quinta-feira, 22 de maio de 2014

Capítulo 41

***
    Cinco meses se passaram, e tudo está bem, ou quase tudo. Alana e Jean estão melhores do que nunca! Tamires adotou Lina, finalmente, e nos falamos quase todo dia, o dinheiro dela está apertado então ela não virá pra cá tão cedo. Falo frequentemente com meu pai, e minha mãe... Você já sabe! Parece que só a minha vida que não anda nos trilhos. Bruno e eu vamos de mal a pior, nosso relacionamento está por um fio... só estamos juntos porque... porque... nem eu sei o porquê!
    A carreira dele finalmente deu uma decolada, ele está no início, mas já tem obtido algumas respostas. Acho que foi isso que causou essa crise, ele sempre está muito ocupado com tudo, escrever músicas, planejar isso, planejar aquilo... a empolgação subiu à cabeça, e ele pensa nisso 24 horas por dia! Eu sei que deveria estar feliz por ele, mas nada explica como ele me trata ultimamente. Muitas vezes sai bem cedo, sem dar ao menos um “Bom dia”, chega muito tarde, deita, vira para o lado e dorme! Esqueci de falar que eu vim morar com ele há uns 2 meses atrás, Alana está no meu apartamento e o dela está fechado, ela vai lá umas duas vezes por semana pra limpar, mas depois volta para o meu que é maior.
    Eu fico pensando, por que tudo isso tem que acontecer justo com nós? Eu amo esse homem, mas parece que não é o mesmo dos dois lados... agora estou aqui sentada na bancada, preparando um sanduíche pra comer, já são onze horas da noite e ele ainda não chegou.  Comi e fui escovar meus dentes, coloquei meu pijama e ouvi o barulho da porta, parece ser ele, bem não importa, eu aprendi a não esperar.
   -Bella! Tem algo pra comer?- gritou ele da cozinha, não respondi- Isabella!
   -O que foi?- peço chegando na cozinha.
   -Tem algo pra comer?- ele estava de calção, uma camiseta de flanela e chapéu, tão lindo!
   -Não sei... olha aí!- falei virando-me.
   -Isabella!- pelo que se percebe o tempo de chamar de “amor” já passou.
    Fingi que não ouvi e continuei a caminhar até o quarto, eu ouvi o som das portas do armário sendo abertas, deve estar procurando. Deitei-me do meu lado da cama, me cobri e esperei que ele entrasse no quarto. Assim fiz.
   -Boa noite- diz ele se aproximando e dando um selinho, uma das poucas vezes que eu recebo carinho.
   -Boa noite- falo dando outro beijo, e outro beijo, e outro beijo, ele se deitou, virou e dormiu.
    Adormeci aos poucos.
***
    Nesses meses eu me aproximei muito de Pres, ela virou uma de minhas melhores amigas, a Alana está um pouco afastada, o namoro com o Jean, um prédio que eles estão trabalhando juntos, ele como engenheiro, e ela como arquiteta. Então estão concentrados e mais juntos do que nunca! Mas eu entendo tudo isso... Falando na Presley, ela vai passar aqui essa tarde para irmos ao shooping, preciso falar urgentemente com ela. Coloquei um vestido e a esperei, sentada no sofá.

    Campainha tocou, só pode ser ela...
   -Oi!- sorri ela quando eu abro a porta.
   -Oi!- retribui o sorriso e a abracei.
BRUNO POV’s

    Ontem, quando cheguei em casa, Bella estava na cozinha, pedi a ela se tinha algo para comer e ela, rudemente, me respondeu. Percebo que cada vez mais nosso relacionamento está se perdendo, eu amo tanto essa mulher, mas não consigo mudar minhas atitudes. Quando vejo já estou brigando, saindo, bebendo, e a traindo, sim, eu confesso, ela não merece nada disso, mas na hora da raiva eu não penso. Vejo a Mic seguidamente, não por querer, e sim porque parece que ela me segue, algo assim... Vejo nela, algo que ainda me atrai, meu ponto fraco!
    Fui até o quarto após não achar nada na cozinha, dei “boa noite”, coisa que não faço há muito tempo... Adormeci logo.
ISABELLA POV’s

