso é conhecido como "Pequeno Cupido". Isso mexeu novamente comigo. 
    Quando a enfermeira foi embora, Jullie me chamou para irmos embora, mas Bruno insistiu em me levar para casa. Como meu turno já tinha acabado eu resolvi aceitar. Quando passei novamente pela entrada vejo a mesma mãe de antes e do metrô, porém, agora, ela estava sorrindo e o seu filho estava ao seu lado em uma cadeira de rodas. Ai que bom que terminou tudo bem, pelo menos eu acho! Já no carro o Bruno, como sempre, quebrou o silêncio:
   -Você viu aquele garotinho? Coitado dele pelos pais!- diz ele abatido.
   -Sim... nossa estou bem mal por esta história- me veio na mente quando ele disse que éramos namorados e quando a enfermeira nos disse que ele era o "Pequeno Cupido".
   -Será que ele é mesmo um "pequeno cupido"?- fiquei calada diante da sua pergunta, ele percebeu e continuou- Quem sabe!- diz ele parando em frente à minha casa.
   -Quer subir?- peço.
   -Agora, por mais que eu queira, não posso! Preciso terminar uma música que comecei a escrever, mas deixei para ir atender seu pedido...
   -Nossa, parou uma música por mim? Obrigada, eu sei que sou demais!- brinco.
   -É mesmo- diz ele se aproximando.
    Nossos lábios se colaram em um beijo romântico, nada de extraordinário, mas queria que nunca acabasse. Ele colocou a mão na minha nuca  e o beijo se tornou mais intenso. Ele se inclinou sobre mim sem quebrar o beijo. Descolou nossos lábios grudando as nossas testas uma na outra.
   -Acho que estou mudando de ideia... acho que vou subir...- diz ele- a música fica pra depois.
   -Então okay! Vamos almoçar e depois vemos o que faremos!- digo.
   -Eu já tenho uma ideia!- diz ele.
   -S-A-F-A-D-O- digo dando um beliscão em sua barriga.
    Ele gargalha, desliga o carro e, ao meu lado, subimos até o meu apartamento. Em frente a minha porta ele resmunga "cupido", acho que pensou alto. Fingi que não ouvi e ele não percebeu. Entramos e fui direto para a cozinha "preparar" o almoço. 

  • Comentem esse capítulo está bem grande!

   

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Capítulo 05


  • Estou iniciando esse capítulo pela terceira vez, pq sempre que começava dava alguma coisa errada, então a culpa não foi minha... foi do DESTINO! Entenderam??
  • Espero que gostem, to meio sem tempo hj, mas vou dar o máximo de mim.
  • Depois que eu comecei a escrever a fic aconteceu uma história bem parecida na minha vida real, não levem no duplo sentido. É que eu e uma leitora viramos super amigas, parece que nos conhecemos há anos e não dias. Só que é tudo virtual. Pelo menos por enquanto.
    Passamos quase todo o caminho em completo silêncio. Acho que era meio estranho estar ao lado de uma pessoa que há 2 minutos você quase fez amor. Até que o Bruno quebrou o silêncio:

