segunda-feira, 31 de março de 2014

Capítulo 34


    •    Bem antes que comecem a ler quero avisar uma coisa, errei FEIO e escrevi que agora seria 2011, mas não eles estão em 2010 ok?

    Acabei cochilando com o notebook no colo.. ele estava "pegando fogo". O desliguei e coloquei em cima da cômoda que havia do lado da cama. Só agora parei e olhei o quarto, não era nada tão luxuoso assim, mas muito aconchegante e bonito! Me levantei e coloquei o meu pijama confortável, fui até a janela e fiquei observando a cidade dormir... mesmo com o ritmo frenético da madrugada. Um vento soprou e me senti aliviada, estava fazendo muito calor, nada comparado ao frio de LA.
    Por alguns instantes fechei meus olhos e desliguei meus pensamentos, tentei não pensar em Bruno, Micaela, mãe... NADA! Me desliguei da vida, do mundo real, e tentei permanecer em um estado de inércia permanente, inércia da memória, do pensamento... Viajei em meus sentidos, o vento soprava sem parar, um sentimento de liberdade subiu e quando abri os olhos percebi que o prazer é passageiro quando não se tem o que você ama. Tudo voltou, Bruno, Micaela, mãe, problemas...
    Me refugiei em meio aos cobertores macios depois de fechar a janela, ligar o ar-condicionado e escovar os dentes. Podia ter dormido no avião, mas só agora percebi que estava morrendo de sono. Coloquei meu celular para despertar e quando desbloqueei vi uma foto minha e do Bru no papel de parede. Bem tudo pra acabar com meu sono, mil pensamentos continuavam e eu não conseguia pregar meus olhos... como? Como? Como? Eu sei que muitos diriam ''antes de conhecê-lo, você vivia, como agora vai viver", mas não é bem assim... usando como exemplo as drogas, antes de experimentá-las você leva uma vida normal, mas depois é quase impossível viver sem elas, e assim é o Bruno, como uma droga pra mim. A pior droga é o amor, é a que mais vicia, que mais causa dependência e a que mais machuca, sem sobra de dúvidas. Bom aos poucos os sono foi me vencendo, afinal ninguém é de ferro e...
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    Acordei com Jullie pulando em cima de mim, eu tinha trancado a porta noite passada, eu acho... Bem só sei que ela me acordou no maior susto, pensei que todos já estivessem saindo e eu estivesse atrasada, terremoto, vulcão... não tem vulcão por aqui né?
   -Hey dorminhoca! Vamos dar um passeio?
   -Aonde?- digo ainda sonolenta, deitando novamente minha cabeça no travesseiro.
   -Dã estamos no Rio de Janeiro, Brasil, digamos que tem "alguns" lugares pra ir!- disse ela.
   -Ai tah... já to descendo, que horas são?
   -8:00 da manhã. Logo eles vão servir o café da manhã lá no salão, se arrume rapidinho... todos já estão prontos...- disse ela logo batendo a porta.
    Hum, eu sempre tive o sonho de conhecer esse país, mas hoje não estou no clima para sair... mas vou ir, ocupar minha cabeça com outras coisas, mesmo sabendo que essa tentativa será inútil. Coloquei meu macacão curto com estampa floral, meus óculos de sol, uma bolsa carteira e uma rasteirinha. Amarrei meu cabelo em um coque alto e despojado. Estava fazendo MUITO calor, então há uma chance de aproveitarmos as praias. Passei pouquíssima maquiagem, e desci.

    Em uma mesa estavam Tom e mais alguns homens da direção, em outra os cinegrafistas e em outra Marianne e Jullie. Sentei-me com elas que conversavam sobre Lucie. Mari já está morrendo de saudades do "chuchuzinho", como chama ela, também não é para menos. Ela é mãe solteira, o pai da criança é um amigo dela que admitiu a paternidade, e ajuda no que ela precisam... mas eles não tem nada a mais. Tomamos o café da manhã e saímos... a maioria da equipe estava perdida, pois apenas Marianne, eu e um diretor sabíamos arriscar um português, o resto era um 0 à esquerda.
    Dia looonnggoo, tentei me divertir, juro... mas simplesmente não dava! Piorou quando fomos ao Cristo Redentor, aquela vista fez-me imaginar mil e uma coisa, fantasias, mas nada fazia sentido sem o Bruno... sabe aquela peça do quebra-cabeça que você perde? Então ele nunca vai ficar completo sem ela não é? Essa peça é o Bruno, preciso dele pra me completar.
     No final do dia todos se arrumaram para ir à praia, mas eu menti que estava nos dias e iria no shopping ou tomar um café, e fiquei trancada no quarto do hotel. Passei o resto do dia lá, na internet, fazendo... nada. Eu apenas ia "olhando" as postagens, sem prestar atenção alguma. Curti uma foto de Alana em uma balada, eu acho, Jean não estava ao seu lado, então deduzo que é ele que está tirando a foto.

    Todos haviam chegado. Sei disso porque Jullie passou aqui me convidar para ir jantar fora com eles, menti que estava com cólica e ela logo saiu, sem insistir muito, ainda bem! Fui, finalmente, tomar banho. O banheiro do quarto era meio pequeno, mas muito limpo e bem decorado. Coloquei uma roupa qualquer e me joguei na cama. Julgo que fiquei uns 15 minutos observando um "bichinho" que voava em volta da lâmpada. Levantei e abri a janela... todos estavam saindo, e eu lá... excluída por opção.
    Levantei, troquei de roupa e prendi novamente meu cabelo, mas agora em um rabo de cavalo. Fechei a porta do quarto, mas logo tive que voltar porque esqueci o meu notebook.

    Saí do hotel e comecei a andar por aí, mas anotei o endereço do hotel para depois pegar um táxi de volta. Várias coisas me chamaram atenção nas ruas, a primeira foi a quantidade de moradores de rua em um ponto, alguns restaurantes com nomes estranhos... enfim! Chegou um ponto em que eu desisti de andar e fui olhar o mar. Fiquei na praia alguns minutos, observando atentamente o vai e vem das ondas, algumas pessoas estavam no mar, e ao longe vi algumas pessoas se drogando com seus cigarros acessos, drogas...      Decidi sair dali, afinal já se passava quase uma hora que eu tinha saído e logo queria falar com Alana pela web, quando tirei o celular da bolsa para olhar o endereço dois meninos passaram correndo por mim, um me empurrou e outro arrancou o celular de minhas mãos. Fiquei sem reação e as pessoas em minha volta não fizeram nada, parecia que estavam presas às suas atividades por mais banais que eram, como amarrar o cadarço. Bem agora eu me ferrei total, não deveria ter saído da cama essa manhã!
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    Por sorte encontrei um taxista atencioso que, quando descrevi o hotel e alguns restaurantes que eu havia visto perto, localizou-o e me levou até lá. Por sorte ainda tenho a minha bolsa com o dinheiro para pagá-lo.
    Para melhorar a minha noite a porta do meu quarto não abria de jeito nenhum! Depois de dois anos percebi que estava girando a chave para o lado errado. Entrei, me joguei na cama e fui ver se Alana estava online, ainda não, mas eu estava adiantada então decidi olhar as postagens do facebook. Vi uma foto que Mic postou há 48 minutos... mais ou menos quando eu saí, após observar bem a casa notura percebo um rosto familiar logo atrás dela, não tão próximo, mas parece que estão em um mesmo "grupo". Me dei conta que era a mesma balada que Alana estava. As lágrimas começaram a rolar pelo meu rosto, e deduzi que, como Alana estava na balada, não entraria para falar comigo.