    Estávamos na praça de alimentação, pedimos algo pra comer, e ficamos jogando conversa fora.
   -Agora é sério- fala ela, desfazendo o sorriso- O que está acontecendo entre você e o Bru?
   -Nem eu sei- falei olhando para baixo- Só sei que não está nada bem... me escuta, a “N&V” está  com um novo projeto, no Brasil de novo, uma rede de televisão brasileira ficou muito interessada em nossa matéria e estava com a proposta de fazer outra, em parceria, e eu fui uma das escaladas para ir pra lá e avaliar.- fiz uma pausa- Bem, se aceitarmos, essa vai demorar bem mais do que a outra... coisa de vários meses, porque vai ser mais detalhada, e sobre mais... ENFIM, você acha que eu deveria ir? Fiquei pensando, o Bruno está começando sua carreira, nosso relacionamento não vai bem, não seria mal passar uns tempos por lá, ne?
    Assim que eu terminei, ela ficou me olhando, paralisada... acho que é muita informação pra processar, falei, realmente, muito rápido. Tive que rir de mim mesmo!
   -O que acha?- pedi.
   -Acho que você deveria falar mais devagar- responde ela nos fazendo rir- Eu sei o quanto está sofrendo e não entendo o mano, ele nunca foi assim... quem sabe a pequena fama subiu à cabeça mesmo- torceu os lábios- logo tudo isso passa, mas pelo que eu sei, não seria uma má idéia.
   -Foi o que eu pensei também! Um tempo pra pensar... isso é pra ser analisado, mas vamos parar com esse papo “deprê” e me conta, o que aconteceu na praia?
   -Ai menina!- disse ela gargalhando- Você acredita que...
    Ela me contou toda a história do menino que correu atrás dela, do biquíni, mas eu só conseguia pensar nele!
***
    Acabaram-se todas as dúvidas, embarcarei amanhã BEM cedo! Dessa vez não saí de fugitiva, escondida do Bruno, falei com ele há uns quatro dias, ele chorou, disse que me amava e não queria passar por tudo de novo, mas eu sei que é o melhor pra mim, o melhor pra nós dois! Trouxe as minhas coisas pra cá no mesmo dia. Ele saiu à noite, bebeu, e fez um escândalo no meu apartamento... acabou dormindo aqui, não aguentava nem ficar em pé! Quando acordei e ele já havia saído, de repente lembrou-se do que fez.
    Anteontem fiz uma viagem especial! Fui até Springfield falar com meu pai, revi tudo, minha casa estava arrumada como sempre, toque de dona Lilian, tinha aquele velho cheirinho de baunilha... meu pai me apoiou, como sempre me apóia, e minha mãe, bem, minha mãe nem deu opinião!
    Tamires quase teve um surto quando contei que iria voltar, ela ainda está no Rio, não sabe quando voltará pro Sul... contou-me que quando falou pra Aninha ela gritou “A mãe Bel vai trazer meu presente!”, chorei e ri ao mesmo tempo! Ainda bem que me lembrei de comprar este bendito presente, ela iria surtar se eu não levasse, ri de meus próprios pensamentos.
    Tenho que dormir, amanhã acordo cedo e...
    Apaguei ontem, estava muito cansada e acabei esquecendo-me de colocar meu celular para despertar, tive sorte por acordar naturalmente, devia estar muito preocupada com a hora, como se fosse um despertador natural! Quando acordei, ainda faltava uma hora vaga, o meu vôo saía às 9:00 horas, e agora são 7:15 AM... tenho que chegar um pouco antes! Fui tomar meu banho, sentia algo pesado em mim, pensar que vou deixar toda essa vida pra trás, deixar essa rotina, essa cidade que eu conheço tão bem! Mas vamos que vamos que a vida continua! Saí do banho e coloquei uma calça jeans, uma regata preta, meu salto e acessórios, levei um blazer já que lá no Brasil é inverno.

