segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Capítulo 06


  • Oi... desculpa a demora, mas esse fim de semana foi super ocupado!
    Acordei esta manhã com o barulho de outra mensagem, esta dizia:
                                                    "Bom dia, princesa! Dormiu bem?"
    Ai meu Deus que homem perfeito, carinhoso, mas não gosto muito de melação então tomarás que essas mensagens sejam passageiras. Digamos que meu lado romântico tenha ficado no meu passado, um passado que eu não quero resgatar... nunca!
    Pensei em responder, mas em seguida olhei a hora e percebi que estava muito atrasada para o trabalho e como o Tom, meu patrão, disse na semana passada, vamos fazer uma coisa diferente hoje. Nossa esse final de semana foi tão corrido que eu nem pude contar para vocês direito onde trabalho. Bom, nada de muito interessante, porém, minha paixão. Eu sou jornalista na empresa "News & Views" , trabalhava apenas na edição e era escritora,  mas há pouco tempo estou trabalhando no canal próprio de televisão. Isso aconteceu devido ao fato de que Marianne, a antiga jornalista que atuava nesse cargo, ter engravidado e se afastado, então é temporário. A sua antiga assistente, Jullie, passou a me assistir.
    Coloquei uma roupa simples até... Peguei minha saia de cintura alta cor de pêssego, uma blusinha de meia manga branca, um saltinho preto, um pequeno cinto meio despojado na cor marrom e minha bolsa. Dei um beijo na Alana que ainda estava dormindo e saí. Peguei o metrô em cima da hora.
    Quando entrei vi uma mulher com um menino no colo, aparentemente seu filho. Ele estava pálido e ela chorando, baixinho, mas estava. Eu via a dor em seus olhos, me lembrei então de meus pais... faz um bom tempo que não visito eles Ohio.
    Quando percebi já havia chegado a minha estação. 
    Logo avistei o prédio da "News & Views". Entrei e fui logo lembrada do meu atraso pela recepcionista:
   -Bom dia, dona Isabella- diz ela- A senhorita Jullie está lhe esperando.
   -Bom dia- digo apressada, mas simpaticamente- avise à Jullie que estou subindo.
   -Claro.
    Subi até o 3º andar onde ficava o meu escritório. Quando nele entrei dei de cara com Jullie:
   -Onde você estava?- pergunta ela.
   -BOM DIA!- digo fazendo menção à ela não ter me cumprimentado, ela corou imediatamente- Eu me atrasei pois dormi muito, muitas emoções para um final de semana só!
   -Nossa, depois você me conta tudo!- é estranho, pois nos conhecemos há pouco tempo e já viramos boas amigas- Mas agora vamos que o Tom já está nervoso!
    Fui em direção a sala de gravação onde, geralmente, eram feitos os programas. Porém, ela me puxa pelo braço e me leva ao elevador.
   -Não tínhamos que ir gravar? O Tom já não está nervoso?- perguntei curiosa e nervosa ao mesmo tempo, se eu demorasse um pouco mais poderia perder o emprego.
   -Não lembra que hoje iria ser um programa diferente?- ah então era isso que Tom havia mencionado semana passada.