BRUNO POV's

    78 chamadas não atendidas... quando Bella verá isso e me ligará de volta? Ai meu Deus... BELLA! Tentei sair, com Phil em uma balada, mas nada me distraiu... Então aqui estou eu, do lado de fora de uma casa noturna ligando pela 79ª vez para Bella.

ISABELLA POV's

Já quase desistindo de esperar, vejo no visor: "Alana chamando"... atendi tentando limpar minhas lágrimas, em vão, cada vez desciam mais...
   -Oi!- disse ela com um sorriso que logo se desfez ao ver meu rosto inchado de tanto chorar- Bella eu...- e calou-se.


  • Hey moças! Sei que não postei sexta, mas meu pai levou a CPU pra formatar e sai o findi inteiro :/ aqui está!!! bjss, espero que gostem e COMENTEM!

quarta-feira, 26 de março de 2014

Capítulo 33

    Bem faz três dias que eu briguei com o Bruno e parece que ele está na mesma fase que eu: reflexão... passei esses últimos dias repassando em minha mente todas minhas ações, as ações dele, as nossas ações... e por um breve momento pensei "talvez seja o melhor nos separarmos... assim não ponho em risco os meus segredos", por um momento MESMO! Pensamentos bestas como esses também sobrevoaram minha cabeça nesses dias.
    Afinal, se eu estou sem ele, pra que serve esses segredos? Para as outras pessoas não descobrirem meus problemas familiares, ações idiotas e mal pensadas no passado, um colegial perturbador? Agora isso pouco importa. O que me importa é ele, mas parece que não é o mesmo dos dois lados, porque Bruno sequer tentou falar comigo depois da discussão, e eu é que não vou! Ele me magoou muito quando esfregou na cara sobre a Mic, se ele viesse tentar fazer as pazes eu passaria por cima do orgulho e ficaria "tudo bem", mas eu não vou atrás dele. Pensando bem, eu não entendo esse meu pensamento, pois eu também tenho uma parcela de culpa, mas...
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    Pronto! As malas estão arrumadas, e a confusão das estações me confundiu por total, afinal lá no Brasil é verão agora... por isso tive de refazer a mala assim que me lembrei. Bruno e eu nos falamos essa semana, bom posso já dizer que não deu em boa coisa, dois orgulhosos tentando ter a razão isso que me pareceu... eu mencionei a minha vinda ao Brasil! Não disse por que, nem quanto tempo ficaria, afinal nem eu sei... essas coisas demoram! Mas deixei o suspense no ar e o silêncio tinha tomado conta do lugar, vi uma ponta de tristeza de tristeza em seu olhar, mas ele não se rendeu. Isso me deixou ainda mais chateada, brava, apaixonada! Não entendo mais esses meus sentimentos. E, cada vez mais, percebo que estou resgatando a velha Bella.
    Já no aeroporto eu tive esperança de que ele corresse atrás de mim, dissesse que me amava, casaríamos, teríamos uma casa com infiltração no banheiro, um cachorro chamado Marley, um papagaio e duas filhas que tinham o nome que começasse com a mesma letra, "Lina e Louise". Bem, eu sei, isso é clichê, até demais, mas pelo menos a história terminaria em "felizes para sempre", outro clichê, mas...
    Alana e Jean me acompanharam, ah sim, junto também estava Clarisse que ainda não havia voltado para casa. Ela era uma moça legal e parecia que Jean e ela eram bem próximos, só não sei se Alana estava gostando muito de ter uma prima loira, olhos cor de mel dormindo na casa de seu namorado. Conhecendo bem a peça julgo que não.
    Ela protestou um pouco essa minha "viagem", porém, quando soube sobre a discussão e o dinheiro que isso me renderia ela também achou que era a melhor opção. Ficamos umas duas horas esperando, fiz o que tinha que fazer, e fiquei esperando pela chamada de meu voo. Sentamos nas cadeiras juntamente com Marianne, Tom, Jullie, e outras pessoas da produção. Eu, Alana, Jean e Clarisse, nessa ordem, nos despedimos quando ouvi meu voo ser chamado. "Ai menina! Se cuida e volta logo! Toda noite quero te ver, então não esquece das chamadas de vídeo, ah e lembre do fuso-horário pra não me acordar de madrugada, cuidado! Juízo e traga uma lembrança de lá, de preferência comida, dizem que é tão boa... eles deixam levar comida no avião? Bom isso não importa... quero uma foto de cada lugar que você visitar e..." dizia Alana freneticamente, mas logo engasgou com suas lágrimas "Sua chata! Vai me deixar aqui... já to com saudade". Apertei mais o abraço e falei mais algumas coisas pra ela, acrescentado um "Tenho certeza de que você está na TPM, se cuide Jean!"... rimos e segui todos até o embarque, de longe vi Alana derrubando suas lágrimas e Clarisse acenando, Jean, por sua vez, tentava acalmá-la. 
    Sentamos nas poltronas e recebemos todas as instruções necessárias daquelas aeromoças engomadas com suas vozes irritantes. Depois de um bom tempo até que o avião estivesse realmente preparado, decolamos! Por sorte fiquei bem na janela e por alguns minutos fiquei olhando a vista, mas o sono me venceu... essa calmaria do avião me dá sono.

BRUNO POV's

    Brasil? Brasil? Não pode ser, eu fui um completo idiota em não ter impedido-a quando tive tempo. Agora estou aqui, sentado nas cadeiras do aeroporto observando despedidas e reencontros, banhados a lágrimas e discursos. Nada disso me abalou, na verdade, só consigo pensar nela... onde ela está? Cheguei quando o avião tinha apenas decolado, ainda consegui ver ele se afastar e sumir no horizonte. Vi Jean, Alana e mais uma moça virem em minha direção conversando e saí dali. 

ISABELLA POV's

    Essa viagem foi super rápida, pelo menos ao meu ver, Jullie, por sua vez, disse que foi entediante e longa. Bom só acordei já no Rio mesmo!  Aquela vista era linda! Já estava anoitecendo, e o meu sono sumiu, lógico! Depois de dormir horas na viagem não é para menos... Chegamos e fomos direto para o hotel, todos estavam como zumbis, com sono... todos menos eu, claro! Fiquei em um quarto separado, pois Jullie e Marianne quiseram ficar no mesmo para discutir sobre os programas, já que eram apresentadora e assistente... e melhores amigas! Ju é madrinha da filha de Mari, Lucie, que já estava com alguns meses. Ela quase não topou a viagem por conta da filha, mas concordou em fazer uma viagem a cada 10 dias para os EUA para rever a filha, e como tem pouco leite Lucie já se acostumou em tomar leite na mamadeira, e está sob os cuidados da vovó.

    Todos já deveriam estar dormindo, mas eu não... peguei meu notebook, abri a janela, pois estava muito calor e não queria ligar o ar-condicionado, prefiro o vento mesmo. Conectei a internet do hotel, e decidi olhar minhas redes sociais, nada de interessante. Não sei porque tive a vontade de saber sobre a Micaela, não que eu não saiba, mas sua vida atual.
    Quando me deparei com suas fotos me bateu o medo, não que ela estivesse feia, longe disso, mas li os comentários de alguns fãs de seu trabalho como modelo... sua beleza! E... me deu o medo de uma recaída, do Bruno é claro.

    Como vou sobreviver sem o Bruno? Ai destino, me ajude!