   -A Alana tem namorado?- pergunta ele.
    Por que ele está pedindo isso? Fiquei até com medo de responder, mas tenho que responder:
   -Não, pelo menos eu não sei de nada...- disse ainda apreensiva.
   -É que eu estava pensando...
   -O que? Em namorar com ela?- perguntei interrompendo-o.
     Nessa hora ele me olhou com uma cara tão... CONFUSA! Dei mancada né? Eu sei que dei, mas eu não consegui me segurar com o pensamento de que eu poderia perder o meu Peter para minha melhor amiga. 
   -Não!- ele disse ainda confuso.
   -Ah desculpa, não sei o que deu em mim!- falei e ele dá um sorriso muito gostoso de se ver.
  -É que eu estava pensando em fazer um jantar a quatro...- o quê? Tipo namorados? Morri- é que a Micaela vai ir a um restaurante esse sábado, então pensei em irmos no mesmo restaurante, para meio que ela entender que eu "estou com outra". Pode ser, ou você acha melhor não?
     Só eu para pensar bobagens como essas, como "namorados", eu sou muito tosca mesmo.
   -Acho melhor não, não me leve a mal, só acho que isso vai por lenha na fogueira... parecer que você só foi lá por causa dela.
   -Não deixa de ser por esta razão, mas ela vai interpretar errado- disse ele logo continuando- você tem razão! Obrigado e CHEGAMOS!- diz ele me dando um beijo na bochecha, isso foi tão fofo... 
   -Então boa noite!- digo meio apressada, não sei por que, mas parecia que eu não poderia ficar muito perto dele...
  -Espera aí- diz ele segurando o meu braço- nós temos que marcar um dia para terminarmos o que começamos hoje...-diz ele meio sem graça, como ele pode ser tão safado e tão tímido ao mesmo tempo?
    Nesse momento ele me beija, mas não é aquele beijo de... é difícil de caracterizar, não é aquele beijo instigante, mas deixa gostinho de quero mais, um beijo único.
   -Já falei que você é safado?- pergunto debochando.
   -Acredite, você já falou tanto que eu estou até virando um!- diz ele se aproximando.
   -Boa noite- digo me esquivando do beijo. NÃO ME ENTENDO MESMO. 
   -Boa noite princesa- diz ele também se afastando.
    "Princesa" essa palavra ecoou várias vezes na minha mente e não consegui descobrir o significado dela, pelo menos não para essa situação. Subi até o meu andar e como já esperava Alana estava me esperando.
   -Oi- diz ela.
   -Oi- respondo- vamos entrar?
   -Vamos pelo jeito a história é longa- diz ela com um sorriso no rosto...espera...um SORRISO?- olha Bella me desculpa por tudo que eu falei esta manhã... quer dizer ontem porque hoje já é... SEGUNDA!
   -O que?- droga nem me lembrava que amanhã tenho que trabalhar...- Desculpe-me! Por favor!
    Unimo-nos em um abraço caloroso, é tão bom abraçar ela novamente.
   -Posso dormir aqui?-pede ela.
   -Leu meus pensamentos!- falei empolgada.
    Passei a madrugada contando a história do Bruno para ela, e finalmente decidimos ir dormir, pois amanhã é mais um dia de trabalho. Ouvi o meu celular tocar, fui olhar e era uma mensagem do Bruno:
"Boa noite princesa, dorme com os anjos e sonha comigo!"
"Princesa", tem como não dormir bem depois disso? Respondi:
"Boa noite querido, pode deixar que vou sonhar com vc sim, bjs!"
E assim adormeci com o celular na mão, ai quantas lembranças dessa noite...

  • Estou meio sem tempo, por isso não coloquei gifs, então imaginem e me desculpem.
  • Comentem por favor! bjs

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Capítulo 04


  • Oi amores!! Desculpa por não ter postado ontem, deu uma tempestade que parecia que o mundo ia acabar e faltou luz...
  • O Hot congelou, o gelo derreteu e por culpa de um telefone congelou de novo... leiam e entenderão!
    Digamos que o filme de terror que assistimos era meio... aterrorizante. Teve uma hora que uma "mulher" pulou na frente da câmera de forma que parecesse que ela iria nos atacar. Nessa hora me agarrei nele como um cão perdido morrendo de medo. Ele sorri e diz:
   -Você é sempre medrosa assim?-  pergunta ele debochando.
   -Você vai ver quem é o medroso aqui, quando o filme acabar e tudo ficar escuro e quieto e os monstros começarem a chegar...- fiz uma voz misteriosa ou pelo menos tentei.
   -Quem disse que vai ficar tudo quieto?- diz ele se aproximando com um sorriso safado.
   -Seu safado!- digo gargalhando e fazendo cócegas nele
   -Não sou o único- diz ele se afastando.
   -Esqueceu que nos conhecemos ontem- mal sabe ele que fui apaixonada por seu olhar durante anos...
   -É, estava pensando nisso, te conheci ontem e hoje você já tem muita importância para mim, tipo amizade a primeira vista.
    "Amizade", sim amizade Bella, o que você queria?
   -Pois é- falei- não quero ficar longe de você seu bobo!
   -Que tal mais perto?
    Mal consegui pensar no que aquilo queria dizer e nossos lábios já estavam colados em um beijo instigante.
   -Mas não era amizade?- falei quebrando o beijo e dando ênfase na palavra "amizade".
   -Amizade colorida- diz ele se referindo ao primeiro filme que tínhamos assistido.
   -Ah então você já tinha tinha segundas intenções quando aceitou o filme- falo e ele apenas sorri.
    Ele coloca a mão delicadamente na minha coxa. Eu senti um arrepio que começou no fio de cabelo e terminou no dedão do pé. Com a outra mão envolveu minha cintura e me puxou sobre si. Agora as suas mão exploravam meu corpo.
   -Eu não acredito que demorei tanto tempo para te conhecer- diz ele me deixando uma maria-mole de tão derretida. 
    Não respondi, apenas o beijei com tanta, mas tanta vontade que eu acho que ele entendeu o recado. Nossas línguas estavam em perfeita harmonia, sedentas em busca de prazer. Quando mordo seu lábio ele agarra minhas coxas com força. A sua mão boba foi subindo, subindo, até encontrar o destino desejado. Ele apertou as minhas nádegas com vontade, fazendo meus olhos se revirarem de prazer.