   -Ah claro vamos!- digo- Mas para onde vamos mesmo?
   -Vamos cobrir o serviço de uns voluntários que ajudam, através da música, pacientes crianças do Hospital Sant' Anne.
    Vai ser muito emocionante, acredito.Mas lá vamos nós!
    Cheguei e logo reconheci uma mulher sentada na sala de espera, era a mesma do metrô. Ela estava mais desesperada agora, seu filho estava mais pálido e desacordado. Nossa! Isso vai ser difícil mesmo.
    Entrei na sala desejada e lá estavam várias crianças, a maioria estavam pálidas. Algumas estavam com nariz de palhaço, outras com perucas e tinha um contador de história. Percebi um menino isolado, no canto da sala, com a cabeça baixa. Resolvi não ir incomodá-lo, mas aquilo ficou na minha mente.
   -Ei! Isabella- ouvi Jullie me chamando.
   -O que aconteceu?- pergunto.
   -Temos problemas... justamente o voluntário que cantava para as crianças passou mal e teve que ser internado aqui no hospital mesmo, agora eles não tem quem saiba tocar violão ou qualquer instrumento!- diz ela preocupada- Você indicaria alguém de emergência?
    Bruno! Por que não? Ele sabe tocar vários instrumentos pelo o que ele me falou ontem e afinal aparecer na TV poderia ser bom para a sua carreira.
   -Já informo vocês- digo já me afastando e pegando o meu celular.
    Disquei o seu número, porém, ninguém atendeu. Resolvi deixar uma mensagem:
"Bom dia, desculpa não ter te respondido esta manhã, mas acordei muito tarde, assim que puder me liga! É URGENTE!"
    Acho que ele devia estar perto do celular agora, pois não deu dois minutos e ele me ligou:
   -Alô- diz ele.
   -Alô, Bruno- respondo.
   -O que aconteceu?
   -Ocorreu uma emergência aqui na gravação do programa de hoje...
   -Está tudo bem com você?- me interrompe preocupado.
   -Sim, está tudo bem, estou no hospital...
   -Como no hospital? O que aconteceu?- me interrompe ele novamente.
   -Calma, vai deixar eu falar?- pergunto logo continuando- Estamos no hospital para gravar sobre um grupo de voluntários ajudam no tratamento de crianças com música, mas o músico passou mal, você poderia cobrir ele?
   -Claro! Estou indo para aí, beijos!
  -Beijos!
    Voltei para onde estava a Jullie e o Tom e os avisei que já havia resolvido os problemas e eles suspiraram aliviados.
    Logo o Bruno chegou e trouxe seu violão, ainda bem que ele lembrou que poderia precisar, porque eu não consegui lembrar de avisá-lo.
   -Bom dia!- diz Bruno logo que entra na sala.
   -Bom dia!- respondem todos em coro.
    Logo ele começa a tocar, gravamos o programas e no final, como sempre, há uma pausa para os técnicos guardarem os equipamentos. Aproveitei essa pausa para comentar com o Bruno sobre o menino que não havia saído daquele canto desde que nós havíamos chegado.
   -Oi- digo.
   -Oi- ele responde animado, parece que a alegria das crianças é contagiosa.
   -Muito obrigada por me ajudar!- aqueles olhos amendoados me hipnotizaram.
   -Não foi nada, quando precisar é só chamar!- responde ele.
   -Hey! Você percebeu...
  -O menino sentado no canto da sala?- ele leu meus pensamentos- Sim eu vi, e isso mexeu bastante comigo.
   -Tenho medo de ir falar com ele, vai que ele não gosta...
   -Vamos lá, toda criança gosta de pessoas... eu acho!
    Fomos até o menino e ele se vira tranquilamente para nós... com um sorriso no rosto.
   -Olá!- diz ele.
   -Oi- respondemos eu e Bruno uníssonos.
   -Como é seu nome?- pergunto.
   -Pedro- responde ele-, vocês são namorados?- pergunta.
    Isso nos deixou encabulados, mas antes que pudéssemos responder a enfermeira chega e pede para nos retirarmos da sala. Já fora da sala a enfermeira nos encontrou e nos informou que aquele menino tinha uma doença terminal, ele cismava em formais casais, pois assim ele lembrava de seus pais que quando descobriram a doença largaram ele no hospital e nunca mais deram notícia. Disse também que não gosta de conviver com outras crianças, apenas com "casais", ele fica realmente muito alegre quando está junto a eles. Isso explica o sorriso dele quando nos viu. Ela contou-nos ainda que ele já formou muitos casais por isso é conhecido como "Pequeno Cupido". Isso mexeu novamente comigo. 
    Quando a enfermeira foi embora, Jullie me chamou para irmos embora, mas Bruno insistiu em me levar para casa. Como meu turno já tinha acabado eu resolvi aceitar. Quando passei novamente pela entrada vejo a mesma mãe de antes e do metrô, porém, agora, ela estava sorrindo e o seu filho estava ao seu lado em uma cadeira de rodas. Ai que bom que terminou tudo bem, pelo menos eu acho! Já no carro o Bruno, como sempre, quebrou o silêncio:
   -Você viu aquele garotinho? Coitado dele pelos pais!- diz ele abatido.
   -Sim... nossa estou bem mal por esta história- me veio na mente quando ele disse que éramos namorados e quando a enfermeira nos disse que ele era o "Pequeno Cupido".
   -Será que ele é mesmo um "pequeno cupido"?- fiquei calada diante da sua pergunta, ele percebeu e continuou- Quem sabe!- diz ele parando em frente à minha casa.
   -Quer subir?- peço.
   -Agora, por mais que eu queira, não posso! Preciso terminar uma música que comecei a escrever, mas deixei para ir atender seu pedido...
   -Nossa, parou uma música por mim? Obrigada, eu sei que sou demais!- brinco.
   -É mesmo- diz ele se aproximando.
    Nossos lábios se colaram em um beijo romântico, nada de extraordinário, mas queria que nunca acabasse. Ele colocou a mão na minha nuca  e o beijo se tornou mais intenso. Ele se inclinou sobre mim sem quebrar o beijo. Descolou nossos lábios grudando as nossas testas uma na outra.
   -Acho que estou mudando de ideia... acho que vou subir...- diz ele- a música fica pra depois.
   -Então okay! Vamos almoçar e depois vemos o que faremos!- digo.
   -Eu já tenho uma ideia!- diz ele.
   -S-A-F-A-D-O- digo dando um beliscão em sua barriga.
    Ele gargalha, desliga o carro e, ao meu lado, subimos até o meu apartamento. Em frente a minha porta ele resmunga "cupido", acho que pensou alto. Fingi que não ouvi e ele não percebeu. Entramos e fui direto para a cozinha "preparar" o almoço. 

  • Comentem esse capítulo está bem grande!

   

7 comentários:

  1. S-A-F-A-D-O. ❤️
    auahuaahhuhauahauau'

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  2. S-A-F-A-D-O kkkkkk' <3
    Tá cada vez mais perfeito flor, meus parabéns *-*

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  3. Eba! Capítulo novo! Amo os Gif's <3 Continua por favor....

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  4. Esta ficando muitoo boom.. Parabéns para nós.. Obrigada leitores por estar apoiando, e obrigada Carool por ter essa brilhante idéia estou amandoo <33

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