  • HEY MOÇAS, bem, hoje eu não atrasei hein! Então n vou deixar vcs me xingarem rumm kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Espero que gostem e comentem ♥ Sexta to aqui de novo!

segunda-feira, 24 de março de 2014

Capítulo 32

    Lágrimas, lágrimas e mais lágrimas...
    Sim, o Bruno melhorou rapidinho depois do Ano Novo, parece que não era mesmo pra gente ir na praia. bom foi uma boa coincidência mesmo, Alana me contou que Micaela estava perambulando por lá, não me contou na noite da virada mesmo por causa do Bruno... bem, ela disse que... bem a Micaela estava chorando em um canto sozinha, e isso meio que mexeu comigo, por poucos instantes eu juro! Alana disse que quando estava se aproximando de onde ela estava, mantendo uma boa (enorme) distância é lógico ela simplesmente levantou, abaixou a cabeça e saiu com uma lenta corrida. Voltei a trabalhar, na edição e está mil vezes melhor, tenho mais tempo disponível e a pressão diminuiu muito, o salário também, mas... é a vida! Acreditem se quiser, mas minha mãe me ligou... 
   Bem eu realmente achava, ACHAVA, que a nossa relação talvez tivesse "melhorado" um pouco, o Natal me deu esperanças de que ela tivesse superado um pouco, mas não.. definitivamente não! Ela me xingou dizendo sobre a minha horrenda postura sobre "a bela moça", e ainda por cima teve a audácia de dizer "não duvido que ela ame esse rapaz, ótimo rapaz aliás... como conseguiu?", é pelo jeito não tenho uma das mães mais amáveis do mundo. Meu pai falou um pouco comigo antes e foi carinhoso como sempre, ele é o pilar da família que ainda me sustenta, o lado emocional claro!
    Bem, nem preciso dizer qual foi meu humor após as belas palavras de minha mãe, fiquei brava e descontei em Deus e mundo... não foi uma das ações mais sábias que eu tive! Eu e Bruno acabamos brigando e eu não falei a causa do meu mau-humor, assim ele declarou que "sou cheia de segredos, parece que não confio em ninguém, nem eu meu próprio namorado"... o resto do dia não conversamos direito, assuntos banais e curtos, porque ele fazia questão de corta-los. Na tentativa de melhorar as coisas pedi para sairmos, passear por aí, uma praça, um parque talvez... ele simplesmente assentiu, pegou as chaves, o casaco e saiu pela porta, seco e frio! Engoli a raiva e simplesmente o segui, o caminho foi silencioso, o rádio permaneceu desligado e só se ouvia o ritmo frenético de LA.
    Ao chegarmos no tal parque sentamos em um banco, perto de um laguinho... esse cenário me lembra o bosque onde ele me pediu em namoro.
   -Lembra do dia em que você me pediu em namoro? Foi em um lugar parecido com esse...- digo sorrindo.
   -Ãn-ham- diz baixinho.
   -Vai ser assim? Seco?
   -Hum, sei lá!- respondeu. Perdi meu controle.
   -Chega de ser criança Bruno... chega!- disse gesticulando o "chega" com os braços.
   -Chega?- ele estava "calmo"- Bem eu é que deveria falar "chega" não acha? Não sou eu que escondo de Deus e mundo problemas familiares e desentendimentos bobos- se fosse bobo! Ele está passando dos limites- Quem ligou hoje? Mais um de seus hum... homens?... peguetes?- ?????
   -O que? Espere, o que? O que você está insinuando? Chega, chega, chega!
   -É... também acho, chega! Hum chega!- diz ele se levantando e se virando- Chega!
   -O que você quis dizer com isso?- digo seguindo e segurando seu braço.
   -Hum, que tal: Chega? Relacionamento sem confiança pode ser chamado de relacionamento?- diz ele.
   -Eu... achei que estava tudo bem, aparentemente estava- resmunguei.
   -Aparentemente, essa sua falta de... de coragem sempre me incomodou, mas sempre aturei! Mas agora, agora não dá mais... ainda mais que...
   -Ainda mais que...?- pedi.
   -Nada- disse ele dando dois passos para frente até que eu pudesse alcançá-lo novamente.
   -Agora fala!
   -É o primeiro Ano Novo que eu passo longe da... da Mic desde o colegial e é estranho pra mim!- não acredito no que ouvi.
    -O que? Bruno, Peter o que você está falando? A Mic, sabe, não tinha acabado?...- fui perdendo as forças. 
   -Sim! Acabou, mas é estranho... e bem, isso não tem nada haver com o que estávamos falando.
   -Não? Não? Não? Como não? Agora quem diz "chega" sou eu...- digo saindo correndo, para... para algum lugar! Talvez ele pudesse vir atrás de mim, mas não veio... e bem foi isso! e agora:
    Lágrimas, lágrimas e mais lágrimas...
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    Essa viagem veio a calhar! A "N&W" me convidou para ir ao Brasil para uma matéria sobre a educação na América Latina, primeiro porque Marianne me escolheu como substituta, era a única além dela a ter experiência no programa E edição, além de falar Português, por conta de um curso que fiz há alguns anos quando ia passar uns meses  em Portugal. Aceitar? Lógico que vou, preciso mesmo sair desse turbilhão de sentimentos e dúvidas, me distrair, ocupar e ter um pouco de tempo pra pensar... Decisão precipitada? Talvez, mas a melhor no momento.

  • HEY MOÇAS! Sei q demorei, podem me xingar pq está mega curto, mas é q tenho mta coisa pra fazer :( e agr tem tipo uma barreira que impede a criatividade então tá dificil, pelo menos já tenho em mente os prox's cap's.. bjss comentem?? ♥