    Ele se virou em um movimento rápido, ficando por cima de mim. Foi fazendo um caminho de beijos que começou no pescoço e terminou na barra na camiseta que eu estava usando.
   Olhou para mim com um olhar muito, mas muito, safado e logo tirou a minha roupa fazendo eu ficar apenas com a roupa íntima. Ficou alguns segundos admirando o meu corpo. Depois foi até os meus seios e, ainda com o sutiã, começou a massageá-los e apertá-los.
     Peguei nos seus cachinhos e o puxei para cima, ficamos rosto a rosto.
   -Gosto que sussurrem no meu ouvido- falo já ofegante.
   -Não sou muito bom nisso. Você vai se arrepender- diz ele.
   -Tenta?- pedi
    Ele ficou pensativo e logo disse:
   -Sou o Tarzan! Vem ser minha Jane- diz ele.
   -O que?- peço já gargalhando.
   -Eu disse que não era bom nisso.
   -Mas você não disse que era tão ruim assim, você só é bom se for pra quebrar o clima- debochei.
   -Mas sou melhor ainda pra recuperar ele- afirma ele.
   -Como?
  -Assim!- responde ele se sentando e tirando a camisa, ai esse homem não é de Deus! Logo, com movimentos muito rápidos que me impressionaram, ele me puxou em seu colo e eu senti o volume em sua calça, um volume... considerável. Ficamos nos olhando por longos anos. Pelo menos foi o que pareceu para mim.
   -Recuperei?- pergunta ele.
   -E como!- digo quase sem fôlego.
    Ele me dá um longo selinho. "Amizade", não sei por que essa palavra surgiu na minha mente. Ah sei sim! Ele só quer ser seu amigo Bella, a quem você está querendo enganar?