    Peguei minha bolsa e coloquei somente coisas essenciais. Carl, o novo porteiro, irá me ajudar a levar minhas malas e ficará responsável pela minha chave até que Alana volte. Ela está em New York com a empresa e só voltará daqui três dias.
    Levamos minhas malas até o táxi, me despedi de Carl e fomos em direção do aeroporto.
   -Olá- diz o motorista puxando conversa.
   -Oi...- respondi com um sorriso fraco.
   -A bela moça vai viajar?- pediu ele, simpático.
   -Vou sim- sorri- É a solução...
   -Problemas?- assenti com a cabeça- É a vida...- fala ele calmamente- Vai para fora do país?
   -Sim, trabalho na “News&Views” e vou lá por isso, e pra pensar- falei.
   -Ah sabia que te conhecia de algum lugar! Você ficou no comando do jornal por uns tempos.
   -Isso mesmo- sorri.
   -Vai pra que país? Bem, se isso não é pedir demais!- falou ele um pouco sem jeito.
   -Ah, imagina, vou para o Brasil!- falei e assim começamos a conversar sobre lá.
    Quando percebi já estava no aeroporto.
   -Está entregue!- ele falou e eu o paguei.
    Ele tirou minhas malas e eu as coloquei no carrinho, não eram poucas. Levei a bagagem e fiz o check-in e sentei-me nas cadeiras até que meu vôo fosse anunciado. O tempo parecia que não passava, ainda faltavam vinte minutos. Meus pensamentos estavam longe, mas logo fui desperta dele por um toque, uma mão pousou sobre meu ombro, virei-me esperando ser um engano, afinal eu vim sozinha, Alana está viajando e Pres ia fazer compras com Tahiti.
   -Bella- dei de cara com o Bruno, de pé logo atrás de mim.
   -Oh meu Deus, o que você está fazendo aqui?
   -Eu vim te impedir de ir!- nessa altura eu já estava em pé- Você não pode me deixar...
   -Devia ter se lembrado disso antes, antes de beber, de fazer escândalo, antes de ficar até tarde na rua, e muito antes de esquecer como se trata uma namorada...
    -Eu sei que errei, eu sei! Mas, me escuta, a minha carreira está começando, eu estou ocupado, logo tudo isso passa.
   -Olha! Outro motivo para eu ir, eu não vou estar aqui para te distrair e você vai focar no trabalho, nem vai precisar fazer o sacrifício de me dar “boa noite”... - ironizei.
    -Não dificulta as coisas! Fica aqui, comigo- ele fez uma pausa- Eu te amo!
   -Nossa ainda sabe falar “eu te amo”, pensei que tivesse esquecido, Bruno foi você que dificultou tudo!- ouço a chamada para o meu vôo- Agora eu preciso ir...
   -Isso é um tempo?
   -Isso é um ponto final.
   -Depois desse ponto ainda há história a ser escrita?- pede ele.
   -Isso só depende do tempo... – peguei minha bolsa e meu blazer, virei de costas para ele e quando dei um passo sinto sua mão puxando meu braço- O quê?

    Ele me beijou, colou nossos lábios rapidamente, vou sentir saudade disso.
   -Eu te amo, não se esquece disso- diz ele.
   -Eu também te amo, muito, mas vai ser melhor assim- dei outro selinho e me direcionei até o portão de embarque, olhei para trás e o vi lá, parado, observando-me, acenei brevemente e embarquei.
***
     A viagem parecia mais curta na primeira vez que eu vim, bem, deve ser porque eu dormi a viagem inteira na outra. Quando finalmente chegamos já estava no fim da tarde, anoitecendo. Dessa vez viemos Jullie, eu e mais quatro pessoas da produção como representantes, Marianne e os demais virão apenas se o contrato for fechado e em certas semanas. Falando em Mari, visitei Lucie várias vezes e ela está uma menina linda que só vendo!