quarta-feira, 19 de março de 2014

Capítulo 31

    Bruno estava deitado enquanto eu corri até a cozinha à procura de meu celular que estava tocando. "Alana chamando":
   -Oi piranha, o que quer?- atendo com a maior delicadeza.
   -Bom dia delicada flor, por que desapareceu?- fala ela às gargalhadas.
   -Depois da festa de Natal, o Bruno teimou  de fazer anjinho na neve sabe? Te contei já... mas o problema é que agora a criança está doente!- respondi ouvindo as gargalhadas de Alana.
   -Ainda não acredito que perdi isso! Ah não, bem no ano novo?- pede ela chateada, mas ainda rindo pela história do Bru.
   -Mas você conheceu a sogrinha! E pelo que você me disse ela é adorável.- ri.
   -Muito adorável! Você acredita que ela começou a contar histórias das ex's do Jean?
   -Mas, como ele disse, ela só está meio receosa... por causa da última! Sabe, mãe é protetora!- tentei acalmá-la.
   -Vai ficar do lado da doce sogra agora? Ah e como eu sei dessa história, ela fez questão de contar inteirinha né?- riu ela ao lembrar. Sinto que ela está um pouco nervosa e mudo de assunto.
   -Mas então, o que tinha programado para fazer no ano novo? Por que ficou TÃO chateada?
   -Ah! É que Jean e eu tínhamos pensado em ficar na pousada de um tio dele, bem à beira-mar... quando faltasse um pouco íamos  na praia assistir o show de fogos- disse ela toda animada- e a prima dele, Clarice veio passar a virada com a gente... vem por favor?- fiquei até meio chateada, pois seria incrível, mas o Bru...
   -Olha, acho que não posso MESMO- digo dando ênfase- O Bru não consegue quase sair da cama, talvez até de noite melhore um pouco, mas não a ponto de sair.
   -Bella recusando uma "party"? Vish... acho que não é o Bruno que está doente- diz gargalhando da própria piada.
   -Ha-ha-ha- dei uma risada sem graça- Sério mesmo, vou falar com ele, mas é quase certo que não vamos- digo fazendo beicinho... como se ela pudesse ver dãã.
   -Ah sério? Ok ok, mas...
   -Não vamos aonde- diz Bruno chegando na cozinha e me dando o maior susto, seu cabelo está todo bagunçado e suas olheiras estão profundas! Levei as mãos ao peito e comecei a rir, como uma boboca.
   -Bruno, o que você está fazendo aí? Vai deitar- disse entre um suspiro e outro tentando me recuperar.
   -Viu Bruno, obedece a titia!- grita Alana em meu ouvido, quase me deixando surda.
   -Não está no viva-voz besta!- respondo a Alana.- Mas é monga- (...)- eu? Você que grita em meu ouvido e eu que sou?
   -Depois dessa "Sessão Amor Entre Amigas" vou me deitar mesmo- diz Bruno indo em direção do quarto.
   -Alana, qualquer coisa te ligo, vou cuidar do crianção ali...
   -Ok, qualquer coisa me liga então... me liga! Beijos. Tchau-  e desligou. Sim, desligou na minha cara.
    Cheguei no quarto e Bruno estava deitado de lado, de frente para a janela aberta. Esse homem não tem jeito mesmo! Fechei a janela e ele ficou me encarando.
   -Por que você fechou?- perguntou ele confuso.
   -Por quê? Bruno você está gripado e ainda pede por quê? Esse ar frio só vai fazer você piorar!
   -Tá parecendo minha mãe- reclama ele.
   -E você está igual a uma criancinha birrenta!- rebato.
   -Eu só queria respirar um pouco- choraminga ele. Por que quando ficamos doentes somos tão dengosos?
   -Ok senhor bebezão, chega de respirar!- falo rindo.
(Comece a escutar essa música, se precisar dê replay <3 )
   -Deita aqui?- pediu ele com um beiço enorme!
   -Oh meu Deus, ta dodói demais! Deixa eu cuidar de você- falo "melosa", ou tentando. Ele estica os lábios e selamos um selinho demorado. Me inclinei um pouco sobre ele fazendo carinho em seu cabelo. O contato visual foi penetrante e constante por alguns instantes, nossos lábios de colaram novamente em um beijo calmo, um beijo carinhoso, um beijo sem outras intenções a não ser o prazer do momento e mostrar que você está ali. Ele acariciava meu rosto levemente, o momento parecia tão leve, tão livre, tão... tudo sem pressa, tudo em seu tempo, um tempo bem aproveitado, a nosso favor. Mesmo com o  Bruno gripado eu não me importei, ele também não estava morrendo de gripe... Suas mãos passaram a deslizar pelas minhas costas, indo e voltando... chegava a extremidade e sua mão subia novamente, mostrando que não passaríamos disso, e eu entendo! Me deitei em seu peito e ele começou a massagear meu cabelo.
   -Sabe o que eu mais gosto em você?- pede ele calmamente.
   -O que?- pergunto olhando para cima, para seus olhos... incrível como eles não perderam o brilho.
   -Esse seu jeito de ser, você é calma quando tem que ser, você é divertida quando tem que ser, você fica nervosa quando tem que ficar... parece que você acerta em tudo!- diz ele com um fraco sorriso nos lábios.
   -Sabe o que EU mais amo em você? Não importa a situação, sua personalidade sempre se encaixa perfeitamente, em um encontro romântico, por exemplo, se você está lá, é a figura perfeita... se estamos em um momento quente, de desejo, e você está lá, é a figura perfeita... estamos em um momento de stress, e você está lá, é a figura perfeita... e sempre será sempre assim, sabe por quê? Não vou dizer que você é perfeito, nem que tudo o que você faz me agrada, mas simplesmente tudo isso ocorre... porque.. eu te amo!- logo que termino ele me encara por longos minutos e faz uma careta.
   -Humilhou a minha declaração...- rio e dou um tapinha em seu braço.
   -Eu sei disso, então coloque na minha lista mais essa qualidade ok?
   -Ok senhorita!- diz ele pegando na minha mão sorrindo. O quarto estava bem pouco iluminado, apenas um feixe estreito de luz cruzava o quarto, dando uma leve iluminada.
   -Sabe o que eu queria?- Bruno quebra aquele silêncio interminável.
   -Morango com calda de chocolate?- peço voltando à realidade.
   -Não- diz ele gargalhando- de onde tirou isso? Bem, não seria má ideia... mas estou morrendo de vontade de comer o ensopado da minha mãe, nossa! Nem quero lembrar...- diz ele lambendo os beiços.
   -Nem vem... você sabe que a sua namorada é um zero à esquerda em quesito "cozinhar".
   -Quem disse que eu ia pedir pra você fazer? E estragar uma receita maravilhosa dessa?- diz ele segurando o riso.
   -Ah além de doente ficou atrevido? Lembre-me de te dar uma surra quando você melhorar dessa gripe!-  falo fingindo estar séria- não tem essa comigo, rum.
   -Ah claro que vou ajudar a você lembrar disso, sem dúvida.- debocha ele.
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   -Já terminei de tomar banho pode vir!- ouço Bruno gritar enquanto preparo o "jantar".
    Essa tarde passei deitada em seu peito, conversamos sobre várias coisas, ele cantou para mim e... ficou nisso. Namoramos bastante, mas, claro, que não passou dos beijos. Bem ele foi tomar banho e eu vim tentar fazer algo pra janta, até que meu macarrão com queijo estava com uma cara gostosa.
    Coloquei-o no forno para o queijo derreter e fui para o banho. Bruno estava se agasalhando no quarto, hoje está muito frio, MESMO! Jean e Alana devem estar agarradinhos naquela pousada, observando o luar na praia... estou muito romântica hoje, credo! Entrei no box e liguei o chuveiro, primeiro desceu uma ducha de água fria, fazendo-me arrepiar inteira! Mas aos poucos foi esquentando, não queria mais sair de lá... mas talvez o meu primeiro macarrão com queijo bom esteja quase passando do ponto então... Me agasalhei rapidamente no quarto e sequei meu cabelos, passei um hidratante no rosto e manteiga de cacau nos lábios, com esse frio tudo está ressecando... olhei pelo vidro da janela, quer dizer, queria olhar, mas o resultado  dessa umidade não me permitiu... Não nevava há 3 dias, mas continuava MUITO frio.
    Fui para a cozinha onde Bruno estava tentando adivinhar o que estava no forno.
   -Lasanha?- pergunta ele.
   -Errou feio!- digo sorrindo- Me ajuda a arrumar a mesa?
   -Então o que é?- pede ele pegando os pratos.
   -Logo você vai descobrir curioso!- brinco.
   -Ah não vale! Oh meu Deus, você vai comer primeiro, se certificar de que não está intoxicado.. sabe foi você quem fez...- debocha ele.
   -Nossa, que isso?- digo gargalhando- Bobo.
    Ele sentou-se na mesa e ficou esperando enquanto eu pegava as luvas para retirar o macarrão do forno. Ele arregalou os olhos quando o pus em cima da mesa, estava realmente apetitoso!
   -Não foi você quem fez! Não consigo acreditar...
   -Ache o que quiser, enquanto você duvida eu como tudo!- brinco.
   -Gulosa!
    O jantar foi banhado a risadas, recolhi e deixei a louça na pia, vou lavar amanhã... Fomos para sala, mas logo decidimos voltar para o quarto, estava bem mais quentinho lá!
    Faltava um minuto para a virada de ano, estávamos na janela do quarto do Bru onde conseguiríamos assistir o show de fogos quando meu celular tocou:
   -Alô- disse sem olhar quem havia ligado.
   -OIIIIIII- ouço a voz animada de Alana ao telefone- coloca no viva voz!
   -Por quê?- peço.
   -Coloca, vai!- gritou em meu ouvido.
   -Pronto!- Bruno olhou para mim confuso.
    Um grande coro se formou "Dez, nove, oito...". Bruno e eu entramos na onda! "Cinco, quatro, três, dois, um... FELIZ ANO NOVO". Nos beijamos com vontade, e depois ainda conversamos um pouco com Alana, nos desejamos coisas boas, costumes de ano novo. Logo ela desligou, pois iria rolar uma festa na pousada mesmo,  a praia não estava muito cheia, por causa do frio.