    Nessa hora meio que travei, mas logo meu celular tocou então ele não percebeu e não gostou nem um pouco nesse momento da invenção do telefone.
   -E agora?- pergunto.
   -Atende pode ser importante- diz ele deixando transparecer a chateação em sua voz.
    Me afasto. Atendo e, realmente, era importante. Alana.
   -Alô- falo.
   -Alô- ela responde- oi Bella, você está em casa? Preciso falar com você...
   -Não- respondo.
   -Ah tá, já estou passando aí... espera você disse que não está?
   -Isso mesmo!
   -Onde você está? Olha a hora!- pergunta espantada.
   -Na casa d... de um ami... do Bruno!- desabafo.
   -Quê? Conheceu ontem e já está na casa dele a essa hora?
   -Vai começar de novo? E pra você saber, ele é mesmo o Peter...- digo abaixando o tom de voz.
   -Desculpa- pede ela.
   -Estou indo para casa, beijos- digo.
   -Okay, beijos.
    Desligo o telefone e volto para a sala.
   -Bruno, má notícia para nós, boa para mim- falo deixando ele confuso.
   -Como assim?
   -Acho que Alana e eu vamos fazer as pazes...
   -Eu sabia! E a parte ruim?
   -É que tenho que ir agora para casa para conversar com ela. 
   -Ah não! Maldita Alana, pode deixar que amanhã já faço uma macumba para ela- diz ele rindo da própria piada.- Eu te levo!
   -Agora não vou ter como recusar, afinal já é quase uma da madrugada e o metrô já saiu há tempo.
   -Mas acho que devemos tomar um banho antes...
   -Verdade, estou suada...
   -Mas só tem um banheiro e não podemos demorar, não é?
   -Você é muito safado mesmo!- digo fazendo ele rir.
   -Se não fosse teria graça?
   -Sinceramente? Você é sem graça de qualquer jeito!- brinco.
   -Ah então é assim né?- diz ele fingindo estar bravo.
   -Sim é assim!- repito.
   -Então vamos ver quem é o sem graça- diz ele vindo em minha direção. Ele me empurrou e me prendeu contra a parede. Esse beijo foi mais intenso. 
    Fomos andando pelo corredor até o banheiro sem quebrar o beijo. Tiramos nossas roupas e fomos para o banho. Ele ajudou a me ensaboar e enxaguar e vice-versa. 
    Nos beijamos mais uma vez no banho, mas esse foi mais suave. E por incrível que pareça, qualquer beijo dele sendo o primeiro, segundo, terceiro... sempre terá a magia do primeiro.
    Saímos do banho e coloquei meu vestido novamente, mas dessa vez SEM calcinha. Ele fechou a casa e fomos para o carro onde ele disse:
   -Nossa, saber que você está sem calcinha do meu lado e não poder fazer nada é difícil- diz ele.
   - Temos muito tempo ainda... agora vamos a Alana deve estar me esperando- falei.
   -Claro.
    E partimos.
  • Podem me matar mas não foi dessa vez... :p
  • Esse capítulo está bem grande então COMENTEM!



domingo, 10 de novembro de 2013

Capítulo 03



  • Oi gente, passei aqui p/ agradecer todos que estão comentando... estou amando ter leitoras e que bom que estou fazendo um bom trabalho.
  • Um bj especialmente p/ a leitora Letícia Ferraz que está me dando bastante motivação p/ eu continuar!!
  • Fiquei da meia noite à uma da manhã escrevendo à mão, então espero que gostem!
    Ele desceu agarrado na minha cintura até no térreo, achamos ir melhor ir pela escadas, pois estávamos atrasados pro almoço e não tínhamos paciência para esperar o elevador. Cumprimentei o porteiro e quando estava saindo dei de cara com a Alana na calçada. Mas para minha surpresa ela fingiu que não me viu e passou sem nenhuma expressão. Mas eu, eu não consegui disfarçar, pois até o Bruno percebeu.