    Cada um é responsável pela hospedagem esta vez, eles darão apoio apenas se tudo for confirmado, recebemos o nosso salário normal com um bônus. Não é muita coisa, mas é suficiente. Eu ficarei na casa de Tamires, segundo ela tem lugar, e vai ser muito divertido ficar por lá. Ela leva Lina praticamente todo dia no abrigo visitar Aninha, afinal elas eram melhores amigas, aliviei-me ao perceber que ela não havia sido adotada, sei que pode parecer egoísta, mas não quero perder o posto de “Mãe Bel”.
    Peguei um táxi com muita dificuldade, podia estar com saudade de muita coisa, mas certamente não era do trânsito desse país... O inverno não é tão rigoroso aqui, vesti o meu blazer e o informei o endereço de Tami. Depois de 35 minutos finalmente chegamos! Descarreguei as malas e Tamires veio me receber logo na entrada... Abraço APERTADO! Nos EUA não é muito comum abraçar com tanto entusiasmo, quero dizer, isso não é um ato que se faz repetidamente, lá os cumprimentos são mais recatados, o povo aqui é mais caloroso!
    Levamos minhas malas até a sala. Lina pulou em mim quando me viu, tão linda.
   -Nossa! O que aconteceu aqui?- perguntei percebendo várias mudanças, móveis novos, espaço mais amplo!
   -Fiz uma reforminha, você pode ficar no quarto de visita- disse me guiando até ele.
   -Ah dinheiro pra reformar a casa tem, mas pra me visitar não!- fingi estar indignada.
   -Foi por tudo isso que o dinheiro apertou...- disse ela rindo, sem graça.
   -Ah bonito né? Bom lá nada ia bem mesmo- torci os lábios.
   -Bruno?- apenas assenti- Não duvido que Anabel vá pedir do "pai" dela...
   -Acho que não poderei responder tão cedo!

  • HEY MOÇAS! Volteii!!! Eu fiquei sem internet esse tempo todo :/ mas cá estou eu ^^ talvez algumas configurações desse fiquem diferentes dos demais pq nunca escrevo primeiro no word, dessa vez, como estava sem net, me obriguei :/ Escutem! Pode estar parecendo confuso, mas em três caps mais ou menos a história se ajeitará. Bjs ♥

  