    Bom é outro ano, mas eu continuo com sono... pensar que daqui a cinco dias minhas férias terminam me deixa desanimada e animada ao mesmo tempo, não quero voltar à rotina, mas a ideia de voltar para a edição e ter Marianne de volta me alegra.
    Fui escovar meus dentes, colocar meu pijama, e Bruno já me esperava na cama... deitei e ficamos encolhidinhos, agarradinhos, para nos esquentar bem!
   -Boa noite!- diz ele dando um beijo em meu cabelo.
   -Boa noite Bru- disse apertando mais os meus braços em volta dele.
    Adormecemos assim, juntinhos, agarradinhos...


  • Hey moças!! Eu sei que atrasei.. MUITO.. mas como expliquei pra algumas, é metade de bimestre, então estou sobrecarregada, sem muito tempo. Talvez daqui uns dias vou postar apenas de noite, pois ficarei várias tardes na escola :/ Mas por enquanto estamos aí e me desculpem se está meio... pequeno, deixei bem fofinho... sei lá, como uma despedida (n entrem em pânico, esperem e verão) Bjs...

sexta-feira, 14 de março de 2014

Capítulo 30

   Eu pulei em seu colo e ele me levou até a cama me jogando sobre ela, eu já estava sem roupa, minha toalha havia caído quando pulei... ele estava apenas de calção, e sem cueca (propositalmente, acredito)... ele tirou o seu calção e se deitou sobre mim, nos beijamos por longos, longos, longos minutos... o que já foi o bastante para nos instigar mais, e mais, e mais. Comecei a rir, pensando no que Pres havia falado sobre "não me cansar", e já imagino a sua cara se algum som sair daqui e chegar até os seus ouvidos. Previ que estava para começar uma longa tortura quando ele pôs seus dedinhos gordinhos em mim, mordi seu pescoço e gemi baixinho, mas errei... logo ele parou, estávamos há dias sem um momento assim que as preliminares eram totalmente dispensáveis. Se posicionando sobre mim ele firmou um contato visual, aqueles olhos, e me deu um "lloonnggoo" selinho, no final mordeu meu lábio e sussurrou:

   -O melhor sabor que já senti em minha vida... foi o seu!- arranhei suas costas, mordi novamente seu pescoço que estava incrivelmente sexy essa noite, e o beijei delicadamente.
    -Eu não saberia mais como viver sem o sabor de seus lábios...- falei em resposta.
    Pronto, o clima estava mais do que propício, os nossos corpos ferviam de desejo e o prazer quando o senti dentro de mim foi inevitável, assim como o alto gemido que soltei. Percebi que Bruno soltou um risinho, deve ter pensado a mesma coisa que eu... "Presley". Nenhum som se fez do quarto ao lado, onde estava ela, mas tenho quase certeza que ela ouviu. Os movimentos lentos, mas decididos e firmes me torturavam, mordia repetidamente sua orelha, sussurrando para deixa-o mais excitado ainda! Me movi rapidamente ficando por cima dele, fazendo-o revirar os olhos. Meu movimentos eram ora lentos, ora rápidos... me inclinei sobre ele e enrolei os meus dedos em seus cachinhos, ele pegou uma de minhas mão e a beijou delicadamente, e tão lentamente que pude ver os seus lábios "descolarem" dela. "Eu te amo" sussurra ele, "Ninguém nunca chegou, e nem vai chegar aos seus pés", continua. Meu sorriso foi imediato e desacelerando drasticamente a velocidade de meus movimentos respondi "Também te amo... mais que tudo!". Me joguei para o lado e já estávamos ofegantes, nenhum de nós chegou ao ápice, porém, ninguém se preocupou com isso também, prazer eu tive, muito... e foi melhor, pois, digamos, que nenhum de nós dois é muito discreto na hora do clímax. Ficamos nos encarando até que ele perguntou baixinho "Banho?".. apenas assenti com a cabeça e ele levantou da cama e pôs seu calção, peguei um casaco, enorme, dele e vesti, coloquei minha calcinha/calção e fui para o corredor em direção a cozinha. Apenas tinha saído da porta de seu quarto e sinto seu braço envolvendo minha cintura, perto de meu ouvido fala: (com uma voz rouca, incrivelmente sexy)
   -Não vai tomar banho comigo?
   -Ah Bru- falo virando-me- acho que não, tem a Pres aqui sabe? E se não terminar em boa coisa, não quero ser flagrada- ele gargalha, baixinho, assim que eu termino.
   Ele torce os lábios, mas concorda- Ok, vou indo então, te espero no quarto depois...
   -Ok, só vou beber um pouco de água.- demos um selinho e ele foi para o banheiro.

    A luz da cozinha estava desligada, obviamente! Fui até a geladeira e peguei a jarra de água, a cozinha ficou iluminada apenas pela luz dela. Enchi um copo até a bordinha e me virei para guarda-lá novamente na geladeira.
   -Nossa, cansou? Está tomando esse "copinho" de água apenas...- brinca Pres, quase me matando do coração, e acende a luz. Tive que piscar várias vezes para me acostumas com a luminosidade.
   -Ainda acordada moça?- falo sorrindo da piada anterior.
   -E tem como dormir... sabe gosto de dormir no silêncio- debocha ela me deixando vermelha, achei que tivéssemos sido discretos, mas... ACHEI- Oh... ficou vermelha é?- Gargalha.
   -Não... azul não ta vendo- tento ser engraçada... tento.
   -É, não foi dessa vez, tente outra piada, outra hora, quando meu irmão ainda não te deixou cansada- diz ela rindo da própria piada.
   -HA-HA boba!- digo batendo em seu braço.
   -Sabe Bella, prefiro você mil vezes, do que aquela nojenta da Mic...- fala ela e vendo minha cara prevendo o nome que ela iria citar mudou de assunto- Não estou com nenhum pouco de sono e você?- essa mudança súbita me fez rir.
   -Na verdade, estou bem elétrica- digo dando pulinhos e fazendo-a rir.
   -Bruno está aonde?- pede ela.
   -Banho...
   -Será que ele vai ficar bravo se a gente ligar a TV para assistir um filme?
   -Bom não vejo porque ele ficaria...- disse torcendo os lábios. Ela foi até o quarto e pegou uma coberta, por enquanto que eu achei um filme, estava começando, não BEM no início, mas já era o suficiente para entendermos a trama.
   -Vendo filme às... 03:25 da manhã... que beleza!- diz Bruno olhando para o relógio.
   -Senta aqui...- pedi e Pres deu espaço.
    Ficamos lá, até o filme acabar, quando já estávamos caindo de sono.
   -Sabe- disse Presley bocejando- Me lembrem de nunca mais esquecer de trazer meu castiçal okay?
    Bruno e eu nos olhamos, confusos.
   -Ela ta com sono tadinha, não sabe nem o que está falando- fala Bru, Pres responde com uma careta.
   -Porquê?- perguntei curiosa.
    Ela bufa e responde:
   -É que segurei tanta vela que cheguei a queimar meus dedos- revira os olhos fazendo-nos gargalhar.
   -Boa noite "palhacita"!- digo dando um beijo em seu rosto.
   -Boa noite Bella, boa noite Bru!
   -Boa noite!- responde ele e seguimos para nossos respectivos quartos.
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    Que ser fica em casa no ano novo pra cuidar do namorado? EU... Parece que as gripes AMAM o Bru.