   -Aconteceu alguma coisa?- perguntou ele preocupado. Adoro quando ele se preocupa comigo!
   -Nada- disse abatida. Eu realmente estava abalada com aquela briga toda.
   -Precisa de mais uma dose de cócegas?- diz ele fazendo cócegas na minha barriga.
   -Não!- berrei e gargalhei- Seu louco! Estamos no meio da rua, vão pensar que somos o que?
   -Dois amigos se divertindo ué?- "amigos" doeu um pouco ouvir essa palavra, não sei por que- Mas quem era ela?- diz ele se referindo à Alana.
   -Aquela era a Alana, a amiga que eu briguei, eu to muito abalada com essa briga- disse com voz chorosa.
   -Não fica assim, essa briga não vai durar muito, pelo jeito que você fala dela, eu acredito que você não vai deixar essa amizade morrer- diz ele me abraçando e dando um beijo na testa.
    Isso é incrível, nos "conhecemos" ontem, quer dizer, ele me conheceu ontem e hoje já está me apoiando e ma dando conforto como um velho amigo.
   -Tomarás- foi só o que consegui dizer.
   -Mas então vamos almoçar?- pergunta ele.
   -Perdi o apetite- resmunguei.
   -Ah não! Não quero ver você assim, um sorriso por favor?
    Mas eu não atendi o seu pedido então ele empurrou minha bochecha para cima, formando um "sorriso".
   -Assim está bem melhor- diz ele- já que você perdeu o apetite, que tal irmos para o meu apartamento, eu almoço e você em conta mais sobre essa briga...claro se você quiser!
   -Pode ser! Mas realmente não quero falar sobre ela.
   -Entendo, claro! Me desculpe! Assunto é o que não vai faltar, vamos?
   -Vamos!- respondi.
    Nesse momento ele foi me dar um beijo na bochecha, porém, "sem querer" eu virei milimetricamente a minha cabeça e ele beijou o canto da minha boca. Senti borboletas no estômago. Será que estou me apaixonando novamente?
    Envergonhado ele abre a porta do carro pra mim e depois sentou-se na direção e partiu. Durante todo o caminho ele foi me contando de como está o início de carreira e cantou uma música chamada "Just The Way You Are" pra mim. Fiquei nas nuvens ouvindo ele cantar e acredito que essa música vá fazer muito sucesso.
    Chegamos à sua casa, era média e bege. Ele me contou que comprou-a há poco tempo, pois tinha feito uns trabalhos e ganho bem por eles. Eu, que atualmente trabalho de jornalista, fiquei com um pouco de inveja.
   -Vamos entrar?- pede ele.
   -Claro- respondo.
  Ele abre a porta e se afasta dando passagem para mim. Por dentro a casa era bem arrumada e aconchegante. Me sentei no sofá e esperei ele preparar o "almoço" dele.
    Ele demorou, então decidi "explorar" a casa atrás de um banheiro. Vi uma porta branca, a primeira do pequeno corredor e entrei acreditando que ali era o banheiro. Quando entrei me dei conta que estava em seu quarto e logo ouço passos atrás de mim.
   -Ah ai está você- diz ele.
   -É que eu vim atrás de um banheiro e...
   -Não precisa se explicar- diz ele me interrompendo.
  -Nossa você tem muitos filme né?- falo me referindo a uma caixa cheia de DVD's em cima do criado mudo.
   -Vamos assistir um?- ele pergunta.
   -Claro! Mas qual?
   -Você que escolhe, é a minha convidada de honra.
   -Que tal "Amizade Colorida"? Ouvi dizer que é muito bom!- perguntei.
   -Pode ser- diz ele já pegando o filme.
    Peguei uma coberta, ele fez uma pipoca e fomos para o sofá. Ele sentou no canto de forma que eu deitasse minha cabeça no seu ombro e ficasse com as pernas esticadas para o lado.
    Depois que terminou  este, assistimos a outros dois, até que anoiteceu. Fizemos uma janta e depois assistimos a mais um filme. Já eram altas horas da noite, estávamos no início de um filme de terror, quando eu decidi ir pra casa:
   -Tenho que ir, já está muito tarde- digo- e o metrô está quase saindo!
   -Eu te levo- diz ele lutando contra o sono.
   -Não, você está muito cansado, eu vou de metrô mesmo- repito.
   -Ou você vai comigo ou não vai!- ele ficou pensativo e teve uma ideia- Isso mesmo, você vai passar a noite aqui!
   -O quê?- perguntei surpreendida
   -Isso mesmo! Você dorme no meu quarto e eu na sala!
   -Mas eu tenho medo de dormir sozinha...- brinco imitando uma voz de criança.
    Ele ri e fala:
   -Então etá decidido, nós dois dormiremos na sala e aproveitamos para terminar de assistir o filme- afirma ele.
   -Ta bom- eu me rendo-, mas preciso de uma camiseta para dormir.
   -Claro já lhe empresto uma!- falou e em seguida foi ao seu quarto e pegou uma camiseta branca.
    Achei o banheiro e o Bruno já havia ido pra sala arrumar o colchão para nos deitarmos. Quando tirei meu vestido, vejo alguém abrindo a porta. Sim, era o Bruno. Fiquei sem reação.
    -Ah desculpa, pensei que estivesse no quarto e...- fechou a porta já corado.
    Eu fiquei morrendo de vergonha, mas logo voltei para a sala e deitei no colchão onde o Bruno já estava me esperando. Assim que deitei ele se aproximou de mim e disse:
   -Desculpe-me, pensei que estivesse se trocando no quarto e... sem ofensas... que corpo!- diz ele meio sem jeito.
   -Ah, obrigada- foi a única coisa que consegui responder.
    Ele colocou o braço por baixo do meu pescoço e ficamos ali, abraçados, continuando a assistir o filme.
  • Comentem, comentem, comentem e comentem!
  • Será que rola alguma coisa aí? 