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Capítulo 40

    Conversas aleatórias foi o que não faltou entre Bruno e eu... no carro, indo para a Yummy Sugar eu não consegui me concentrar muito nas palavras dele, parecia que eu estava voando, em outro universo, no mundo da lua. 
   -Chegamos!- alerta ele.
   -Hã?- pedi virando rapidamente, acordando de meus pensamentos.
   -Amor, que foi? Você está com o pensamento longe...
   -Ah nada, estou tentando digerir tudo o que aconteceu... sabe, término, volta, tudo.- sorri.
   -Hum, vamos entrar?
   -Claro!- falo abrindo a porta e esperando-o na calçada, ele fechou o carro e fomos em direção da lanchonete.- Será que alguém lembra da gente...
   -Acho que não... imagina deve ter dois casais por dia ali fazendo confusão e declarações- ironiza ele fazendo-me rir.
    Entramos abraçados e a mulher do caixa rapidamente nos reconheceu.
   -Ora ora quem está aqui! O casal mais conhecido da Yummy, fiquem à vontade...
   -Muito obrigada- falo e sorrio, vamos em direção da mesa.
    Sentamos um em frente do outro e esperamos a garçonete trazer as opções, escolhi um café e um bolinho, ele pediu um cappucino e duas rosquinhas. Até agora não tínhamos falado muito, eu parei pra pensar... o nosso namoro começou de uma forma mais do que inusitada não é? Um namoro de mentirinha, em um bar... a aproximação foi mais do que imediata, tema pra filme. Lembrei de Pedro, o menino do hospital, "Pequeno Cupido", e olha onde estamos agora! Como estará esse menino? Será que ele está bem ou...?
(Se alguém não lembrar dele, releia o capítulo 06)
   -Bella, meu amor! O que aconteceu? Está pensando tanto no que?- pede Bru.
   -Podemos ir ao hospital depois?- pedi ainda olhando em volta.
   -O que você está sentindo? Está mal? Olha pra mim!- nisso olhei para seus olhos, que estavam profundamente preocupados.
   -Calma meu amor, quero visitar alguém, lembra daquele menino, Pedro...? Quando fui cobrir o trabalho de voluntários que ajudavam crianças através da música...
   -Hm... Ah! O "Pequeno Cupido", claro que lembro! Tem certeza? Não sabemos que notícia podemos receber lá! Ele tinha uma doença terminal não tinha?- sua voz foi diminuindo ao decorrer da frase.
   -Se eu não for vou ficar com isso na cabeça... tenho que ver aquele sorriso de novo- falei lembrando de quando ele virou pra nós sorrindo... belo e inocente sorriso de criança.
   -Se é o que você quer, a gente vai...- ele dá de ombros.
   Comemos nossos pedidos, conversando, rindo... ficar com ele me faz TÃO bem! Estávamos saindo da lanchonete, ele com seu braço envolto em minha cintura.
   -Então? Hospital?- pede e eu apenas assinto com a cabeça.
    Entramos no carro e ele deu a partida no carro, escorrei a cabeça na janela e não dei uma palavra... logo avistei o San't Anna.
    Adentrei e falei com a recepcionista, pedi pela enfermeira que nos explicou o caso dele quando o conhecemos. Descrevi-a, alta, magra, cabelos enrolados e castanhos na altura do ombro, olhos verdes... assim a recepcionista, simpática, aliás, a chamou.
   -Bom dia, no que posso ajudar- diz ela não me reconhecendo.
   -Olá, eu sou Isabella, certa vez a "News&Views" veio fazer uma matéria aqui, não sei se lembra...
   -Ah claro... e o que deseja?- fala ela sorrindo.
   -Seria incômodo se eu pedisse informações sobre um paciente?
   -Claro que não... tenho uns trinta minutos livres, me acompanhem até minha sala.
   -Obrigada.
    A seguimos e ela nos convidou pra entrar, sentamos.
   -Então... lembro de um menino, Pedro. Gostaria de saber como ele está!
***
    Chegamos em casa, depois do hospital não falamos uma palavra, algumas lágrimas escorreram dos meus olhos, não consigo me conformar que um sorriso tão iluminado como o dele foi se apagar assim! Por que logo ele, um menino tão puro, tinha que ser levado por uma doença tão cruel? O brilho de seus olhos vai virar uma linda estrela no céu... ele nem teve a chance de conhecer os seus pais, de receber o amor de sua família, sentir o que eu já senti... mesmo com esse relacionamento difícil com minha mãe, sei que ela não vai me abandonar! Meu pai, o meu herói... fiquei indignada por Pedro não poder sentir todo esse orgulho de alguém, de passar sua curta vida sendo feliz ao observar casais.
    Tentei, mas não consegui me manter forte diante de tudo isso, tudo me fazia lembrar dessa perda. Já tinha passado da 1:00 PM e Bruno respeitou minha decisão de não almoçar, acho que ele não sabia direito o que fazer. Fui até o quarto e me joguei na cama, de bruços, com a cabeça sobre o travesseiro comecei a soluçar. O pior é que me lembro de Aninha, deixá-la no Brasil foi difícil, e eu sinto como se estivesse a abandonando. Ela também não tem uma família, quero dizer, pai e mãe... lembrar dela me chamando de "mãe Bel" me destrói, sabe aquela sensação de que, pouco a  pouco, pequenos pedacinhos do coração vão desmoronando? Era isso que eu sentia cada vez que lembrava de seu sorriso ao me ver. Nesse frio dá mais saudade ainda daquele abraço quentinho, daquela carinha sapeca, daquele sorrisinho de quem vai aprontar... ela me conquistou por inteiro! Mas pensar que é quase impossível a ter junto a mim faz uma nuvem negra se formar sobre mim.
   -Amor...- diz Bruno entrando- Posso entrar?
   -Claro- falei fungando.
   -Não fica assim- diz ele se sentando ao meu lado- eu nem sei como reagir...
   -Não consigo Bru... tudo é tão- não consegui terminar de falar, me levantei rapidamente e enfiei meu rosto em seu peito o abraçando forte, ele fez o mesmo, beijando minha cabeça- Tudo me lembra a Anabel... aquela menina é muito importante pra mim!

   -Eu imagino meu bem, mas calma, tudo vai se ajeitar, o tempo sempre resolve... eu sempre estarei ao seu lado!
    -Incrível como só suas palavras já me acalmam- falei sorrindo e olhando para seus olhos- Promete que nunca vai me deixar?
   -Prometo.- diz ele beijando minha testa. Ele faz eu me deitar novamente e vem por cima de mim- Nosso amor vai ser eterno!- diz ele com a boca próxima a minha.