  • Aloha moças... estou postando de noite pq a net não colaborou esta tarde... mas estamos aí! Quero saber o que vcs querem, slá uma opinião... Cap 30 *--* comentem!!! Bjs até segunda :*

terça-feira, 11 de março de 2014

Capítulo 29

   -Feliz Natal Bruno!- diz ela entrando e tomando a iniciativa de um abraço. Bruno estava confuso e se esquivou.
     Todos estavam atentos, vi que até os inquietos sobrinhos do Bruno se juntaram a nós. Eles estavam todos em volta de Tahiti.
   -Isso é um funeral ou um Natal? Vamos animar! Espírito natalino faz bem sabiam?- como ela poderia ser tão arrogante?
   -Isso não é um funeral Micaela, apenas uma festa onde você não é nem um pouco bem-vinda... estava bem animada até você chegar.
   -Bella!- adverte meu pai.
   -O que você  está fazendo aqui Micaela?- Pergunta calmamente Bernadette.
   -Sogrinha, Bernie, tudo bom com você?- pergunta Mic, dando uma corridinha até dona Bernadette. Ainda não consigo a chamar de Bernie, parece "íntimo" demais.
   -Ham, bem e você?- Bernadette respondeu, mas pareceu não estar suportando a situação, deve ter acompanhado o que esta monstra fez para o Bru.
   -Bem também. E então hora dos presentes? Minha parte preferida- disse ela fazendo uma expressão animada.
    Bruno parecia petrificado, não sei se estava confuso, sem saber como agir, mas algo não sai da minha cabeça, ele poderia apenas estar apenas hipnotizado por Micaela... depois daquelas fotos, mesmo com a nossa conversa depois, algo insiste, dentro de mim, a acreditar que nem tudo morreu, ainda tem um restinho de sentimento, mínimo, pode ser, mas resta.
   -Mic, você poderia se retirar?- diz Bruno cabisbaixo, como se ver ela tivesse mexido com ele. Eu acho que estou paranoica.
   -Não, hum não mesmo- todos ficaram calados diante desta resposta.- Afinal, não viria até aqui para logo ir embora não é?
    Acho que Tahiti e Jaime perceberam que isso não iria terminar em boa coisa e levaram os garotos para cozinha.
   -Bom Micaela- comecei- Você faria o favor de se retirar e...
   -Mas Bella que jeito é esse de falar com a bela moça?- pronto lá vem minha mãe.
   -Hum, dona Lilian, Bella está com razão, desculpe...- disse Bruno apreensivo, afinal estava confrontando a sogra, mas minha mãe apenas se calou.
    Momento tenso.
   -Certa, ai Bruninho, se rebaixar a opinião dessa aí?
   -Chega Micaela! Desacatar a minha namorada você não vai- levanta o tom da voz. Presley, vi, se aproximou de mim. Quando ele disse "namorada" me senti superior.
   -Namorada? Hum, bela namorada! Mas e os velhos tempos de colegial?- Bruno certamente achou que ela estava se referindo aos "velhos tempos" deles dois, mas eu tinha certeza que ela mandou essa indireta para MIM, já que ela havia me reconhecido desde o início.
   -Chega Micaela- disse Bruno mais firme- Quantas vezes terei de repetir? Você não é bem vinda aqui, nem em minha vida... e afinal isto não é hora e nem lugar para discutir! AFINAL- disse ele nervoso- o que você veio fazer aqui?- todos olhavam diretamente para Micaela. Percebi, ela está próxima, bem próxima do Bru... uns 6 passos.
   -Resgatar- disse ela calmamente. Resgatar?
   -Resgatar? O que?- fiquei com medo da resposta.
    Estava certa em ficar apreensiva.
   -Isso- disse ela agarrando o Bruno. Suas mãos envolveram o pescoço dele rapidamente, ele ficou tenso e moveu o corpo pra trás, mas não foi suficiente para separá-los... percebi em milésimos de segundos seu corpo relaxar, soava como: "sei que não posso, mas...". Ninguém reagiu, bom acho que ninguém soube o que fazer, ninguém menos eu! Sabia exatamente o que estava prestes a fazer, senti até um empurrãozinho de Pres quando dei um passo à frente, tipo: "vai lá, acaba com ela"... pelo jeito ela também nunca gostou de Mic!
(Comece escutar essa música agora!)
    Cheguei por trás do Bruno e o puxei para trás, empurrei Micaela com toda força para trás... Ela quase caiu, mas sorriu, SORRIU! Como se fosse isso que ela queria, mas ,na verdade, ERA isso que ela queria!
   -Bella, pare com isso, o que a moça te fez?- lá vem minha mãe se meter novamente.
   -Mãe...- olhei reprovando-a, mas ela simplesmente revirou os olhos com uma expressão "eu que estou certa".
    Olhei novamente para Micaela, ou melhor, para a mão dela... que acabava de espalmar em meu rosto. Bruno se viu louco, Pres impedia ele de chegar até nós, mas agora sua força não foi suficiente! Bruno chegou ao meu lado e levemente me puxou para trás. Não deixaria Bruno bater nela, mesmo merecendo... Depois sobraria para ele!
   -Deixa que isso EU resolvo sozinha- digo passando a frente de Bruno e indo em direção dessa v****. Ele ficou apenas observando quando eu "voei" para cima dela. Na verdade todos observavam, sem reação... meio afastados. Os únicos próximos a nós duas eram Bruno e Presley. Bem que alguém poderia vir nos separar, como em um filme, mas incrivelmente ninguém fez isso. Agora sim, derrubei ela ficando por cima... sentei em sua barriga. Ainda bem que os meninos não estavam presenciando isto. Segurei rapidamente seu braço que em poucos segundos chegaria ao meu cabelo. Segurei seus pulsos com apenas uma mão, deixando a outra livre. Meti um belo, BELÍSSIMO, tapa em sua cara, todos se assustaram.
   -Isso é por se meter em nossas vidas- depois disso dei outro tapa, no outro lado de seu rosto- Isso é por você ter se metido com o MEU homem!- segui com outro tapa- Isso é por fazer esse "show" na frente de toda a família e estragar a melhor festa do ano- e por último, TAPA! Esse chegou a estralar... doeu até minha mão- Isso é para você aprender a nunca, nunca se meter comigo. Saí de cima dela e prossegui- Bom acho que você já estava indo, não? Te acompanho até a porta...- humilhada Micaela se viu obrigada a levantar e ir até a porta. Quando me virei para entrar em casa, ainda com a porta aberta sinto sua mão em meu cabelo, que ignorante, pensei. A minha primeira reação foi agarrar sua mão e me virar rapidamente, frente à frente com ela, torcendo sua mão.
   -Olha aqui, você ainda não aprendeu?- pedi séria- Querida eu não tenho todo tempo do mundo pra ensinar, mas tenho paciência- disse calmamente- só não garanto que você vai estar com todos os ossos inteiros até aprender- quando disse isso torci mais ainda sua mão- Boa noite e feliz Natal querida- soltei a sua mão e falei sorrindo. Fechei a porta em sua cara e me virei para todos que me observavam. Silêncio mortal... estava sem reação. Bruno veio me abraçar, primeiro meio que resisti lembrando do beijo, mas logo relaxei e retribuí o abraço, afinal, foi ela quem beijou ele. O nosso abraço foi atrapalhado por uma gargalhada, digamos, nada discreta. Quem? Presley, lógico.
(Podem parar a música)
   -Nossa mandou bem Bella, sou sua fã- pegou Bruno pelo braço e puxou-o nos desvencilhando do abraço e me "agarrando"- agora ela é minha! Perdeu playboy!- disse ela fazendo todos gargalharem.
   -Vamos abrir os presentes?- disse Pete mudando de assunto. Depois disso parecia que todos se soltaram novamente, eu sei, só parecia, sei que no fundo todos estavam repassando a cena, mas ninguém mais tocou no assunto. Melhor assim. Ganhei vários presentes, incluindo uma linda gargantilha do Bruno.