sábado, 9 de novembro de 2013

Capítulo 02

    Hoje quando eu acordei, como já falei para vocês, não consegui ainda digerir o que aconteceu ontem. Era cerca de 10 horas da manhã quando a Alana chegou aqui. Eu estava tomando meu café da manhã. 
    - Bella? Ah ai está você...- de repente ela me olha com os olhos arregalados- o que aconteceu com você menina? Está aí toda despentiada, sem maquiagem, e comendo- ela analisa o que estou comendo e logo se surpreende novamente- bolinho doce! E a tão seguida dieta menina?
   -Senta aí e se prepara pra ouvir uma daquelas histórias bem longas.
   -O que aconteceu?
   -Eu disse pra sentar, marinheira!- falei imitando um capitão de navio e fazendo ela rir.
    Contei toda a situação que ocorreu ontem, e mais toda a história do colegial que, acredite, ela não sabia. Sempre escondi meu passado, sempre morri de vergonha dele, então simplesmente resolvi deixá-lo oculto. Mas Alana não compreendeu a minha escolha.
   -Como você nunca contou isso pra mim?- disse ela com a voz chorosa- eu nunca teria lhe deixado por essa bobagem!
   -Tenta entender o meu ponto de vista, a minha vergonha- supliquei a ela!
   -É sempre assim né, entenda a mim primeiramente...-falou ela tentado me imitar- você acha que sempre tem razão! Agora eu entendo porque você não se dá valor e fica se atirando pra qualquer um como uma...uma... VADIA- o que? Não estou acreditando no que estou ouvindo.
   -Percebeu a sua reação? Viu porque eu não te contei?- disse já com a voz alterada- Olha o seu estado! Eu realmente estou confusa com essa história toda do Bruno...ou Peter... Ai nem sei direito quem ele é!

   -Você nem sabe o nome dele? E depois quer posar de santinha quando eu te chamo de...
   -Do que?- Falei interrompendo-a
   - V-A-D-I-A!
   -Eu já estou mal por causa dessa história toda, eu acho que estou de frente ao meu primeiro amor e tenho que levar uma apunhalada pelas costas logo de você?