   -Eterno!- falei e sorri.
    Ele se deitou ao meu lado, por baixo das cobertas me abraçando... ficamos conversando, a sua companhia me fazia ficar nas nuvens.
   -Sabe quando percebi que o meu amor por ti era mais do que verdadeiro?- pede ele, fiz que não com a cabeça e ele continuou- Quando eu senti que apenas um "Bom dia" ou "Boa noite" não fazia menor sentido sem um "eu te amo"... e essa palavra "amor" não ter mais significado sem você ao meu lado- diz ele sorrindo ternamente.
    -Ai Bruno- uma lágrima escorreu em meu rosto- Eu te amo mais que tudo!
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    Seu corpo me aquece, me leva à loucura, me preenche, me completa de uma forma que só ele consegue fazer... 

BRUNO POV's

    Depois de um dia difícil pra Bella, tivemos uma noite maravilhosa... é incrível a química que temos, o amor que sinto é indescritível.
    No dia seguinte acordamos praticamente juntos, ela estava se trocando quando levantei. O bom-humor reinava naquela casa, decidimos sair e ir à uma exposição de arte... Bella se interessou pelo trabalho e eu ia a acompanhar, era uma tarde de domingo fria, mas não estava tão intenso.
    -Vamos? Estou pronta!- diz ela chegando na sala.
   -Pronta e linda!- digo a abraçando e dando um selinho. Fechei a casa e dei partida no carro.
   -Posso ligar o rádio?- pediu ela.
   -Pode sim...
   -Amo essa música!- diz ela. Estava tocando "Halo" da Beyoncé. Sorri com sua empolgação.
    Logo chegamos... estava cheio de obras estranhas, mas várias fizeram-me refletir. Eu estava apreciando uma escultura e Bella estava do outro lado, onde se encontravam algumas pinturas. Senti a presença de alguém próximo a mim, virei-me e:
   -Micaela?- pedi surpreso.
   -Vocês voltaram não é? Eu sabia... Bruno! Eu estou um... um... lixo... como pode me enganar? Eu nunca vou ter o seu amor!- disse ela deixando algumas lágrimas escaparem e saindo rapidamente de meu lado.
    Fiquei confuso por alguns instantes, avisei Bella que iria procurar um banheiro. Andei, andei e andei, mas demorei pra achar Micaela, ela estava sentada em um banquinho de cabeça baixa.
   -Hey, Mic!- falei e ela ergueu rapidamente a cabeça.
   -O que você quer?- pediu ela com pouca animação.
   -O que eu quero? Você tem noção que aquele show podia ter me causado sérios problemas?- pedi, sério.
   -Estou pouco me lixando! Pra você, pros seus problemas... você não me entende, não vê que está me fazendo sofrer? Pra que me iludiu?
   -Ah agora você quer pagar de vítima é? Você é tudo, menos vítima Micaela! Quantos anos eu fui seu cachorrinho? Você me fazendo de palhaço? Correndo atrás de outros homens e me humilhando? Chega! O que você passou foi pouco pro que merece!- falei alterando o tom de voz.
    -Mas entenda, ver você amando e sendo amado por outra, me faz ficar em pedaços! Eu descobri o que é o amor.
    -Descobriu tarde demais... eu te amei Mic, te amei... mas agora!- bufei e virei-me e andei em passos largos e firmes.
    Logo encontrei com Bella no corredor, quase esbarrei nela pela velocidade que estava.
   -Onde você estava?- pediu ela calmamente.
   -Quer sab...- falei furioso, mas respirei fundo.. ela não merece minha ira por causa da Mic- Podemos ir para casa? Estou cansado- falei fazendo biquinho.
   -Claro- falou ela dando-me um selinho. Enlacei sua cintura com certa tensão.

MICAELA POV's

    Tudo foi por água abaixo, e a imagem de Bruno e Bella saindo abraçados acabaram ainda mais comigo... merda de destino, perder justo pra ela? Não mesmo, me aguardem...

  • Hey moças! Eu sei que demorei, mas como expliquei no grupo estou relendo a fic... quantas coisas essa fic já me deu, novas amigas, leitoras lindas *o* comecei a ler os coments antigos e ver pessoas que até antes eram desconhecidas se tornarem importantes... bateu uma sdd do coment de várias meninas! Saiba que ele fzem mta importância pra mim... mas é isso, espero que gostem! E comentem!