    Passamos a noite tomando vinho e nossos pais fizeram questão de contar histórias vergonhosas da nossa infância. Bom, já passada das 02:00 AM Phil e Urbana se despediram, assim quase todos os seguiram... Meus pais foram para o hotel, assim como Pete e Bernadette, Alana e Jean foram pra casa, pois teriam que ajeitar as coisas para as viagens de amanhã, Tahiti, Tiara e Jaime também foram, menos Presley, que a meu pedido, dormiu aqui. Eu e ela descobrimos uma afinidade incrível, vi que Alana até ficou enciumada em certos momentos... ciúme sem pé nem cabeça. Enquanto Bruno ajeitava algumas coisas na cozinha, Presley e eu conversávamos com uma taça de vinho no sofá, ela me contou sobre vários desentendimentos que teve com Micaela, enquanto ela e Bru ainda eram um casal, nos divertimos com as histórias e por pouco não deixei escapar sobre o meu ótimo período com ela no colégio.
   -Amor, vou dormir, você vem?- pediu Bruno passando pela sala.
   -Vou sim! A gente se fala amanhã, boa noite!- digo me dirigindo a Pres e dando um beijo em sua bochecha.
   -Boa noite Bella! E boa noite Bru- diz ela- vê se não cansa muito ela essa noite, amanhã ainda tem festa, hein!- brinca ela, palhaça.
   -Não garanto nada- entra na onda e todos gargalhamos.
    Fui tomar banho e descarreguei todo o stress dessa noite, deixei ir para o ralo como a água. Quando voltei ao quarto, apenas de toalha, Bruno me surpreende e me prende contra a parede, o beijo foi inevitável.
   -Ainda bem que não prometi nada a Pres!- diz ele mordendo os lábios.
   -Ainda bem...- respondo.


  • Aloha moças! Tudo bem com vocês? Bem, desculpem não postar ontem, mas achei que tinha prova e por fim não tinha, foi uma confusão total... Mas o que importa é que to aqui e TOME MICAELA! #Treta... Bjss.. até o prox.. n sei se sai amanhã ou quinta... COMENTEM??

quinta-feira, 6 de março de 2014

Capítulo 28

    BRUNO POV's

    Só vi Bella "pulando" rapidamente da cama e saindo em direção do banheiro. Levei um enorme susto, mas logo deduzi que ela estivesse se sentindo mal. Ouvi a porta batendo e fui até lá, encostei meu ouvido tentando escutar algo, e nada... fiquei mais um tempo e logo ouvi um "argh" algo assim, bom ela deve ter vomitado, portanto, egoísta ou não, eu saí dali... Primeiro porque não estava nem um pouco afim de ver vômito e segundo porque sei que ela não gostaria que eu a vesse daquele jeito. Fui até a cozinha e preparei um chá, quando virei ela estava a uns 5 passos de mim, levei as mãos ao peito fazendo-a rir e lhe alcancei o chá quentinho, estávamos assim, quase mudos, não sei por que. 
   -Bel...- quando ia quebrar o silêncio meu celular toca. Rimos e eu fui em direção de onde vinha o som, na verdade não fazia ideia de onde ele estava.
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ISABELLA POV's


    Bom essa semana passou voando, já que eu já estou de férias, só passei segunda na "N & V" pra assinar os papéis, o que eu teria feito sábado, mas... então hoje, quinta faltam dois dias para o Natal. Depois de anos, finalmente falei com meus pais... minha mãe na verdade. Já foram muitas tentativas, mas eu sempre desistia na hora H, às vezes chegava a ligar apenas para ouvir sua voz dizendo "alô"... Eu sei, posso ter exagerado nesta história, talvez eles não me odeiem, porém, eu sei que a mágoa é imensa... e eu nunca me sentiria bem convivendo com essa culpa, esse drama. Posso estar parecendo calma, mas calma é algo que eu não estou nem perto de ficar. Tudo pode vir à tona, tudo pode desabar, mas meus pais têm certa noção do pavor que isto me causa, e devem saber que isso é um assunto oculto. Pelo menos eu rezo para eles não mencionarem Charlie na conversa. Por isso, quando estava conversando com minha mãe no telefone fiz um breve pedido à ela que não mencionasse nada do assunto. Depois Bruno até se disponibilizou a buscá-los, mas acho que ele esqueceu qual é a distância e eu o impedi... bom meus pais não aceitariam mesmo. Digamos que Lilian e Paul Gray são do tipo "Não preciso de você pra isso", mas ao contrário do que isso pode demonstrar, são simpáticos sim. Eram adorados por toda a nossa vizinhança. Eles chegam amanhã e vão para um hotel que eu consegui reservar nesse clima de festas.
   Comprei os presentes ontem também, Alana e Jean vão participar da ceia, mas no dia do Natal vão visitar os pais de ambos. Pelo jeito não é apenas nós que vamos fazer a apresentação formal.... Então para a ceia são estes, meus pais, os pais de Bruno, irmãos do Bruno, Jean e Alana e... Ah Phil também virá com sua esposa. Logo o ano novo está aí, tomaras que 2011 continue sendo a perfeição deste ano.
   -Bella. tudo certo mesmo?- pede Bruno entrando pela porta com enfeites natalinos em uma caixa, que havia ido buscar na garagem.
   -Sim pelo menos, tudo certo com meus pais... Ou quase tudo- respondo.
   -Ai que bom! Quase? Por quê?
   -O de sempre... e seus pais? Chegam amanhã certo?- pergunto e vejo um sorriso se abrir em seus lábios.
   -Certíssimo!