   -Viu? Já está se fazendo de coitadinha de novo! Eu que fui enganada esse tempo todo, será que você não percebe?
   -Não faça drama Alana! Agora me ajuda?- nesse momento meu celular toca.
  - Atende o seu amorzinho e depois que você se der conta de tanta bobagem que você falou agora venha falar comigo!
   - ALANA!- tentei gritar, mas ela bateu a porta com força no exato momento.
   Não entendo a Alana, ela chegou aqui toda alegre e saiu quase me estrangulando, só porque eu não contei que fui uma nerd saco de pancada? Fui rapidamente pegar meu celular, era um número desconhecido, mas decidi atender pois lembrei que eu não tinha pegado o número dele.
    No exato momento que fui atender, parou de chamar. Retornei a ligação, mas quem me atendeu não foi o Bruno;
   -Pensou que eu não ia te reconhecer Blecah, a sua vida vai virar um inferno, o Peter vai voltar pra mim... Baby!- E desligou
    Senti um arrepio imenso. Sim era a Micaela, percebi logo pela voz fininha e enjoativa e porque no final da ligação ela falou "Baby" que era seu apelido. Não sei se fiquei mais surpresa por descobrir que o moreninho era o Peter ou porque ela lembrou de como me chamava na escola (Blecah, mistura de Bella com eca). Um fervor de raiva subiu pelo meu corpo. O meu dia começou muito bem, perdi minha melhor amiga, pelo menos por enquanto e descobri que meus tempos horríveis de colegial vão voltar com minha pior inimiga me infernizando. A única notícia boa nisso tudo é que o Peter, o meu Peter, está de volta, e soltinho na pista.
    Confesso que fiquei meio triste pelo Peter não ter me ligado hoje, agora que eu sei quem ele é tudo o que eu quero é estar perto dele.
    Passei quase duas horas repassando a briga com a Alana e percebi meu erro, como fui ser tão egoísta? Até que alguém toca a campainha. Corri pensando que era a Alana, mas quando cheguei dei de cara com o Peter!
   -Olá namorada!
   -Olá- não consegui deixar de transparecer meu desapontamento na minha voz.
  -Aconteceu alguma coisa?- ele pergunta preocupado. Confesso que meu coração acelerou quando lembrei de toda paixão que já senti por ele, mas isso são águas passadas Bella, será?
   -Pra falar a verdade sim, mas não quero lhe preocupar com os meus problemas- respondi lentamente.
   -Fale, afinal eu sou o seu namorado não é?- ele falou e deu um sorriso fraco.
    Mas eu não quero falar sobre a Micaela nem sobre a minha briga, porque senão ele descobriria quem eu era e com certeza iria me rejeitar. Todos que soubessem disso iriam me rejeitar.
   -Tive uma briga horrenda com a minha melhor amiga- disse baixinho.
   -Por quê?
   -Prefiro não falar sobre isso- falei e fiz um gesto para ele se sentar.
    Após ele se sentar ficamos nos olhando por logos segundos até ele quebrar o silêncio.
   -Você não parece estranha para mim, tanto que conheci você ontem e já estou na sua casa como um velho amigo.
   -Você já é um grande amigo só por estar aqui, do meu lado, nesse momento em que eu estou me sentindo um lixo.
   -Ai amiga não fala assim senão eu me emociono!- brinca ele fazendo uma voz fininha.

   -Só você pra me fazer sorrir, como pude viver 22 anos sem a sua companhia... Pera aí como é seu nome mesmo?- perguntei mesmo já sabendo a resposta.
   -Peter... ou Bruno, é que estou investindo na carreira de cantor, mas só tenho algumas parcerias. Com o tempo eu acredito que vou conseguir.
   -Hum então Bruno, você quer comer algo?
   -Comida!- diz ele correndo pra cozinha.
   -Você é um louco mesmo!
   -Espere até me conhecer melhor!
    "Me conhecer melhor" essas palavras soaram tão bem! Não Bella ele é apenas seu amigo! Quem sabe por um tempo...
   -Alarme falso-gritei- Não tem comida!
   -Ah não- fala ele fazendo biquinho.- Então você vai agora comigo em um restaurante almoçar!
   -Mas já é quase 1 hora!
   -Não interessa!
   -Não estou muito bem, mesmo, estou ainda meio abalada com a briga.
   -Mas eu vou fazer você melhorar!
   -Como doutor Peter?-debochei.
   -Assim!- diz ele e começa a me fazer cócegas, mas eu fugi para o meu quarto. Ele entrou lá com tudo e me fez cócegas até me derrubar na cama.

    Aproximamos nosso rostos, o beijo ia sair, mas eu desviei. Eu sei eu não me entendo, é que eu não queria ganhar esse beijo hoje, estou tão deprê. No futuro quando lembrar desse beijo lembrarei da briga, da Micaela e não quero isso.
   -Acho melhor eu me arrumar então doutor- falei brincando e deixando ele meio envergonhado.
   -Desculpa- pede ele já vermelho.
   -Magina, mas agora deixa eu me arrumar, você pode me esperar ali na sala-falei.
   -Claro- diz ele já saindo.
    Demorei, sim eu demorei um pouco, mas eu estava realmente linda! Cheguei na sala e logo ouvi o efeito de todos aqueles minutos.
   -Você está linda-diz ele se levantando do sofá.
   -Obrigada- digo meio sem jeito- Vamos?
   -Vamos- diz ele colocando a mão na minha cintura. AI MEU DEUS esse homem ainda me mata do coração.


  • Esse almoço promete né?
  • Obrigada aos amores que comentaram!! E comentem mais... por hj é isso