    Bruno começou a organizar a grande árvore de Natal no canto da sala, e parece que ficou meio indeciso,  mas acabou deixando um espaço livre perto dela para colocar os presentes, como em filmes. Eu me encarreguei de colocar os demais enfeites, velas, toalhas, etc. Fui ao quarto e tirei os presentes que ainda estavam na sacola e as guardei junto com minhas roupas no armário do Bruno. Quando estava tudo finalmente pronto aqui dentro, fomos lá pra fora... nos crucificando um pouco por ter deixado isto por último, já que estava anoitecendo e ficando mais frio para colocar as luzes natalinas. Bruno foi até a garagem e logo me chamou para ajudá-lo... Trouxemos umas duas caixas, ele pegou a grande e eu a pequena... Na dele tinha uma guirlanda meio desajeitada e alguns enfeites diversos. No meu tinha luzes natalinas, todas enroladas, e um grande Papai Noel inflável. Enchi o Papai Noel e o prendi. Arrumei a guirlanda, mas não a pendurei. Desenrolei as luzes enquanto Bruno terminava de pendurar os pequenos enfeites, pegou uma escada e a apoiou no telhado para começar a pendurar as luzes. Eu alcançava e ele prendia, às vezes encontrávamos alguns nós e o trabalho ficou ainda mais difícil quando escureceu quase por completo, e fomos iluminados apenas pela lâmpada que ficava em cima da porta. Enquanto ele terminava eu coloquei a guirlanda na porta. Percebi que um mosquito o incomodava e ele "sacolejava" sem parar em cima daquela escada... Estou  quase congelando.
   -Bruno você vai...- e vendo ele atirado em minha frente- cair!- digo gargalhando e me jogando por cima dele- Seu bobão- digo com um selinho.
   -Que amor! Nem o clima natalino te faz ficar querida?- debocha ele.
   -Olha quem fala- digo dando um tapa em seu peito.- Vamos termina logo com isso! Estou congelando aqui fora...- olhei para o lado e vi que uma fina camada de neve cobria o gramado.
   -O "bobão" aqui já terminou tudo, pode agradecer...
   -Posso, mas não vou!- brinco correndo para dentro de casa. Ele gargalhou e correu atrás de mim.
    Ele não chegou a entrar, parou na porta e voltou, olhei pela janela e o vi acendendo as luzes. Ficou por um tempo admirando a decoração, realmente estava muito bonita... fui ao seu lado e enlacei meu braço com o seu... ele nem me olhou, continuou petrificado.
   -Bruno...- sem resposta- Bruno!- repeti.
   -Ah... o quê?- perguntou.
   -Ansioso?- perguntei já desconfiando da causa da falta de atenção.
   -Muito.
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    Já havia várias pessoas na casa, já havia conhecido Bernadette e Pete, muito simpáticos, adorei eles e tomaras que tenham gostado de mim. Bom Phil e Eric já estavam aí, conversando com Jean... Alana estava na cozinha comigo e Bruno estava com seus pais conversando feliz em um canto da sala. Cindia, Tahiti e Jaime brincavam com os sobrinhos de Bruno. Eles eram uma gracinha, adorei-os, e pelo jeito eles também gostaram de mim. Presley estava pegando alguns presentes no carro e Tiara foi ajudá-la. Só faltavam, bom... meus pais! Eles já haviam chegado e logo devem estar aí... Ouço a campainha e...
   -Olá... Bruno certo?- pergunta minha mãe com um pequeno sorriso nos lábios. Nossa! Meu pai não mudou quase nada, apenas alguns cabelos grisalhos, mas minha mãe... seu corte de cabelo estava mais curto, e seu cabelo ruivo escureceu um pouco, já avistava pequenas rugas, mas nada demais... Ela engordou um pouco, mas ainda continuava LINDA! Fazia tempo que não a via...
   -Olá... Senhora Lilian?- cumprimenta ele, percebi seu nervosismo.
   -Apenas Lilian, por favor.- após os cumprimentos formais, ele conheceu meu pai, Paul.
   -Mãe...- digo a abraçando, senti uma vontade quase incontrolável de chorar.
   -Isabella, está tudo bem?- ela nunca chamou nem a mim, nem a Charlie de filha ou filho, sempre pelo nome. Em seus olhos não via nada de lágrimas, como ela consegue ser tão fria, depois de anos que não a vejo. Ela foi cumprimentar o restante das pessoas enquanto eu recebia um abraço caloroso de meu pai.
   -Oh filha, meu amor, como vai?- meu pai continua amoroso como sempre, se fosse por ele nunca teria saído de casa, não que ele não tivesse se magoado, a dor foi insuportável... mas ele soube olhar com olhos de pai e não me recusar como minha mãe.
   -Tudo ótimo pai... e você?- perguntei abraçado nele.
   -Também, quantas saudades de você! Por que não apareceu mais?- Fiz um sinal discreto com a mão para a direção onde minha mãe estava e ele logo entendeu- Bem, mas podia ter ligado, eu não tenho seu número, sabe você sumiu... E esse meu genro? Será que vou aceitá-lo- brinca mudando de assunto.
   -Pai!- respondo rindo e dando tapinhas em seu ombro...
   -Cuidado Paul, sua filha ultimamente tem adorado bater nas pessoas... eu que o diga!- brinca Bruno parando ao meu lado.
   -Que história é essa Isabella?- entra na onda meu pai- Não criei filha lutadora de MMA.
   -Até você pai?- brinco- Seu chato!- digo batendo no braço de Bruno.
   -Depois quer negar!- fala Bruno fazendo meu pai gargalhar.
   -O que faz da vida Bruno?- pergunta meu pai, estou vendo eu ser excluída da conversa.
   -Bom, minha grande paixão é a música... mas ainda não realizei meu grande sonho. Porém, parece que a coisa vai mudar, assinei com a "Atlantic Records" e espero que agora consiga.- disse Bruno com um brilho nos olhos.
   -Oh! Então temos um músico na família!- Bruno corou, decerto por meu pai ter mencionado que ele já pertencia a família.- Então poderá cantar para nós depois.
   -Será um prazer.- respondeu Bruno. Logo depois engataram em uma conversa sobre o trabalho de meu pai, um mercado em Springfield. Ele havia o inaugurado há poucos anos, mas já havia ganhado crédito. Antes ele possuía outro, mas o tempo não deixou meu pai continuar a trabalhar naquele estabelecimento, muitas lembranças de lá. Eu adorava quando ele saía e eu ficava no caixa.
    Alana me salvou quando me chamou para ajudá-la a arrumar as coisas na sala de jantar. Deixei eles conversando e logo se juntaram a Pete, Phil, Eric e Jean. Na cozinha, Alana, Presley, Tiara e eu pegávamos as comidas e Cindia e Tahiti terminavam de arrumar tudo na sala de jantar.  A ceia foi calma, todos estavam felizes e não pararam de conversar... eu observava minha mãe pelo canto dos olhos às vezes, acho que meu pai percebeu, pois quando nossos olhares se cruzaram ele sorriu.
    Depois guardamos as coisas, e fomos para a sala de estar, onde Bruno cantou, e cantou, e cantou. A campainha tocou bem na hora que íamos abrir os presentes. Quem seria? Na véspera de Natal?
    Bruno foi atender:
   -Boa noite- ouço uma voz feminina.
   -Boa noite?- fala Bruno com certo tom de pergunta.- O que está fazendo aqui?
    A essas alturas minha curiosidade já estava a mil, a minha e de todos. Bruno se afastou e eu pude ver... MICAELA. Ele virou-se para mim confuso, "o que ela está fazendo aqui?" pergunto apenas movendo os lábios. Ele apenas balançou os ombros. Os olhares pairaram sobre ela, e o único barulho era das crianças brincando.


  • Vou pedir desculpas? VOU... Me desculpem com essa coisa de carnaval não deu tempo pra nada... não eu não sou uma bêbada festeira, mas desfilo então essa ultima semana foi de ensaio e tals... Bom aqui estou eu e me desculpem de novo. COMENTEM? Por favor fiquei bem chateada outras vezes, até que no ultimo cap melhorou :) Bjs gatas